Leonardo Fraga*
Tubarão
A produção de arroz em Santa Catarina é de 150 mil hectares por ano. A estabilidade faz com que o mercado, mesmo em períodos de baixa, seja consolidado. Com oito mil propriedades dedicadas à rizicultura, o estado é o segundo maior produtor do país. Responde por 10% da safra brasileira. Perde apenas para o Rio Grande do Sul, que absorve 60% do cultivo nacional.
A expectativa é que a próxima safra, cujo plantio ocorre agora e a colheita no primeiro semestre de 2013, alcance aproximadamente 7,4 mil quilos por hectare, o equivalente um volume de cerca de 1,1 milhão de toneladas. São dez mil produtores em 60 municípios.
Na região, os rizicultores já estão com 97% das áreas, em torno de 22 mil hectares, semeadas. A previsão é de um giro econômico de R$ 100 milhões. A boa safra, considera o presidente da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro), Dionísio Bressan Lemos, é impacto direto da recuperação do setor.
Com a crise entre 2009 e o ano passado, quando o preço do produto caiu muito, alguns produtores pararam de plantar. “Este ano, o preço da saca de arroz teve um aumento de 30% a 40%. Além disso, muitas pessoas voltaram a investir na cultura”, destaca Dionísio.
Atualmente, a saca de 50 quilos do arroz com casca é vendida entre R$ 34,00 e R$ 37,00. O valor, contudo, oscila conforme a região, frete, prazos de pagamento, condições de armazenamento e qualidade do grão.
* Especial para o Notisul.
O arroz em números
• Hoje, os produtores associados à Copagro cultivam 22 mil hectares, nos municípios de Tubarão, Jaguaruna, Imaruí, Sangão, Capivari de Baixo, Treze de Maio, Gravatal, Paulo Lopes, Laguna, Imbituba e Garopaba.
• Na Região Metropolitana, são 300 rizicultores e uma safra mínima de três milhões de sacas de arroz por ano.
• A região produz o correspondente a 1,3% de toda a produção do Brasil e 13% do que colhe o estado anualmente. O percentual é considerado expressivo se o tamanho da região for comparado com outras áreas produtoras.
• Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os maiores estados produtores. Juntos, representam 70% da oferta nacional do produto.

