Início Opinião Seminário: 37 anos da enchente de 1974 em Tubarão

Seminário: 37 anos da enchente de 1974 em Tubarão

 

No cumprimento da lei nº 3289/09, de minha autoria, ocorrerá, hoje, entre 14 horas e 17h30min, no auditório da Amurel, em Tubarão, o terceiro seminário alusivo ao 37º aniversário da inundação de 1974, com o objetivo de mantê-la viva na memória coletiva, envidar esforços para que outra não ocorra e, se ocorrer, que os efeitos sejam mínimos.
 
No primeiro seminário, ocorrido em 24 de março de 2009, ouvimos as maiores autoridades do Brasil sobre o assunto e assumimos compromissos.
 
No segundo, exatamente um ano depois, prestou-se contas do que foi feito a partir do primeiro: o Núcleo de Pesquisas sobre Desastres Naturais da Unisul, fundado em decorrência do primeiro Seminário, apresentou o mapa de risco geotécnico de Tubarão. A Defesa Civil Municipal discorreu sobre as capacitações realizadas, materiais adquiridos e outros. Cidasc e Deinfra, representando o governo do estado, falaram sobre a batimetria (medição da profundidade e do relevo do fundo do rio Tubarão), do pré-projeto para redragagem e da área de bota-fora, para quando ocorrer. A câmara de vereadores apresentou a lei nº 3289/09, que justifica e determina todos estes eventos. Documento aprovado para a promotoria pública resultou na campanha Cidade Legal, com objetivo de contribuir para conter invasões, que se tornam, inevitavelmente, áreas de risco. A Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos de Tubarão (Area-TB) apresentou dados sobre o monitoramento do rio Tubarão, por meio de sensores, e divulgação via internet.
 
Neste terceiro seminário, haverá prestação de contas pelas entidades que participaram do segundo e especialistas de renome nacional lançarão luzes sobre o que ainda precisa ser feito para evitar nova tragédia. Ao final, serão feitos debates, com a contribuição do público.
 
Exatamente às 15 horas, momento em que as águas estouraram em nossa cidade, os sinos das igrejas bimbalharão e as portas do comércio baixarão por um minuto, como fazem os judeus e os japoneses, para relembrarem  o horror do holocausto e das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki e envidarem esforços para que não mais aconteçam.
                                      
Escolas debaterão o assunto a fim de que todo tubaronense, devidamente alertado, saiba o que fazer diante de uma inundação.                                      
Embora assoreado e maltratado o nosso tubanha-rô ou pai feroz (como os índios chamavam o rio Tubarão, devido às constantes destruições),  tem se mantido no leito. Mas é bom não abusar. Ele pode voltar a se enfurecer. 
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