Os índices previstos para esta semana devem ficar em torno de 30% em algumas cidades catarinenses.
Tubarão
A umidade relativa do ar está baixa em Santa Catarina devido à intensificação da massa de ar seco que atua no Estado. Os índices previstos para esta semana, especialmente no período da tarde, devem ficar em torno de 30% em algumas cidades, conforme a Epagri/Ciram. Nas áreas mais afastadas do Litoral, como no
Oeste e Meio-Oeste catarinense, esse índice pode ficar ainda mais baixo. E este clima seco traz uma série de complicações à saúde, principalmente respiratórios.
De acordo com o médico pneumologista da secretaria de Estado da Saúde, Gilberto Ramos Sandin, a queda da umidade deixa as vias aéreas e mucosas mais ressecadas, principalmente em pessoas com doenças crônicas como asma e rinite. “A pessoa pode sentir também ardência e sensação de areia nos olhos”, relatou.
Diante deste cenário, a Epagri/Ciram chama a atenção para a baixa umidade relativa do ar, o que eleva também os riscos de incêndios. “O normal é que a umidade do ar fique acima de 40%. O índice abaixo de 30% já é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estado de atenção. A situação deve se resolver na próxima semana, quando o tempo volta a ficar mais úmido com a previsão da passagem de uma frente fria pelo estado, trazendo chuva”, disse o meteorologista da Epagri/Ciram, Erikson de Oliveira.
O meteorologista destacou que não chove há praticamente um mês um Santa Catarina. Para evitar ou minimizar a ocorrência de problemas de saúde, há alguns cuidados importantes, como a ingestão de água, evitando bebidas diuréticas como café, refrigerantes e alguns chás. É ideal reduzir o consumo de alimentos com alto teor de sal, aumentando o de frutas e verduras, além de evitar a prática de exercícios físicos entre 10 e 17 horas.
Temperatura na região muda na próxima semana
O membro da Defesa Civil, Daniel Camilo, diz que, na região, o período de seca segue até quinta ou sexta-feira da semana que vem, quando há uma mudança no clima, que segue até domingo. Em seguida, retorna o calor, porém, com menos intensidade, na comparação com as altas temperaturas dos dias mais recentes.
