Tubarão
Vestígios dos nossos antepassados não são vistos apenas em museus ou em filmes. Na região de Tubarão, existe um número bem significativo de sambaquis, que, além de fazerem parte da nossa história, formam um grande acervo a céu aberto à espera de pesquisadores.
“Na Cidade Azul, temos três sambaquis localizados no bairro de Congonhas. Um ao lado do campo de futebol da comunidade e os outros dois próximos ao rio que faz divisa com o município de Jaguaruna”, conta o professor de história Geovan Martins Guimarães, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep) da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
Os sambaquis de Congonhas já são reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) há décadas, mas ainda faltam maiores estudos nestes locais. “Ainda são necessários mais pesquisas exploratórias e reconhecimento da população. A intenção de toda a comunidade acadêmica é preservar estes importantes espaços do nosso passado”, ressalta Geovan.
Para o pesquisador, informar é o primeiro passo para que os moradores valorizem e compreendam a história da sua região. “O Grupep busca com estas áreas valorizar o indígena que em nossa cultura já foi renegado perante a valorização acrescentada aos imigrantes europeus e negação aos nativos”, acrescenta Geovan.
Sambaquis
Os sambaquis são depósitos de materiais orgânicos e calcários feitos ao longo do período por homens que viveram antigamente nas regiões costeiras. São formados por conchas, objetos de cerâmica, madeira, pedra, esqueletos humanos, restos de ossada animal, vestígio de fogueira, entre outros.

