Priscila Alano
Capivari de Baixo
A estrutura da residência da família de Ana Gomes Matias, 80 anos, no bairro Caçador, em Capivari de Baixo, está comprometida. Seis moradores convivem com a insegurança e temem que, com as próximas chuvas, a casa possa desmoronar. As paredes apresentam enormes rachaduras e, em algumas partes, o reboco caiu, o assoalho está comprometido, a instalação elétrica é precária, há buracos no forro que dá para ver o telhado, que também apresenta problemas.
A filha única de dona Ana, Rita de Cássia Fernandes Cardoso, 34 anos, está preocupada com a segurança de sua mãe e seus três filhos. “Minha mãe é uma pessoa acamada, já fez três cirurgias na perna esquerda, colocou uma prótese e sofreu algumas quedas dentro de casa por causa do chão, que está irregular. Estou preocupada com o bem-estar dela. Esta casa pode cair a qualquer momento”, desabafa Rita.
A família não tem para onde ir. O marido de Rita de Cássia está desempregado e faz ‘bicos’ para sustentar a casa. O aposento de dona Ana dá apenas para a conta na farmácia. “Já fiz o cadastro na prefeitura há mais de dez anos para a reforma da casa ou a construção de uma nova. Mas ainda não fomos contemplados. A situação está no limite. Em dias de chuva, chove mais dentro de casa do que na rua. No último temporal, tive que levar minha mãe para a casa de uma vizinha, perdemos alguns móveis”, lamenta Rita.
O vizinho Júlio Aguiar, 68 anos, destaca que a situação da família é precária, e sempre que pode ajuda. “Esta casa tem mais de 70 anos, a fiação é de pano, as autoridades devem tomar providências”, enfatiza Júlio.
Ajuda à família
Rita de Cássia pede ajuda para reformar a casa. A família não sabe quanto custa a obra, pois não tem recursos financeiros para custear. O telefone para contato é 9111-7692.
Prefeitura fará visita
O prefeito Luiz Carlos Brunel Alves (PMDB), de Capivari de Baixo, relata que o município tem um déficit habitacional de aproximadamente 450 residências. Este ano, são construídas em parceria com a Companhia de Habitação do Estado (Cohab) 90 casas populares. “Vou solicitar que a equipe da secretaria de assistência social faça uma visita à família, para buscarmos uma solução”, garante Brunel.
