Lily Farias
Tubarão
Os vereadores de Tubarão aprovaram ontem, em segunda votação, o projeto de lei que regulamenta o prazo de atendimento médico e exames laboratoriais da rede municipal de saúde aos maiores de 65 anos. O texto é de autoria de Deka May (PP) e para ter validade precisa ser sancionado pelo prefeito. Pepê Collaço (PSD) tem até 90 dias para dar o parecer.
O projeto sugere que os idosos tenham atendimento prioritário nos posto de saúde da rede municipal. O texto também assinala que as consultas médicas não poderão ultrapassar sete dias úteis a partir da solicitação. Para exames laboratoriais, a data limite para a realização são de cinco dias úteis.
O texto prevê ainda que se houver descumprimento da lei, o município deverá agendar uma consulta médica ou exame laboratorial na rede privada. Apesar de o Estatuto do Idoso já assegurar estes direitos aos idosos, Deka considera que a lei é um reforço, já que a realidade em Tubarão está um pouco distante do que prevê o estatuto.
“Os idosos não precisam esperar em filas de banco, têm prioridades para andar nos ônibus, por que nos postos de saúde não é assim?”, questiona.
Deka não aceita o fato de os idosos passarem a noite na fila para conseguir assistência. “A situação piora quando acabam as senhas e o idoso não é atendido. É uma humilhação chegar ao fim da vida e passar por isso. Eles precisam de um tratamento diferenciado, foram eles quem construíram a cidade”, valoriza o vereador.
Por um atendimento mais humanizado
Caso seja sancionada, a lei que prioriza atendimento a idosos acima de 65 anos na rede municipal de saúde de Tubarão resguardará os direitos conquistados por estes cidadãos. Idealizador do projeto, o vereador Deka May (PP) também almeja um sistema mais humanizado.
“Tem que tratar os idosos com respeito e carinho. Eles chegam para serem atendidos e são recepcionados com muita frieza”, avalia. A aposentada Amélia Calvacanti, 75 anos, torce pela aprovação da regra.
Ela está cansada de ter que pagar alguém ficar na fila por ela, a fim de garantir uma senha para ser atendida. “Quase não utilizo para mim, é mais para meu marido. A pessoa que pago já teve que passar a noite na fila para conseguir a senha”, revela dona Amélia.

