Zahyra Mattar
Tubarão
A situação incômoda gerada pela grande quantidade de cães que vivem nas ruas de Tubarão sempre gerou polêmica. O fato é que a ONG Movimenta-Cão foi criada e assumiu um papel que deveria ser do poder público.
Por outro lado, o município tratou de concretizar o investimento na criação do Centro de Controle de Zoonoses. Mas tanto a ONG quanto a prefeitura, sozinhas, jamais conseguiriam solucionar a situação.
Até porque a questão é educativa. Muito mais profunda e complexa. O trabalho precisa ser conjunto. E é justamente para dar continuidade a isso que esta semana o novo diretor da Fundação de Saúde de Tubarão, Marco Antônio dos Santos, começará a resolver a renovação, ou não, do convênio mantido com a ONG.
Isto era para ter ocorrido na última sexta-feira, mas o diretor não tinha como definir nada porque acaba de assumir a função. Um relatório detalhado sobre as ações feitas pela entidade foi pedido pela prefeitura.
A entidade mantém cerca de 150 animais. Os bichos são cuidados por três voluntários, em suas casas. Sem o convênio, não há como manter nem a metade. Hoje, a organização sobrevive com R$ 600,00 por mês, pago pelos 60 associados.
Até novembro do ano passado, eles recebiam R$ 2 mil por mês da administração municipal para ajudar nas despesas. O convênio com o poder público foi iniciado em abril do ano passado e encerrou em fevereiro deste ano.
