segunda-feira, 2 fevereiro , 2026

Recordemos John Kennedy

O muro de Berlim começou a cair com um discurso, num comício que reuniu centenas de milhares de pessoas. Uma frase, pronunciada com todo vigor, ficou soando nos ouvidos do povo alemão: “Ich bin ein berliner!” (Eu sou um berlinense!).
Com essa aclamação e o tom libertário de John Fitzgerald Kennedy, deu-se a primeira (e forte) martelada das tantas que haveriam, décadas depois, de derrubar o muro que dividiu a capital alemã e foi erigido a símbolo da apavorante guerra fria.

Passei por ele, em 1978, no famoso “check point Charlie”, depois de uma visita oficial de 30 dias à então República Democrática Alemã. Mesmo portando passaporte diplomático e salvo conduto do governo comunista; mesmo sendo transportado no carro da embaixada brasileira e tendo a companhia do nosso embaixador Maria Calábria, tivemos que nos submeter a uma inspeção ultrarigorosa e áspera, o que nos custou uns 40 minutos para passar para o lado ocidental.

Sábado passado, se vivo fosse, o ex-presidente Kennedy completaria 93 anos de idade.
Com seus atos e atitudes, John Kennedy deu nobreza à sua estirpe, fundada pelo patriarca Joseph Patrick Kennedy, um irlandês católico, cuja fortuna, de mais de US$ 100 milhões, teria tido origem no contrabando de bebida durante o período em que vigorou a Lei Seca nos Estados Unidos (1920-1933).

Sua trajetória foi meteórica. Eleito deputado federal em 1946, foi reeleito em 1948 e 1950. Em 1952, ganhou a vaga de seu estado no senado federal. Em 1953, quase morreu ao se submeter a duas cirurgias para correção de problemas na coluna vertebral, recebendo duas vezes a extrema-unção. No início de 1960, declarou-se candidato do Partido Democrata às eleições presidenciais, contra o então vice-presidente, Richard Nixon, vencendo o pleito, após uma disputadíssima campanha, por uma mínima diferença de 0,2% dos votos. Sua vitória é atribuída ao seu brilhante desempenho nos, até então inéditos, debates de televisão. Seu carisma, jovialidade e convicção sobrepujavam em muito os parcos atributos de seu oponente.

Em 1962, a Crise dos Mísseis, em Cuba, por pouco não leva o mundo ao conflito nuclear. Naquele episódio, Kennedy agiu com firmeza e equilíbrio e superou o impasse, ganhando admiração mundial, até mesmo no leste da Europa.
Segundo seu próprio depoimento, ele conseguiu resistir às pressões militares para entrar em conflito armado com a União Soviética e, assim, evitar a 3ª Guerra Mundial, graças à leitura do livro The Guns of August, da historiadora norte-americana Bárbara Tuchman.

Em meio às incertezas que permeavam aqueles momentos cruciantes, ele lembrou-se de uma frase que o havia impressionado: “Os generais erram quando se baseiam na guerra anterior”.
Num daqueles momentos em que o clichê de que o poder é solitário torna-se realidade palpável, ele imaginou as catastróficas consequências se viesse a tomar uma decisão equivocada, que levaria, de repente, o mundo a ser incinerado por centenas de armas atômicas.
Aquela sua decisão, sem nenhuma dúvida, selou o destino de toda a humanidade, livrando-a de uma hecatombe universal. E, talvez, final.

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