Karen Novochadlo
Tubarão
O Ministério Público de Tubarão ajuizou uma ação civil pública para pedir que sejam tomadas providências quanto a estação de tratamento de resíduo da Campeiro. Após o decreto de falência da empresa, o material ficou abandonado e pode acarretar em um grande prejuízo para o meio ambiente.
Para o funcionamento da estação, composta por seis tanques, é necessário uma licença ambiental. Como a empresa faliu, a documentação expirou e os tanques ficaram sem a devida manutenção.
A Vigilância Sanitária de Tubarão visitou o local e constatou que há acúmulo de água, o que gera proliferação de mosquitos e outros vetores, prejudiciais à saúde pública. O órgão alertou o Ministério Público, que enviou um oficial de diligências até a Campeiro para comprovar a situação.
“No local também não há cercas, o que possibilita que qualquer pessoa entre no prédio”, revela o promotor de justiça Sandro de Araújo, responsável pela ação.
Hoje, a massa falida do Campeiro é de responsabilidade de um administrador de falência, nomeado por um juiz em outubro do ano passado. Um inquérito civil foi aberto e este administrador já foi intimado. A Fatma acompanhará a retirada do líquido e do material. Ainda não há data para isso.
Falência da Campeiro
A falência da Campeiro foi decretada no ano passado. O ex-administrador, Alexandre Augusto Pereira Tavares, foi condenado no dia 17 de janeiro deste ano há de cinco anos e meio de reclusão, em regime aberto, por gestão fraudulenta. Quando o caso veio à tona, em 25 de março de 2009, 130 funcionários foram dispensados. O Ministério Público Federal (MPF) estima uma dívida de R$ 20 milhões com credores e rizicultores. O próprio MPF pediu revisão da pena a Alexandre, após dois anos de tramitação.
