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Trump visita Xi Jinping em meio à guerra no Irã e tensão entre China e EUA

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarca na China nesta quarta-feira (13) para uma reunião com o presidente Xi Jinping em meio ao agravamento da guerra no Irã e às disputas comerciais e tecnológicas entre as duas maiores economias do mundo.

O encontro ocorre em um cenário de instabilidade internacional provocado pelo conflito no Oriente Médio, que vem impactando o mercado global de petróleo, as cadeias de produção e as relações diplomáticas entre grandes potências.

Além da guerra no Irã, a reunião deve abordar temas como tarifas comerciais, fornecimento de minerais estratégicos, Taiwan e a influência chinesa na América Latina.

Guerra no Irã amplia tensão internacional

A visita acontece após meses de tensão provocada pela ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, iniciada no fim de fevereiro.

A China acompanha o conflito com preocupação por ser uma das principais compradoras do petróleo iraniano e por defender a estabilidade na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

Disputa comercial e tecnológica segue no centro das negociações

Desde o início do segundo mandato de Trump, os Estados Unidos ampliaram tarifas sobre produtos chineses como forma de pressionar Pequim economicamente.

A resposta chinesa incluiu restrições à exportação de minerais de terras raras, fundamentais para setores da indústria tecnológica, militar e energética dos EUA.

Entre os temas previstos para o encontro está justamente o acesso norte-americano a minerais estratégicos utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos, baterias e sistemas militares.

Taiwan e influência global também entram na pauta

Outro ponto sensível das negociações envolve Taiwan. Os Estados Unidos mantêm apoio militar à ilha, enquanto a China considera o território parte integrante do país dentro da política de “uma só China”.

Pequim já demonstrou oposição à venda de armas norte-americanas para Taiwan e deve cobrar limites na atuação dos EUA na região asiática.

Além disso, a influência chinesa na América Latina também deve ser debatida durante o encontro. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de diversos países sul-americanos, incluindo o Brasil.

Brasil observa disputa entre as potências

Analistas avaliam que o Brasil pode ser impactado diretamente pelas disputas entre China e Estados Unidos, principalmente no setor de minerais estratégicos.

O país possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, insumos considerados essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

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