Priscila Loch
Tubarão
Os servidores da Celesc de todo o estado fizeram uma mobilização ontem. Eles estavam indignados com o fato do concurso público para preencher o quadro deficitário de funcionários não estar na pauta da reunião do conselho administrativo.
O protesto deu resultado e a categoria conseguiu a definição da data das provas. Serão aplicadas em 20 de janeiro ou, caso não haja tempo hábil para aprontar a documentação, 3 de fevereiro. O edital do concurso deve ser lançado já na próxima semana.
A maior preocupação da categoria gira em torno do programa de demissões voluntárias (PDV). No total, 734 funcionários já aderiram, 45 deles na agência regional de Tubarão, onde são cerca de 200 colaboradores. Por isso a necessidade de novas contratações.
Inclusive, esta foi uma das recomendações do Ministério Público para amenizar a falta de pessoal, lembra o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul de Santa Catarina (Sintresc), Henry Machado Claudino. “Foi acordado nas audiências que o único jeito seria contratar pessoas, e a diretoria da Celesc comprometeu-se a fazer o concurso público”, recorda.
O PDV prevê a saída gradativa dos que aderiram, já a partir deste mês, até julho do próximo ano. A Celesc costuma realizar esse tipo de processo de demissão voluntária para otimizar e renovar o quadro de funcionários e também ‘aliviar’ a folha de pagamento. “Isso é normal, não é problema. Porque renovar o quadro sempre faz bem à empresa. Mas é preciso repor as peças”, acrescenta Henry.
Serão abertas em torno de 240 vagas
Como a lei prevê a contratação de 30% do quadro de demitidos, cerca de 240 vagas devem ser abertas. Na agência regional de Tubarão, que hoje atende diretamente dez municípios, não devem ser abertas novas vagas, revelou o gerente comercial Ivécio Pedro Felisbino Filho há cerca de um mês.
“Esses 30% de vagas vão ser abertas em concursos para as regionais que estejam com carência de mão de obra. É a prioridade da central. A maioria é destinada para funcionários eletricistas e técnicos, grande parte para as regionais do oeste, onde há maior carência da mão de obra de profissionais da parte técnica e eletricistas”, justificou.
Para aderir ao PDV, os funcionários devem ter pelo menos 19 anos de casa. Os planos de demissão voluntária permitem a renovação das vagas e dos trabalhadores que assumiram cargos e funções por meio de concurso público. Além de Tubarão, os municípios de Criciúma e Lages também não devem receber novos servidores concursados, já que não apresentam grande carência nas áreas técnicas.

