Imbituba
Os detalhes do lançamento da construção da obra do monumento de Santa Paulina, que mudará em breve a rotina de Imbituba e região, foram acertados nesta sexta-feira em reunião na prefeitura de Imbituba.Depois de concluídos os moldes, o próximo passo é a obra civil e o lançamento do edital, que deve ocorrer no começo de abril.
“Estamos dando mais um passo importante que será a parte prática da obra”, salienta o prefeito de Imbituba, Jaison Cardoso. De acordo com ele, até o meio do ano os trabalhos de construção serão iniciados e a previsão de conclusão é para o fim de 2016.
“Essa obra representará muito para a vida das pessoas em Imbituba porque vai gerar emprego e renda, movimentar praticamente todos os setores da economia com o alto número de visitantes que teremos, será sem dúvida um marco para o turismo de todo o sul do estado”, acrescenta.
O santuário em homenagem à Santa Paulina terá uma estátua de 46,5 metros de altura, no alto do Morro da Antena. Os moldes são produzidos em formas de isopor, que depois recebem uma espécie de capa de resina de vidro.
No espaço no alto do morro terá quatro mil metros quadrados de área na base. Dentro dele serão colocados murais com a história de Santa Paulina, escrito em quatro idiomas. O monumento poderá ser visto em um raio de 15 quilômetros. O local também terá um mirante com uma vista panorâmica de toda a cidade.
Todo o projeto do complexo turístico religioso deverá ficar concluído em até cinco anos e terá cerca de 17 mil metros quadrados de área.
Santa Paulina
Madre Paulina foi canonizada em 2012. Ela nasceu em 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, no norte da Itália. Aos 9 anos, em 1875, a italiana migrou com a família para Vígolo, em Nova Trento. O primeiro milagre de Santa Paulina foi registrado em Imbituba, no dia 23 de setembro de 1966, no qual foi reconhecida a cura instantânea, perfeita e duradoura de Eluíza Rosa de Souza, que possuía uma doença complexa: a morte intra-uterina do feto e sua retenção por alguns meses; extração com instrumentos e revisão do útero, seguida de grande hemorragia e choque irreversível. O caso foi discutido e, posteriormente, o Papa ratificou em decreto aprovando as conclusões da congregação para as Causas dos Santos.

