Jailson Vieira
Tubarão
Os funcionários do Poder Judiciário Federal do país estão paralisados desde o último dia 17. A categoria cobra da presidente Dilma Rousseff (PT) a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLC) 28/2015, no qual recompõe as perdas salariais de nove anos. Eles alegam que neste período os prejuízos financeiros chegaram a 60%.
De acordo com o técnico judiciário de Tubarão, André Faria, os grevistas da Cidade Azul, Laguna, Criciúma, Florianópolis e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, estarão quarta-feira na inauguração da Ponte Anita Garibaldi, na Cidade Juliana, que contará com a presenla da presidente. “A ação é com o objetivo de sensibilizar a presidente para que sancione o projeto de lei, aprovado no último dia 30, de recomposição salarial”, explana André.
Conforme os representantes da Justiça Federal de Santa Catarina, no estado há aproximadamente 1,1 mil servidores em greve e, ao menos, 30% dos serviços são mantidos. Os prazos processuais foram suspensos em algumas varas.
Após o projeto de lei ser aprovado pelo senado, o governo federal salientou que o impacto orçamentário seria de R$ 25 bilhões. Para a técnica judiciária de Tubarão, Fernanda Ambros, os valores não refletem a realidade. “O supremo federal rebateu o que foi mencionado pelo governo. Os membros da corte realizaram um estudo onde demonstra que o impacto do projeto é menos da metade do divulgado, R$ 10 bilhões”.
A servidora esclarece que o reajuste de 78% é somente para o cargo de auxiliar judiciário, no qual está em extinção. O reajuste é maior porque estes servidores realizam o mesmo trabalho que os técnicos judiciários. O projeto de lei tramita desde 2009 no congresso.

