Lily Farias
Tubarão
Os analistas técnicos em gestão de educação decidiram paralisar as atividades em dois dias da semana nas unidades de trabalho do estado. Os profissionais atuam nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas), Centros de Educação Profissional (Cedup), colégios agrícolas e unidades escolares do estado.
Eles reivindicam o direito à gratificação de produtividade, que atualmente é direito apenas dos analistas lotados no prédio da secretaria de educação e do desporto (SED), em Florianópolis.
A paralisação começou ontem e não tem data para terminar. Os trabalhadores cruzaram os braços todas as segundas e terças-feiras até que o governo do estado aceite negociar. A mobilização foi voada e aceita pela maioria em uma assembleia com servidores de todas as regiões de Santa Catarina, ocorrida na quarta-feira da semana passada.
Em Tubarão, os dez funcionários do Cedup estão de braços cruzados. "Estamos há seis anos com o salário congelado. Não temos bonificações, plano de carreira ou qualquer benefício que possa nos favorecer e estimular a trabalhar", reclama o servidor Deivid Duarte.
Coordenador de negociação e relações do estado, Décio Vargas afirma que, no momento, não há condições de levar qualquer proposta aos manifestante em função do período eleitoral. "Não deixaremos de lado a situação deles, mas no momento estamos de mãos atadas e precisamos esperar o fim das eleições", reforça.
Em resposta ao argumento de Décio, Deivid é enfático na decisão de manter a paralisação semanal: "Iremos cruzar os braços até que haja negociação", antecipa o servidor.
Em busca de respostas positivas
Após intensas mobilizações dos analistas técnicos em gestão de educação da rede estadual de ensino de Santa Catarina, em 2011 e neste ano, o secretário de educação Eduardo Deschamps comprometeu-se, por meio de ofício, a incluir a extensão da gratificação no projeto de lei sobre o orçamento do magistério.
A promessa é reafirmada pelo secretário de administração, Milton Martini, e o gerente da coordenadoria executiva de negociação e relações do estado (Coner), Décio Bacedo, em diversos encontros com representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe).
Após ficarem sem respostas positivas, servidores de todo estado, inclusive de Tubarão, participaram de uma assembleia, na semana passada, em frente ao centro administrativo, em Florianópolis, quando foi decidida a paralisação semanal. "Ouvimos isso todos os meses, mas nada de concreto é feito", reclama a servidora do Cedup de Tubarão, Sandra Borges.

Servidores tentam negociar com o governo e reclamam que as promessas são feitas, mas não cumpridas.

