Braço do Norte
Atualmente, Santa Catarina possui 14 mil famílias que dependem da suinocultura. O rebanho do estado é de 6,2 milhões de animais e a produção, de 750 mil toneladas por ano, corresponde a 25% do total nacional e a 28% (cerca de 250 mil toneladas por ano) das exportações de carne suína brasileira. Também é catarinense o melhor índice de produtividade na industrialização de suínos do país.
Se os números favorecem, a vinda de uma missão japonesa, entre os dias 28 deste mês a 3 de setembro, ao estado, para auditar o sistema sanitário na produção de suínos, gera ainda mais expectativa em relação a retomada da atividade, que enfrenta uma crise desde o embargo imposto pela Rússia.
Único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina espera há mais de 30 anos a abertura do mercado japonês à exportação de carne suína, o que pode dobrar a produção do setor. Atualmente o Japão é o país que mais importa carne suína no mundo (cerca de 1,3 milhão de toneladas por ano) e é o que melhor paga por esse produto.
Segundo o presidente Cidasc, Enori Barbieri, algumas etapas do acordo já foram cumpridas, como a aprovação de Santa Catarina pela Organização Internacional de Epizotias (OIE). A entidade é responsável por determinar as normas de comércio internacional sanitário. Com isso, após o acordo selado, a expectativa é de exportar, já neste ano, cerca de 100 mil toneladas.
“Esperamos conquistar de 30% a 40% do mercado japonês, que corresponde algo em torno de 400 mil toneladas por ano, o que nos daria a oportunidade de dobrar a produção de carne suína”, valoriza Barbieri.

