Imaruí
A negociação para aquisição do terreno onde será construída parte da Penitenciária de Segurança Máxima (ala masculina) em Imaruí foi concluída na última quinta-feira. Os próximos passos são efetuar os estudos de topografia e análise dos tipos de solo para apresentar ao governo estadual e licitar.
O diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Leandro Lima, acredita que as obras devem começar no segundo semestre deste ano e serão concluídas em 14 meses. O modelo da penitenciária já está definido e prevê de 14 a 18 plantas de trabalho para as empresas que tiverem interesse em contratar apenados para mão-de-obra.
O modelo é semelhante ao da Penitenciária Industrial de Joinville, onde 95% dos 400 detentos trabalham e os resultados são positivos. “Ao possibilitar o trabalho, sem sair da penitenciária, garantimos a segurança da população e a reabilitação econômica do apenado”, justifica Lima.
O diretor destaca que estas penitenciárias registram redução da agressividade e de fugas, e menos reincidência de detentos. “Em Joinville, os apenados saem prontos para o mercado de trabalho. Apenas 10% voltam a cometer delitos. Na penitenciária de Florianópolis, por exemplo, o índice de reincidência é de 80%, como na maioria das penitenciárias do país”, compara o diretor.
Para o empregador, as vantagens incluem a redução de gastos com encargos trabalhistas e sociais. “Muitas empresas já estão nos procurando para se instalar em Imaruí e contratar os apenados”, relata Lima.

