Florianópolis
A reposição das aulas perdidas na greve dos professores da rede estadual pode avançar até fevereiro próximo, conforme o plano da Secretaria de Educação, publicado ontem no Diário Oficial. Somente no dia 30 deste mês será possível informar quantos alunos precisarão repor as aulas.
O documento traz o dever do estado em assegurar aos alunos os 200 dias letivos e o cumprimento de 800 horas/aula para o encerramento do ano letivo. “Definimos isso após muitas conversas para que os professores comecem a repor as aulas, mas algumas instruções ainda podem ser alteradas”, afirmou a diretora de Educação Básica e Profissional da Secretaria da Educação, Marilene Pacheco.
Serão duas formas para a reposição. “Teremos a que apenas alguns professores paralisaram e a dos que ficaram totalmente paralisados”, explica Marilene sobre as 28 escolas estaduais em que todos os alunos ficaram prejudicados. Somente nessas unidades, as aulas devem ir até janeiro. “Para a grande maioria dos 550 mil alunos, as aulas devem terminar em dezembro”.
Caso não seja possível terminar o ano letivo nos dias normais, a escola deverá programar a reposição para os recessos de julho e dezembro, além das férias. Apenas os alunos do 3º ano do Ensino Médio e 4º ano (magistério) poderão ter aulas aos sábados, já que para as outras séries as paradas pedagógicas, conselhos de classe e atividades extracurriculares serão transferidas para o sábado.
Posição do Sinte
Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Rede Pública em Educação (Sinte) afirmam que a portaria não contempla o que foi discutido na reunião anterior, que traz ainda um termo de compromisso cujo teor é restritivo e punitivo.
Escolas na região
Na região, ficaram totalmente fechadas as escolas Dom Joaquim, em Braço do Norte (853 alunos) e Aldo Câmara, em Santa Rosa de Lima (139 alunos). De forma parcial, a região chegou a 25 escolas em que alguns professores ficaram paralisados.
Greve
A greve ocorreu de 24 de março a 3 de junho. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, cerca de 5% (dois mil professores) estavam ausentes. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte-SC) informou que 20% ficaram parados.

