Wagner da Silva
Braço do Norte
Historicamente, com a proximidade com as festas de fim de ano, aumenta o consumo de carne. Na cadeia produtiva, reflete no acréscimo de vendas e melhores preços, momento de aposta em muitos setores. Com estas possibilidades, no caso da suinocultura – que vive um período difícil -, o presidente regional da Associação Catarinense de Criadores de Suíno (ACCS), Adir Engel, alerta: é preciso analisar antes de dar o próximo passo.
O preço do quilo pago ao produtor poderá ultrapassar R$ 2,40 até o fim deste mês – hoje o valor está em R$ 1,80 (integrado) e R$ 2,05 (independente). O reajuste será benéfico produtores, frigoríficos, mercados e consumidores. E a previsão é de mais novidades até o fim do ano, quando deve o preço aproximar-se de R$ 3,00.
O aumento estaria motivado na retenção de animais nas propriedades. A prática de oferta e procura é utilizada pelos produtores com a finalidade de elevar o preço do suíno. “É uma prática comum, mas a ação tem como precedente uma queda brusca do valor na baixa temporada. O que pode atingir ainda mais o bolso do produtor”, justifica Adir.
A expectativa é de acréscimo também no consumo da carne suína. “Mas o consumo não deve ultrapassar muito os números registrados no último ano”, avalia o presidente regional, que destaca um erro cometido pelos produtores, de forçar o preço. “Eles possuem contas a pagar e, quanto mais ganhar, melhor. Mas, se o mercado não corresponder, estes animais ficam na propriedade, trazendo graves prejuízo e um volume maior de carne no mercado”, explica.
Incentivo
A Associação Catarinense de Criadores de Suíno (ACCS) busca parcerias com pequenos e médios frigoríficos, como campanhas de incentivo para incrementar o consumo da carne suína, por exemplo. O tema será discutido durante o encontro do núcleo da entidade, hoje, em Concórdia.

