Wagner da Silva
Braço do Norte
Hoje, termina o prazo solicitado pela equipe de médicos que atuam nos postos do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) para decidir se aceita ou não a proposta da prefeitura. Eles são contrários ao controle da jornada de trabalho com o ponto digital.
O prazo foi combinado após um encontro entre os médicos, a secretária de saúde da prefeitura, Lucia Terezinha Giordani Volpato, a coordenadora de ESF, Chaisler Mendes Wessler e o prefeito, Evanísio Uliano (PP), o Vânio. Os médicos não aceitam o controle da jornada de trabalho de oito horas com o ponto digital. Eles pedem a redução de horas sem perdas salariais.
O controle das horas trabalhadas é uma exigência do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela prefeitura com o Ministério Público (MP). “Na reunião com o MP, fizemos algumas sugestões e temos que negociar com os médicos”, explica a secretária de saúde.
Sob orientação do MP, a opção apresentada aos médicos é a prestação de duas horas de serviços no Hospital Santa Teresinha, ou com a Vigilância Epidemiológica, e a realização de palestras educativas de prevenção. Para fechar as oito horas, uma hora seria utilizada para visitas domiciliares. “Eles teriam que apresentar um planejamento no período fora da unidade, para comprovar o excedente. É uma forma de solucionar esta questão e não prejudicar o atendimento”, aponta a coordenadora de PSF. O Notisul entrou em contato com os médicos que formam a equipe, mas nenhum deles foi localizado para comentar o assunto.
Atendimento
Dos 14 médicos, dois pediram demissão, um está em aviso prévio, dois em férias e três não atendem nas unidades. “O atendimento médico está suspenso em algumas unidades. Os pacientes que precisam de medicamentos controlados devem procurar o médico para receber a receita, que precisa ser carimbada, mas sem os médicos isto não é possível. Os outros programas funcionam normalmente”, garante a coordenadora do programa Estratégia Saúde da Família (ESF), Chaisler Mendes Wessler.
