Início Geral Projeto já está pronto. Falta a execução da obra

Projeto já está pronto. Falta a execução da obra

Foto: Emanuelle Querino/Prefeitura de Imbituba/Divulgação/Notisul
Foto: Emanuelle Querino/Prefeitura de Imbituba/Divulgação/Notisul

Imbituba

O projeto de macrodrenagem do bairro Nova Brasília, no município de Imbituba incluindo Mirim e Campestre foi entregue nesta semana para o poder público e a secretaria de desenvolvimento regional Oeste. Nos estudos concluídos, foram apontados as causas dos alagamentos recorrentes na região e também o motivo da existência de odores nas bocas de lobo da localidade.
 
Conforme o engenheiro Tadeu Oliveira, os alagamentos ocorrem por uma série de problemas. “O bairro está em cima dos canais naturais de escoamento de água, que para drenar a chuva contamos apenas com o sistema artificial construído. Porém, existem trechos com dutos muito pequenos, bocas de lobo interrompidas, e muita areia que naturalmente é levada pelo vento e pela chuva para o sistema”, explica Tadeu. 
 
Quanto ao odor, este é o resultado de ligações clandestinas de esgoto. “Esta prática, infelizmente, é muito comum em inúmeras cidades brasileiras. Encontramos esgoto na rede pluvial, com isto, o mau cheiro sai pela boca de lobo e as pessoas acabam fechando a abertura, seja com tijolos ou até mesmo cimento, o que obviamente, vai impedir a entrada da água da chuva, gerando o alagamento”, informa o engenheiro.
 
Para iniciar os trabalhos o prefeito Jaison Cardoso, conversou com a comunidade sobre os problemas a serem resolvidos. “No centro da cidade Portuária precisamos multar e fechar estas ligações clandestinas. Em Nova Brasília vamos tomar as mesmas medidas. Quem não tiver condições financeiras de fazer a própria fossa, o poder público precisará ajudar, é preciso ter consciência”, ressalta.
 
Projeto
O estudo prevê a construção de uma rede com capacidade para atender as chuvas dentro de um crescimento estimado em 20 anos. A tubulação deverá ser de um material chamado PAD, um tipo de material plástico, que é mais liso que o cimento, material da tubulação instalada, o que facilitará o escoamento da água. Atualmente os diâmetros são de 40 e 60 centímetros e devem passar para 80 centímetros a 1,50 metros. 
O valor total da obra, se for realizada completamente, em um só orçamento, custará R$ 9,5 milhões. Dividida em quatro etapas. Os valores desta construção foram orçados com base nas tabelas do governo federal, Caixa Econômica e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), e incluem todo processo que será necessário para a execução, inclusive a remoção do asfalto e calçamento existentes, e suas reposições. A rede pluvial atual, mesmo com problemas, deve ser mantida para auxiliar os trabalhos.
 
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