Maycon Vianna
Tubarão
Ao chegar ao posto de combustíveis, o motorista encosta o carro próximo à bomba. A primeira abordagem é do frentista: “É para encher o cilindro, senhor?” Os olhos do cliente já miram à tabela de preço. Os valores de ontem ainda não apresentavam alteração. Porém, essa realidade deve mudar.
Segundo informações da direção da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS), o reajuste do gás natural veicular deve ser de 9,8% já no próximo mês. O encarregado de pista de um posto, Lucian Eugênio da Silva, acredita que haverá a queda na procura por GNV. “Sempre sobra para o consumidor. Se o governo incentivar a redução dos impostos, com certeza refletiria no preço final, mas é exatamente o contrário o que ocorre”, destaca Lucian.
Hoje, o preço base do gás natural é de R$ 1,99. Com o aumento programado, o valor passa a ser de R$ 2,10. “Um carro com GNV tem mais manutenção, mas polui cerca de 90% menos o meio ambiente. Os clientes devem optar pelos veículos flex”, orienta Lucian.
Para o eletricista Renato Gomes da Silva, a alteração no preço deve pegar muita gente de surpresa. “Atualmente, o carro com GNV traz uma economia considerável. Depois do aumento, quem utiliza automóvel para trabalhar terá um alto prejuízo”, constata Renato.
Os novos valores foram autorizados pela Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Santa Catarina (Agesc) em resolução emitida na segunda-feira da semana passada, pelo Conselho Superior e comunicada à SCGÁS nesta terça-feira. O primeiro reajuste do ano no preço do GNV, de 12% seria feito em setembro, mas foi negado pela agência sob a alegação de ausência de análise dos técnicos.
Gasolina também deve ter aumento
E não é somente o gás natural veicular que sofrerá reajuste no preço. A gasolina também tem a previsão de ficar mais cara a partir do início dos próximos dias. Especula-se que o aumento será de 5%. Uma reunião do Conselho Administrativo da Petrobras deve ocorrer no próximo dia 29. “Não tem nada definido, mas o reajuste deve mesmo ocorrer. Ainda não tem como precisar qual a porcentagem”, explica o presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis de Florianópolis a Tubarão, Valmir Espíndola. O instalador de acessórios, Weslley Bento Pinheiro, considera um absurdo mais um aumento no preço da gasolina. Para economizar, ele utiliza a sua motocicleta para trabalhar. “É muito gasto. É difícil ler uma notícia de que o preço do combustível vai baixar. Tenho carro e moto, mesmo assim penso na possibilidade de usar outro meio mais em conta”, enfatiza Weslley.
