Início Geral Tiscoski é acusado de liberar verba para obra irregular

Tiscoski é acusado de liberar verba para obra irregular

Tiscoski alega inocência diante de várias denúncias que recaem sobre ele
Tiscoski alega inocência diante de várias denúncias que recaem sobre ele

Brasília (DF)

 
Novas acusações pairam sobre o secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski (PP). Alguns documentos apontam que ele liberou, no ano passado, R$ 3,2 milhões para obra que tem indícios de irregularidade em Porto Velho (RO). 
 
Uma das empresas que integram o consórcio Cowan-Triunfo, a Construtora Triunfo (a mesma que faz a duplicação da BR-101 entre Tubarão a Sangão), doou, cinco meses depois, R$ 100 mil para o comitê financeiro único do PP em Santa Catarina.
 
A obra em questão, um sistema de esgoto sanitário, já consumiu R$ 14,3 milhões do governo federal. Também virou alvo do Tribunal das Contas da União (TCU): os auditores suspeitam de superfaturamento e de manipulação do processo licitatório.
 
Os repasses de recursos à Triunfo chegaram a ser interrompidos, especialmente após técnicos da Caixa Econômica Federal e do Ministério das Cidades apontaram que não existia um projeto básico de engenharia, e sim um conceitual.
Todavia, conforme a denúncia, Tiscoski teria autorizado a liberação da verba. O orçamento do empreendimento era de R$ 398 milhões em 2008. Após a divulgação do resultado da pré-qualificação das empresas habilitadas.
 
Em fevereiro do ano passado, os valores passaram para R$ 736 milhões. O Notisul tentou entrar em contato com Tiscoski. Sua equipe de assessoria comprometeu-se em enviar um comunicado oficial, o que não foi feito até o fechamento desta página, às 20h50min.
 
Ponticelli sai em defesa de Tiscoski
O deputado estadual Joares Ponticelli (PP) saiu em defesa do secretário nacional de saneamento ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski (PP). Para o parlamentar catarinense, a imprensa brasileira está na crista de uma “onda de “denuncismo”.
 
Presidente estadual do PP, Ponticelli rasgou elogios a Tiscoski e destacou que ele é “um cidadão de bem”. O deputado considera inverídicas as afirmações da revista IstoÉ. A publicação apontou que houve favorecimento de algumas empresas em processos licitatórios e, também, que construtoras fizeram repasses para financiar o PP na época em que Tiscoski era o tesoureiro da sigla. 
 
“A secretaria comandada pelo Leodegar não contrata nem abre licitação para empresa alguma. Quem faz este processo são os estados e as prefeituras”, ressalta Ponticelli, ao destacar, ainda, que o secretário não é o tesoureiro do partido desde março do ano passado. 
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