A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros atinge em cheio o setor madeireiro catarinense. Empresas do ramo em cidades do Planalto Norte e Oeste já anunciaram férias coletivas para ajustar custos após o cancelamento de pedidos de exportação.
Em Bituruna (sul do Paraná), a Randa, que também mantém operações e fornecedores em Santa Catarina, colocou 800 funcionários em férias coletivas por rodízio. Situação semelhante ocorre em madeireiras catarinenses que têm forte dependência do mercado norte-americano.
As férias coletivas são previstas na CLT e podem durar até 30 dias, em no máximo dois períodos anuais, com pagamento de 1/3 adicional. A comunicação deve ser feita com 15 dias de antecedência a sindicatos, Ministério do Trabalho e funcionários.
Especialistas destacam que a medida funciona como um “amortecedor” em tempos de crise, mas pode ser apenas paliativa caso não haja solução para o impasse comercial.