Zahyra Mattar
São Ludgero
A greve que poderia ser deflagrada nas indústrias de plástico da região e em Criciúma não vai ocorrer. Após meses de reuniões com os sindicatos patronais e assembleias entre os trabalhadores, as partes entraram em acordo.
Na segunda-feira, conforme o Notisul antecipou, os trabalhadores das indústrias de plásticos flexíveis (embalagens, rótulos, tubos e conexões) aceitaram a contraproposta feita ontem pelo sindicato patronal.
Nesta terça-feira, foi a vez dos contratados das indústrias de plásticos descartáveis (copos, pratos e talheres, entre outros produtos) também sinalizaram positivamente. O acordo ficou o mesmo: o piso da categoria dos químicos teve um aumento de 12,31% e os demais salários terão reajuste de 11%. Além disso, este ano todos terão abono de R$ 570,00.
“Com as propostas iguais, toda a categoria fica no mesmo nível. Não foi uma convenção fácil, mas conseguimos avançar muito. Fechamos um dos melhores acordos do setor no estado e, seguramente, um dos melhores do país”, valoriza o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé.
Os reajustes salariais são retroativos a abril, data-base da categoria. O pagamento do ‘atrasado’ sairá já na folha deste mês (quitação até o quinto dia útil de junho). O abono anual será depositado até o dia 20 de julho.
“Ainda que tenhamos dado um salto enorme, precisamos continuar a avançar, especialmente no que diz respeito à elevação do piso salarial e às condições de trabalho”, destaca Dé.

