Tubarão
Concentrar nas necessidades regionais e ir em busca de soluções para os problemas coletivos são objetivos que direcionam as ações das reuniões metropolitanas que ocorrem em todo o Estado, organizadas pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/SC) em parceria com as CDLs.
Em Tubarão, a reunião, recepcionada pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Tubarão, Luciano Menezes, foi coordenada pelo presidente da FCDL, Ivan Tauffer.
“O pais vive um momento em que se tira a roupa de um santo para poder vestir o outro”, avaliou o presidente da FCDL, acrescentando que é preciso “cuidar da nossa casa e esquecer o governo federal”.
Por isso, segundo ele, é necessário se concentrar nos assuntos regionais para que as soluções possam se concretizar de forma mais rápida.
A reunião em Tubarão ocorreu quarta-feira à noite e contou os três diretores distritais da região e representantes das CDLs, que por cerca de três horas discutiram uma pauta reivindicatória.
Para o presidente da CDL, Luciano Menezes, a troca de ideias e reivindicações são importantes para promover o desenvolvimento regional, otimizando a busca de soluções. Para ele, o encontro de quarta-feira à noite na CDL mostrou a força do movimento lojista pelo grande número de participantes e pela discussão em torno de pontos fundamentais.
Saúde, como apoio aos hospitais da região, obras de infraestrutura, como o término da estrada da Serra do Corvo Branco e rodovia Ivana Fretta, segurança pública e acesso Norte de Laguna entraram na pauta de reivindicações. Unanimidade entre os participantes é de que a região tem de aproveitar a oportunidade que surge agora, com a conclusão da BR-101, o aeroporto regional de Jaguaruna e o porto de Imbituba. Eles lembraram ainda que há necessidade de se aproveitar mais as potencialidades turísticas da região de forma integrada.
Regularização das Feirinhas do Brás também foi discutida
Outro assunto bastante debatido foram as Feirinhas do Brás, que se instalam em vários municípios do Estado de forma irregular. Este tipo de feira fere a legislação fiscal, segundo a CDL, além de ser uma concorrência desleal. “Não somos contra a concorrência leal, mas contra a desleal”, observa Tauffer.
Ele lembrou a PL 2010, que dispõe sobre critérios e restrições para comercialização de produtos em feiras e eventos transitórios em Santa Catarina, mas ressaltou que cada CDL teria que fazer sua parte junto aos prefeitos, para que também encaminhem às Câmaras de Vereadores uma lei que coíba a realização dessas feiras.
