Maria Julia Goulart
Tubarão
O setor de telefonia lidera o ranking das reclamações no Departamento de Defesa do Consumidor (Procon) em Tubarão. Dos 3.209 atendimentos realizados desde janeiro deste ano, somente em relação à telefonia foram 676 ações.
A telefonia móvel lidera o setor. E há alguns meses o protesto tem sido o mesmo: falta de sinal. Para a costureira, Maria Inácio Magagnin, o problema é rotineiro, principalmente por parte de uma das principais operadoras do país.
“Normalmente, não consigo fazer ligações durante a manhã. No bairro onde moro, no Humaitá de Cima, fico sem sinal durante todo este período. Quando preciso falar com alguém, não consigo e parto para outro meio”, relata.
Só em Tubarão existem 32 antenas repetidoras de sinal de operadoras de telefonia móvel. Contudo, todas as antenas não são suficientes. Reginaldo Leonardo Nunes, desempregado, já precisou fazer uma ligação urgente e não conseguiu. “Precisava falar com a minha mãe urgente e não tinha sinal no telefone. Fiquei sem poder avisar algo importante por causa do problema na rede”, exclama.
De acordo com a coordenadora do Procon de Tubarão, Janete Lisboa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já deu um prazo para que as operadoras solucionem o serviço. “De acordo com a legislação, ficou acordado que a empresa deverá oferecer crédito para o consumidor, todo o tempo que este ficou sem utilizar o serviço. Além disso, há a penalização de multa. Contudo, nada foi cumprido”, explica.
Diversos pedidos por meio das autoridades políticas já foram realizados para que a Anatel cobre mais das operadoras.
Ações para evitar o descaso em várias regiões do país já são organizadas
No ano passado, após a verificação de decréscimo na qualidade da prestação de serviço de telefonia móvel, a Anatel decidiu suspender a comercialização de novos chips para as prestadoras que apresentaram o pior desempenho por estado. A agência determinou que todas as operadoras têm a obrigação de apresentação de um plano nacional de ação com medidas capazes de garantir a melhoria na qualidade do serviço. Os planos aprovados contêm metas objetivas e organizadas em um cronograma com prazo de conclusão em até dois anos e, caso não ocorra uma evolução positiva, novas medidas restritivas podem ser adotadas.

