Depressão é um transtorno do humor que afeta o corpo e a mente e compromete vários aspectos da vida da pessoa. Pode manifestar-se de diversas formas, mas os sintomas comuns são: tristeza persistente, sensação de vazio, aperto no peito, desesperança, desamparo, culpa, angústia, desânimo, vontade de chorar frequente, sensação de inutilidade, insônia ou sonolência excessiva, perda ou excesso de apetite e peso, fadiga (sem energia), ideias e/ou tentativas de suicídio, perda de interesse e prazer pela vida e por atividades cotidianas.
É comum pessoas com depressão perderem a vontade e o sentido de viver. Geralmente, fazem questionamentos do tipo: “Pra que me levantar da cama?”, “Pra que viver?”, “Pra que trabalhar?”, “Qual o sentido de tudo isso?”. É como se a pessoa desistisse de viver, de lutar, de conquistar. Fica sem motivação e sem expectativas de melhoras, sem planos para o futuro e quando questionada sobre coisas que gosta e coisas que não gosta de fazer, não sabe responder.
Quando a pessoa está neste estado, muitas vezes os familiares tentam “animar”, forçando ela para sair de casa, “divertir-se” ou fazer algo que não queira e acabando piorando ainda mais a situação. A pessoa com depressão não tem ânimo e nem energia para isso. Pode achar que não há saída e que ninguém vai conseguir ajudá-la, mas não consegue sair do problema sem ajuda profissional.
O primeiro passo para se fazer um tratamento adequado são os exames físicos e laboratoriais, no qual vão verificar se há desequilíbrios fisiológicos que estão gerando a depressão. Certos tipos de medicamentos e certas doenças podem causar depressão, por isso, há necessidade de avaliação médica para examinar essas possibilidades. Depois de descartada essa hipótese e feito o diagnóstico adequado, o segundo passo é o tratamento que pode ser medicamentoso (antidepressivos), psicoterápico (tratamento psicológico) ou ambos.
O medicamento trata do equilíbrio fisiológico do organismo e a psicoterapia vai tratar os aspectos psicológicos que envolvem a depressão como: pensamentos (crenças) negativos, complexo de inferioridade, baixa auto estima e auto confiança, mágoas, decepções, inseguranças, traumas, problemas de relacionamentos (com pai, mãe, marido, esposa e etc…), traições, perdas, culpas, raivas, medos, tristezas e etc…
Hoje, existem várias abordagens em psicologia para tratar a depressão e uma forma de psicoterapia que está ajudando muitas pessoas com este transtorno é a hipnose clínica ou hipnoterapia que utiliza a hipnose dentro de um tratamento psicológico. A hipnoterapia pode auxiliar, agilizar e potencializar o tratamento, pois, através dela, é possível tratar e limpar emoções, sentimentos e pensamentos negativos que envolvem a depressão, mudando esses padrões mentais para restabelecer a saúde e o equilíbrio da pessoa.
À medida que os conteúdos negativos vão sendo tratados e resolvidos, a pessoa vai melhorando e restabelecendo sua saúde e bem-estar geral, gerando comportamentos, pensamentos e sentimentos mais saudáveis. O estado de hipnose, que se assemelha muito a de um estado de relaxamento profundo, pode facilitar o acesso a esses conteúdos mentais que precisam ser tratados. Além disso, facilita o acesso aos recursos internos da pessoa, suas qualidades, potencialidades e capacidades, melhorando sua autoestima e autoconfiança que são fatores importantes para o bem-estar de qualquer ser humano.

