
Tubarão
Encontros com representantes sindicais, líderes empresariais e políticos da região ocorreram em Tubarão e Laguna por meio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/SC). O “Giro pelo Estado” foi pautado pelo lançamento da campanha “Já tá pesado demais”, que mobiliza os catarinenses contra a volta da CPMF no país, e também pelos serviços educacionais, de lazer e de qualificação na região, capitaneados pelo Sesc e Senac.
Em Tubarão, o presidente da federação, Bruno Breithaupt, afirmou que é preciso responder aos anseios da base e garantiu que a Fecomércio continuará com campanhas que vão ao encontro dos anseios da população. “Somos contra todo tributo que onera o desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil. Vamos nos mobilizar até que a agenda política contemple a reforma tributária”, avaliou Breithaupt.
O presidente do Sindilojas da Cidade Azul, Harrison Marcon, alertou para os reflexos da crise que impactam negativamente no setor do comércio e reafirmou seu apoio à campanha. “O país vive uma situação conturbada, não podemos mais arcar com tantos impostos. Não é o momento de cruzarmos nossos braços, precisamos mostrar força. Somos um dos setores que mais geram receita para esse país”.
Protagonismo turístico marca encontro
Em Laguna, a vocação turística foi o centro das discussões. Breithaupt reafirmou o compromisso da federação com o desenvolvimento turístico de Santa Catarina e defendeu o engajamento dos empresários para investimentos no setor. “Laguna possui uma natureza exuberante aliada aos casarios e ruas históricas. É preciso nos mobilizarmos junto ao poder público para desenvolver com responsabilidade e solidez o turismo na região. Nosso sistema possui expertise, através do Senac”.
Além de buscar ações para que a vocação litorânea se desenvolva, a forma da condução dos projetos também foi abordada na reunião. Para o diretor geral do Senac/SC, Rudney Raulino, o planejamento é essencial para que as ideias saiam do papel. “Turismo é comércio, hotelaria, infraestrutura e receptividade. Devemos pensar a atividade como um todo e planejar através de cursos de qualificação e políticas públicas”.