Antônio e Brigida já completaram Bodas de Diamante (60 anos) e permanecem apaixonados.
Lysiê Santos
Pescaria Brava
Na era dos relacionamentos artificiais, da vida corrida, aonde a moda é o “sem compromisso”, aonde as próprias músicas incentivam os jovens a “curtirem a vida” sem pensar no amanhã como os hits do momento de Bruninho e Davi “Se namorar fosse bom” ou “você partiu meu coração” do cantor Nego do Borel. As letras relatam a realidade de pessoas que após uma decepção amorosa decidem investir em relações momentâneas sem envolvimentos. A maioria que está nessa realidade nem imagina um dia comemorar Bodas de Diamante.
Você sabe quantos anos de casamento é celebrado nessa ocasião? A resposta é 60. Diferente daqueles casais que ficam juntos por uma noite e talvez nem saibam o nome completo um do outro, Antonio Manoel Ladislau, 90 anos, e Brigida Matheola Ladislau, 86, há 62 anos celebram o amor, o respeito e o companheirismo.
Para eles, o segredo para manter um bom relacionamento é a fidelidade, o respeito e a paciência. Antonio e Brigida se conheceram na juventude em uma festa religiosa. A amizade se tornou em namoro, noivado, e depois de quase quatro anos, o tão sonhado casamento. Brigida sempre foi muito religiosa e chegou a pensar em ser freira. No entanto, com as dificuldades de acesso ao estudo, ela seguiu a vida até encontrar seu único e eterno amor. Antonio possui grande zelo por sua amada. Um cuida do outro e juntos enfrentaram o desafio de criar os nove filhos.
Fé e amor
Além da paixão e carinho, a fé sempre foi muito presente na vida do casal. Os dois mantêm um envolvimento com as ações da igreja, como as pastorais, clube de mães, missas, entre outros. “A oração é um ponto muito forte. Eles estão sempre rezando, assistindo as missas e participando da programação da igreja católica. Acredito que a fé e a oração também contribuíram no casamento”, ressalta Rosa Nice.
Antonio e Brigida enfrentaram desafios e permaneceram unidos
Após o matrimônio, o casal foi morar em Criciúma com os filhos. Brigida atuava como costureira e trabalhava noite e dia para ajudar nas despesas da casa, enquanto Antonio trabalhava na mina. Preocupado com a saúde e o bem-estar da família, após alguns anos, decidiram retornar para Pescaria Brava, onde residem até hoje. A filha mais velha do casal, Rosa Nice Ladislau, conta que a união dos pais é motivo de orgulho e referência para todos. “Eles são muito apaixonados e zelosos um com o outro. Sempre nos incentivaram a estudar e conquistar nossos objetivos”, conta. Ela relata que o casal enfrentou dificuldades para manter a família unida e oferecer uma vida de qualidade aos filhos. “Eles tiveram muitas lutas, mas nada os impediu de continuarem juntos e felizes. Minha mãe é muito paciente e mesmo quando discutiam, ela sempre contornava a situação e tudo ficava bem”, salienta. Da união e amor do casal nasceram nove filhos, 18 netos e seis bisnetos.

