Exonerado do cargo, professor José da Silva Thiesen tenta reverter decisão do Estado.
Tubarão
Amanhã faz um mês que continua parado em Florianópolis o pedido de reconsideração apresentado pela defesa do professor José da Silva Thiesen, exonerado do cargo de diretor da Escola de Educação Básica Martinho Alves dos Santos, de Tubarão. O recurso é mais uma tentativa de reconduzir o professor à direção da unidade.
O recurso foi apresentado no dia 12 do mês passado na Secretaria de Estado da Educação e permanece sem nenhum avanço na Consultoria Jurídica (Cojur) da pasta. Na Cojur, a informação é de que o pedido de reconsideração está na fila, à espera de análise e posterior parecer. Não há prazo para que isso ocorra.
Ainda segundo a Cojur, a demora ocorre também porque haveria outros processos mais urgentes na fila, como os que envolvem supostos casos de assédio, por exemplo. O órgão alega ainda que há apenas três advogados para analisar pedidos de reconsideração vindos do Estado inteiro.
A advogada Camila Cascaes, que faz a defesa de Thiesen, adianta que provavelmente na segunda-feira deve entrar com pedido de mandado de segurança na Justiça, na tentativa de reverter a decisão do Estado.
Thiesen foi dispensado da função por um processo administrativo instaurado no ano passado, mas referente a fatos ocorridos em 2015. Funcionário da escola há 35 anos, foi processado por não ter matriculado uma criança no período da tarde, já que só havia vaga para o turno matutino.
Em outro caso, um rapaz de 15 anos queria ser matriculado sem a presença dos pais. A escola negou a vaga até que ele estivesse acompanhado dos responsáveis, o que acabou ocorrendo. O terceiro fato diz respeito a uma professora que viajou 15 dias para Inglaterra, mas só avisou a escola às vésperas da partida. A profissional recebeu punição. Thiesen diz ter sido vítima de perseguição da gerência de Educação, que nega qualquer acusação de interferência no processo.
