Angelica Brunatto
Braço do Norte
A paralisação dos servidores da saúde de Braço do Norte pode resultar em greve. Os funcionários da secretaria decidiram, em assembleia, realizada na quarta-feira, parar os serviços no dia seguinte. O objetivo era protestar contra os baixos salários.
Os gestores foram surpreendidos pela ação. Assim, novas conversas foram iniciadas junto aos servidores. “Estamos lutando desde 2010, mas as discussões sempre foram adiadas”, reclama o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wilson Althoff. “Um profissional graduado ganha menos de R$ 1 mil”, lamenta.
Para tentar uma solução, uma proposta aos servidores foi apresentada pelas secretarias de administração e saúde. “Ofereceram R$ 50 mil de reajuste para dividirmos”, conta o presidente. Nesta segunda-feira, haverá uma nova assembleia, onde será apresentada uma contraproposta. “Caso a resposta seja negativa, entraremos em greve”, avisa Wilson.
Entretanto, a prefeitura não pretende aumentar os salários de forma repentina. “Não se faz esse tipo de aumento sob pressão”, argumenta a secretária de saúde da prefeitura, Lúcia Volpato. Durante o protesto de quinta-feira, praticamente não houve atendimentos no setor da saúde em Braço do Norte.
Os servidores realizaram os manifestos em frente à prefeitura. “A saúde parou 100%, foi ruim para a cidade”, analisa a secretária. Se a greve realmente ocorrer, todos os serviços serão paralisados. Nenhum posto de saúde ficará aberto e não haverá transporte de pacientes para outras cidades, salvo em casos de hemodiálise e quimioterapia.

