Início Geral Salário será de R$ 670,95

Salário será de R$ 670,95

Ministros Guido Mantega (fazenda) e Mirian Belchior (planejamento) anunciam o orçamento 2013 ontem  -  Foto:José Cruz/ABr/Notisul
Ministros Guido Mantega (fazenda) e Mirian Belchior (planejamento) anunciam o orçamento 2013 ontem - Foto:José Cruz/ABr/Notisul

Brasília (DF)

 

O Ministério do Planejamento e o da Fazenda fixaram em R$ 670,95 o valor do salário mínimo a partir de janeiro do próximo ano. Essa é a proposta que o governo federal incluiu no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado ontem para votação no congresso. O novo valor é 7,9% maior do que os R$ 622,00 pagos atualmente.
 
A Ploa traz a previsão de gastos do governo para o próximo ano. O novo valor do mínimo passa a ser pago a partir de fevereiro, referente ao mês de janeiro.
 
O reajuste inclui a variação de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado e a estimativa de que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) previsto para o ano de 5%.
 
A perspectiva do governo é que cada R$ 1,00 de avanço no mínimo gere despesas de R$ 308 milhões à União. Com isso, o aumento de R$ 48,00 causará um impacto de cerca de R$ 15,1 bilhões aos cofres públicos.
 
O INPC é o índice utilizado nas negociações salariais dos sindicatos e faz parte do acordo de evolução do salário mínimo fechado entre governo e centrais sindicais.
 
Saúde e educação terão mais verba em 2013
O projeto do Orçamento Geral da União para 2013 prevê 11,9% a mais para a saúde e educação. Segundo o texto que será enviado hoje ao congresso, as despesas autorizadas para essas áreas subirão de R$ 104,997 bilhões em 2012 para R$ 117,424 bilhões no próximo ano.
Desse total, R$ 79,331 bilhões estão autorizados para a saúde, alta de 10,7% em relação ao montante destinado neste ano, e R$ 38,093 bilhões para a educação (alta de 14,4%). Os gastos do Programa Brasil sem Miséria,contarão com R$ 29,929 bilhões, 16,3% a mais que este ano.
Segundo a ministra do planejamento, Miriam Belchior, o orçamento ajudará o governo a garantir o crescimento da economia com desenvolvimento social, com dispensa maior para estas duas áreas.
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