Karen Novochadlo
Tubarão
No próximo dia 10, o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), receberá das mãos do secretário de desenvolvimento regional na Cidade Azul, Haroldo Silva, o Dura (PSDB), o projeto de redragagem do Rio Tubarão. O encontro, no qual também será feita a explanação detalhada do documento, será na sede da Amurel.
Este projeto é o mesmo enviado para Brasília, a fim de pleitear verba junto a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), no fim do ano passado. Na ocasião, o documento foi desmembrado e pedido recurso para dragar o trecho urbano de Tubarão.
O Ministério das Cidades negou o pleito por entender que a obra deve ser feita em sua totalidade e não em etapas. Agora, o projeto voltará a ser fomentado a fim de mobilizar e conseguir apoio de todas as cidades impactadas pelo Rio Tubarão.
A proposta inicial a ser lançada pelo prefeito Manoel Bertoncini é que as cidades formem um consórcio a fim de buscar os recursos nas esferas estadual e federal. No total, são necessários R$ 80 milhões para efetivar a redragagem.
“Não é preciso fazer um novo projeto, apenas uma readequação”, afirma dura, em referência a informação do deputado estadual Joares Ponticelli (PP), que havia ventilado não haver qualquer projeto de redragagem do manancial. “O próximo passo é conseguir as licenças ambientais”, completa o secretário regional.
O que consta no projeto
O “Projeto de manutenção da calha permanente do Rio Tubarão” foi desenvolvido pela gerência de obras hidráulicas do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), em conjunto com a Companhia Integrada Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
Os engenheiros levaram em consideração algumas referências, como permitir o uso do Rio Tubarão como corredor de navegação e não prejudicar a paisagem local. Foram realizados estudos topobatimétricos, geotécnicos, das marés e dos ventos, entre outros.
O volume de material a ser removido ao longo do trecho de 29,7 mil metros era de 6.831.455,075 metros cúbicos em 2009. A calha do manancial está 40% assoreada entre a ponte Cavalcanti e a foz, em Laguna. A indicação é que seja utilizada uma draga de porte, preferencialmente de sucção e armazenamento ou recalque.
última ação de dragagem deste porte do Rio Tubarão ocorreu entre 1978 e 1982 e fazia parte do plano de contenção de cheias, do antigo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), após a enchente de 1974.

