Tubarão
A situação da emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, volta a preocupar. Há uma demanda diária de pelo menos 300 atendimentos.
Contudo, a maioria destes pacientes deveria, na realidade, fazer uso de um dos 30 postos de saúde e três clínicas de referência do município. Além destes locais, a população tem outros serviços gratuitos à disposição, como o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) da Unisul.
No HNSC, devem ser encaminhados apenas os casos de urgência e emergência, quando o paciente corre risco de morte. A saúde pública do município e da região não é responsabilidade do hospital. “A situação está ficando insustentável”, confere a diretora-geral da instituição de saúde, irmã Jacira dos Santos.
Como a preferência é pelos casos graves, as pessoas que se encaixam em situações ambulatoriais reclamam da demora no atendimento. Algumas geram tumulto e desrespeitam o médico e a equipe de enfermagem.
“É hora dos municípios mudarem de postura e assumirem as suas responsabilidades. Se isso não ocorrer rapidamente, não vamos conseguir garantir a continuidade dos serviços”, avisa a diretora.
A emergência
Quem está do lado de fora muitas vezes não tem consciência que o atendimento a um paciente em estado grave pode durar até cinco horas. Durante este período, outras pessoas em situação de risco podem chegar, o que demanda um tempo ainda maior da equipe. A emergência do Hospital Nossa senhora da Conceição (HNSC) conta com dois médicos.
Um fica no consultório e o outro na sala de primeiro atendimento, para onde são encaminhados os pacientes em estado grave. A maioria é levada pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros.
“Há casos em que é necessário dois médicos no primeiro atendimento. Nestas situações, as consultas precisam ser interrompidas”, explica a enfermeira Rejane de Bem.
Outra questão que sobrecarrega a emergência é o atendimento de crianças. A instituição não disponibiliza médico pediátrico no setor nem no prontoatendimento (consultas particulares e por convênio).
Crianças só deverão ser levadas ao HNSC em estado grave ou com encaminhamento para internação. A procura pelo atendimento para solicitar exames também é grande.
Contudo, o hospital não realiza este tipo de trabalho. Todos os municípios dispõem de cotas para realização de exames, disponibilizadas através das consultas realizadas nos postos de saúde.
Dor de barriga é no posto
Os casos relacionados abaixo foram registrados durante o atendimento no setor de emergência do HNSC neste ano. Estas situações devem ser tratadas nos postos de saúde dos municípios:
• Bicho de pé;
• Dor de ouvido;
• Ansiedade;
• Perda do sono;
• Diarreia há um dia sem outras queixas;
• Possíveis sintomas de gripe;
• Urticária;
• Dor de garganta;
• Tosse;
• Dor na coluna;
• Manchas no corpo sem outras associações;
• Dorsalgia há cinco anos;
• Infecção urinária;
• Conjuntivite;
• Dor na perna há dez anos;
• Dor no braço esquerdo;
• ‘Jeito’ na coluna;
• Distúrbio do sono;
• Furúnculo sem abcesso;
• Dor nas costas há dois meses;
• Crise nervosa;
• Soluço.

