Karen Novochadlo
Tubarão
Hoje, às 14 horas, a prefeitura de Tubarão fará uma proposta aos professores da rede municipal. A promessa é do prefeito Manoel Bertoncini. A proposta custará cerca de R$ 24 milhões anuais aos cofres municipais. Atualmente, R$ 17 milhões são usados no pagamento das folhas, anualmente.
A secretaria de educação da prefeitura tem trabalhado na redução dos custos da pasta. O objetivo é melhorar a absorção do impacto das folhas de pagamento.
Entre as medidas, estão a redução do número de professores ACTs e o agrupamento das turmas com poucos alunos. Também deverão retornar às salas de aula professores que exercem funções administrativas. Com estas mudanças, a prefeitura deve economizar cerca de R$ 250 mil por mês.
Ontem, os professores realizaram um acampamento na prefeitura. O objetivo era conseguir a audiência com o prefeito. “Ele nos atendeu hoje (ontem) de manhã. Ligamos para o secretário Felipe Felisbino e conseguimos a reunião”, relata a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Laura Isabel Guimarães Oppa.
Hoje, um novo acampamento será feito em frente à secretaria de educação. Um grupo de 30 professores também realizará doação de sangue até sexta-feira. Amanhã, será realizada a assembleia.
Os professores reivindicam a aplicação do piso nacional (R$ 1.187,00) no plano de carreira. A prefeitura já sinalizou que pagará, mas terá que modificar o plano. O atual teria um impacto de R$ 46 milhões anuais no orçamento municipal.
Proposta será mandada à assembleia
A última proposta apresentada aos professores estaduais será enviada à assembleia legislativa. Ontem, o governador Raimundo Colombo reuniu-se com deputados estaduais da base, o colegiado do governo e os gerentes regionais de educação. O objetivo dos encontros foi repassar as negociações realizadas com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte).
Colombo reafirmou que tem o interesse em pagar o piso nacional (R$ 1.187), mas encontra dificuldades em atender a todas as reivindicações dos professores. A proposta tem o impacto de R$ 22 milhões na folha salarial mensal, enquanto que atender a proposta integral do Sinte aumentaria as despesas em R$ 106 milhões por mês. Os professores reivindicam a aplicação do piso. Contudo, sem que haja um achatamento do plano de carreira.
O governo afirmou que a partir desta semana começará a descontar do salário as faltas provocadas pela greve. O jurídico do Sinte enviou uma nota para esclarecer que com o corte do ponto, sem negociação ao final pelo abono das faltas e reposição das aulas, o calendário letivo poderá ser prejudicado e até inviabilizado. Isto desobrigaria os professores a reporem as aulas.

