O presidente americano Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (20) que irá assinar um texto para evitar a separação das famílias de imigrantes que cruzaram ilegalmente a fronteira com o México.
“Vamos manter as famílias juntas”, explicou Trump na Casa Branca. “Vou assinar alguma coisa em breve”, apontou, explicando esperar que sua ação seja seguida por uma lei.
O líder dos republicanos na Câmara de Representantes, Paul Ryan, também anunciou nesta quarta que vai submeter ao voto dos legisladores na quinta-feira (21) uma lei que acaba com as separações de famílias imigrantes que cruzam ilegalmente a fronteira e que “resolve” o status dos menores de idade em situação ilegal nos Estados Unidos.
“Com a nossa lei, quando as pessoas forem processadas por cruzarem a fronteira ilegalmente, as famílias ficarão juntas durante todo o processo legal, sob autoridade da Segurança da Pátria”, disse Paul Ryan após se encontrar com o presidente Donald Trump no dia anterior.
O governo americano está sendo muito criticado, internamente e internacionalmente, por sua política de “tolerância zero” que fez com que mais de 2.300 menores de idades fossem separados de suas famílias em cinco semanas.
O posicionamento do governo sofre pressão, e foi criticado inclusive pelo papa Francisco, pois representa uma mudança na forma como a lei de imigração era aplicada nas administrações anteriores, com Bush e Obama.
Apesar de considerar uma situação “horrível”, Trump atribui o problema aos democratas. Sua porta-voz, Sarah Sanders, chegou a afirmar em uma coletiva de imprensa que a administração atual preza por fazer valer a lei, o que ela considerou ser bíblico, e atacou o governos anterior, afirmando que seguir a lei não era sua prioridade.
Sanders também culpou os democratas pela situação, afirmando que tudo seria resolvido se o partido aceitasse sentar para negociar e “acertar os buracos” que existem na lei de imigração, de autoria democrata.

