
Angelica Brunatto
Tubarão
Comemorar aniversário a cada quatro anos não seria má ideia para muita gente. Afinal, significaria juventude por muito mais tempo. Esse aniversário raro até existe, mas não passa de uma mera formalidade de calendário. Na prática mesmo, não muda nada na expectativa de vida.
Nascer em ano bissexto, bem no dia 29 de fevereiro, é assim mesmo. Dá até uma certa confusão na cabeça. O empresário tubaronense Marcelo Schmitz Rabello, por exemplo, comemora hoje o seu sexto aniversário na data exata. Mas, como nasceu em 1980, basta fazer as contas para chegar à sua idade real: 32 anos. “Para mim, o meu aniversário é hoje (ontem)”, revela Marcelo.
Quando o dia 29 de fevereiro não está no calendário, a opção do empresário é fazer a festa no dia 28. E o que todos o perguntam é: “Por que não comemorar no dia seguinte?”. A resposta é simples: “Nunca celebro meu aniversário em março, não é mais o mês em que eu nasci”, justifica Marcelo.
Até os documentos mostram a data do ano bissexto. “Fui registrado exatamente no dia em que nasci”, conta. E, como se não bastasse trocar de idade em um dia incomum, a data de hoje tem um gostinho ainda mais especial para o empresário. “Este é o meu 8º aniversário, então, me igualo à idade da minha filha, que tem oito anos”, brinca.
Este ano, o dia 29 de fevereiro não vai passar em branco. “Eu não ia comemorar este ano, mas, como o meu aniversário está no calendário, vou fazer uma festa”, conta. A celebração será hoje à noite, apenas para a família.
Por que existe ano bissexto?
O ano bissexto possui um dia a mais que os convencionais. Este dia extra é incluído a cada quatro anos e adicionado no fim de fevereiro. Assim, em vez de 28, o mês passa a ter 29 dias. Esta alteração na data ocorre porque o planeta Terra demora, a cada ano, 325,25 dias para completar uma volta ao redor do sol. Este 0,25 corresponde a seis horas.
Este ano passou a ser adotado no ano 238 a.C, no Egito. O objetivo era sincronizar os dias do ano, já que uma mudança no calendário poderia afetar a agricultura, que era a base da economia dos povos antigos.