Amanda Menger
Tubarão
A nova tentativa do governo federal de criar um imposto sobre a movimentação financeira promete muitas discussões no congresso nacional. No ano passado, o governo tentou substituir a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) pela Contribuição Social para Saúde (CSS) e não teve êxito. A bancada do Democratas na câmara dos deputados e no senado já sinaliza que não dará sossego ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O novo imposto incidirá sobre 0,1% das movimentações financeiras. O projeto está pronto para ser votado na câmara desde o ano passado junto com a proposta que regulamenta a Emenda Constitucional 29, que destina mais recursos para a saúde.
“Assim como fizemos com a CPMF, vamos mobilizar a sociedade contra a CSS. Pelo que percebemos, o governo irá colocar em votação este novo imposto. O PSDB já se pronunciou contra e acredito que haverá dissidentes em diversos partidos, inclusive na base aliada do governo”, avalia o senador Raimundo Colombo (DEM).
Segundo Colombo, o governo mudou de tática. “Antes, eles propuseram uma Emenda a Constituição (PEC), mas, para ela ser aprovada, precisa de três quintos dos votos. Agora, é uma lei complementar, e para isso o quórum é menor, é metade mais um. Fica mais fácil, mas não vamos dar chance para eles”, adverte Colombo.
O senador pede a participação da sociedade para pressionar o governo. “Como no Xô-CPMF, as entidades empresariais têm que se unir, os trabalhadores também, porque quem vai pagar esta conta somos todos nós”, alerta o senador.

