Tubarão
Foram proibidos, nesta semana, em todo o território nacional, a venda de quatro suplementos alimentares pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Um deles contém doses tão altas de vitaminas que pode ser considerado um medicamento. Outro, fabricado nos Estados Unidos, tem componentes que não são permitidos no Brasil.
As marcas Probolic, Isofast e Carnivor, foram consideradas impróprias pela composição dos ingredientes que não são aceitos ou que a quantidade excede o previsto na legislação brasileira.
O Alert também não pode ser mais comercializado, por ser considerado um acelerador do metabolismo.
Os suplementos tomados sem orientação médica ou de um nutricionista podem provocar problemas, principalmente nos rins e no fígado. Esses produtos são indicados para atletas, mas não para todos que praticam atividade física.
Segundo o médico especialista em esporte, Ruy Pimentel, se há possibilidade de repor a energia perdida com alimentos, melhor. Se não, é preciso levar em conta a intensidade do esforço, e a indicação tem que ser seguida na dose certa, não levar em conta somente a questão estética.
Para o atleta jiu-jítsu e proprietário de loja de produtos naturais de Tubarão, Paulo Henrique Zapelini, para vender os suplementos não é necessário receita médica. “Mesmo sem o aval de um médico, orientamos que o ideal é sempre procurar uma nutricionista para elaborar uma dieta mais adequada à atividade física do esportista”, resume Paulo Henrique.
“A informação é uma forte aliada na venda de suplementos, porque existem inúmeros produtos que em vez de ajudar, podem causar estragos na saúde. Um exemplo é um hipertenso tomar determinada vitamina sem conhecimento, pode haver agravantes”, completa o atleta.
