Laguna
O sol contribuiu com as últimas filmagens do documentário sobre a pesca artesanal com auxílio dos botos, em Laguna. Até dezembro deve ser lançado o audiovisual, com distribuição nas escolas e instituições gratuitamente, com um livro de imagens do município.
O projeto municipal ‘Educar, documentar e valorizar para preservar – Pesca Artesanal com auxílio dos Botos em Laguna’ foi o tema proposto para o documentário e livro de fotos. No início do ano, oficinas foram realizadas com jovens atendidos pelo Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e familiares que vivem da pesca.
A intenção é desenvolver a habilidade dos participantes para colocar em prática na produção do documentário a manifestação cultural. Na primeira fase das filmagens, os pescadores e seu cotidiano foram gravados. Na segunda etapa, os botos e imagens das belezas naturais de Laguna.
Agora, o audiovisual entra nos detalhes da edição. A coordenação é de Beto Bocchino, fotógrafo e produtor de vídeos, com mais de 30 anos de atuação. Além das oficinas de fotografia e audiovisual, o projeto também visou explicar aos participantes a importância da pesca com auxílio dos botos como patrimônio.
Para criar o produto final, livro e documentário, são realizadas pesquisas entre a comunidade pesqueira para extrair textos e material. A pesquisa de campo terá a antropologia e a historicidade como fundamentação.
Patrimônio cultural imaterial
Com o documentário e o livro de fotografias em mãos, a Fundação Lagunense de Cultura pretende transformar a pesca artesanal com auxílio dos botos em patrimônio cultural imaterial da cidade. A ideia também é projetar os Molhes da Barra em local tradicional da pesca com auxílio dos botos.
O cetáceo já é patrimônio do município, entretanto, a cultura que o envolve não. Ao transformar a pesca em patrimônio cultural imaterial, não só o boto será preservado, mas sim toda a manifestação cultural.
Pesca artesanal
Em Laguna, os botos costumam passear pelo canal que liga a Lagoa de Santo Antônio ao mar aberto. Os pescadores preparam suas tarrafas (uma espécie de rede circular, de mais ou menos três metros de diâmetro) e colocam-se à beira do canal, a pé ou de canoa, dependendo da maré. Ao perceberem a presença dos humanos, os cetáceos passam a cercar os cardumes que entram e saem da lagoa, sobretudo as tainhas, e os colocam na direção dos pescadores. Os peixes que escapam das redes viram presa fácil e vão parar no estômago dos botos.

