domingo, 14 junho , 2026
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Senado, ame-o ou deixe-o

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A desordem senatorial invadiu as manchetes. E, a cada dia, o quadro agrava-se. Uma hora, a “crise não é minha, é do senado”, e na outra, depois de tanto passar a mão na cabeça: “Não é problema meu. Não votei no Sarney para ser presidente do senado nem votei para ele ser senador no Maranhão”. Isso que o senador foi eleito – com 53,9% dos votos – pelo Amapá, e não pelo Maranhão. O presidente Lula vai depreendendo seu mandato em meio a crises. Contudo, provavelmente no ano que vem, estará nos palanques falando de moralidade política, defendendo a decência e dos interesses do povo. Enquanto não chega às eleições, ele vai tirando o pé do acelerador na defesa de Sarney.

O comportamento do presidente da república continua sendo o mesmo diante as quedas. Quando um aliado está prestes a cair, como aconteceu com o ministro Romero Jucá (2005); Antônio Palocci (2006), e na renúncia do presidente do senado, Renan Calheiros (2007), ele dá um “vire-se”. Seria um abandono ou uma tentativa de evitar uma trombada, com a opinião pública? Sei que o presidente Lula foi defendendo seus aliados, e as pressões foram crescendo, ele silenciou e negociou as substituições. Será que Sarney está chegando ao último estágio da política Lula? Parece que desta vez não terá pizza no final da história.

Primeiro Sarney “tem história no Brasil suficiente”. Depois, “é preciso saber o tamanho do crime”. E, agora, “não é problema meu”. Nessas alturas do campeonato, ele já sabe muito bem que esse assunto está bem saturado. Basta saber a causa da mudança. É por medo da CPI da Petrobras? Das eleições de 2010? Ou do PSDB assumir o senado? Onde está o apoio de quem estava sendo sabatinado? Denúncias de nepotismo, uso de atos secretos e desvio de verbas públicas na fundação que leva seu nome, no Maranhão. Bem que Aristóteles nos alertou dizendo que a política é o desdobramento natural da ética.

E ética hoje é apenas uma palavra de dicionário. O qual ainda continua com um conceito muito belo – estuda os valores morais, no exercício de uma profissão e os princípios ideais da conduta humana. Antes que submerja a política brasileira, precisamos de “ordem e progresso”. Já que a fórmula política do positivismo Comtiano, está em nossa bandeira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou: “Estamos transformando o governo das leis no governo do homem, do “cara”. Como seria bom ter um Sócrates para dar um pontapé inicial, em novas reflexões. Como ele gostava de fazer “parto das ideias”. Ter novas “ideias” não significa um “plano B”.

Não se preocupe, porque esta conversa perderá validade em poucos dias. E a luta pelo poder continuará, pois poder é dominar, segundo Maquiavel. O mundo também tem esse “vício” e seus problemas políticos. Não é diferente no Brasil. Só que aqui um eleito governa em constante campanha eleitoral. Já foi o tempo de “50 anos em 5”. Agora, é “50 anos em 50 anos”, com perspectiva de prolongar o contrato. Nem que para isso crie-se um grande programa, abarcando projetos menores. O Leviatã está desorganizado. A “mosca azul” está em extinção. E quem está fazendo esse papel deve ser o “mosquito da dengue azul” ou vírus da nova gripe.

A esperança está nas mãos daqueles que ainda votam com consciência. Está na frase de Rousseau, quando diz: “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”. É sempre bom relembramos frases já ditas. Porque o sistema continua fazendo corruptos, corrompidos e corruptos. O governo será melhor. O senado será motivo de orgulho nacional. E, por falar em orgulho, ele só vem através do esporte. Em breve, todos esses dados políticos ficarão como dados históricos. E que a história nos ensine a fazer política. Que o Brasil aprenda, levante e caminhe.

Comunidade do Pinheiral: Fechamento de rua gera notificação à empresa

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Há aproximadamente um mês, o final da rua Deputado Frederico Kuerten foi interditada pela empresa Agrotura para obras de terraplanagem. A estrada é o principal acesso à comunidade do Pinheiral, em Braço do Norte. A demora em terminar o serviço, culminou na notificação da Comissão Municipal de Trânsito da prefeitura à empresa. Desta forma, a Agrotura tem até esta sexta-feira para reabrir a passagem.

A terraplanagem era feita no terreno em frente à empresa, cuja área foi adquirida pelo proprietário da Agrotura, Alexandre Turazzi, para ser transformada em um espaço destinado à seleção de produtos e estacionamento. Para evitar acidentes devido à movimentação de máquinas, uma autorização para interdição da rua e desvio de tráfego foi concedida pela administração.

O secretário de governo e cidadania da prefeitura, André Leandro Richter, admite o erro. Segundo ele, foi concedida uma autorização para interdição da estrada, mas sem especificar o período em que o local poderia permanecer fechado. “Houve um equívoco. Conversamos com o empresário e ele garantiu uma solução até sexta-feira”, confirma André. Caso isso não ocorra, o proprietário da Agrotura poderá ser multado.

Proprietário fez três ofertas
para aquisição da rua

A alta circulação de veículos no principal acesso à comunidade do Pinheiral, em Braço do Norte, e as filas de caminhões para descarregar os produtos na empresa Agrotura serviram de argumento para o proprietário da empresa, Alexandre Turazzi, a investir R$ 1 milhão na compra de uma quadra, em frente à empresa, para transformar o espaço em estacionamento e agilizar o tráfego.

Conforme Alexandre, a prefeitura recebeu três ofertas de contrapartida para a compra dos aproximadamente 900 metros quadrados da rua. Em duas delas, o empresário doaria a mesma área para a construção de casas populares ou de uma creche. Na terceira tentativa, considerada por Alexandre a mais interessante, ele promoveria a abertura da avenida Getúlio Vargas até o encontro com outra rua, onde é prevista a passagem do anel viário de Braço do Norte.

Alexandre afirma que previu um gasto de mais R$ 200 mil se a prefeitura aceitasse uma das propostas, mas que gostaria de beneficiar a comunidade do Pinheiral com um acesso melhor, pela avenida. “Quando propus a abertura da avenida, a maioria da comunidade apoiou a ideia, mas uma minoria resolveu criar polêmica”, lamenta Alexandre.

A proposta e a possibilidade do município de efetuar a contrapartida à obra era analisada pelo prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio, junto à câmara. Porém, apenas o vereador Nivaldo Ricken (PMDB) manifestou-se favorável à ideia. O prefeito não foi encontrado para emitir opinião.

Mega-desmanche: Imóveis de Bernardino vão a leilão

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Amanda Menger
Tubarão

Oito imóveis do ex-empresário Flávio Bernardino poderão ser leiloados hoje. Os bens estão avaliados em R$ 5,19 milhões e serão utilizados para quitar dívidas com o Banco do Brasil, Justiça Estadual, Justiça Federal e Receita Federal do Brasil. A primeira chamada está marcada para as 14 horas, na Justiça Federal, por lance igual ou superior ao da avaliação judicial do bem. Já a segunda chamada – se necessária –, está marcada para o dia 19, às 14 horas, a quem mais oferecer.

Entre os bens destacados, estão os dois terrenos e o galpão onde funcionava a antiga loja de pneus L.A.Santos, na rua deputado Olices Pedra Caldas (a marginal da BR-101). O imóvel está avaliado em R$ 3 milhões. Contudo, o mesmo imóvel foi citado para ir a leilão no dia 27, por cobranças de dívidas com o Banco do Brasil, pela justiça estadual. O leilão deste imóvel, avaliado em R$ 1,8 milhão, já tinha sido suspenso em abril.

A família de Bernardino entrou ontem, no fim da tarde, com um pedido de suspensão do leilão. Porém, a liminar ainda não tinha sido apreciada pela Justiça Federal. A argumentação é que os valores dos imóveis estão abaixo da cotação de mercado.
O ex-empresário foi condenado a 28 anos de prisão em ações por formação de quadrilha, roubo, adulteração de veículos e sonegação fiscal. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça, mas ainda não há decisão em segunda instância. Bernardino está preso desde março de 2002.

O caso Bernardino
• O mega-desmanche foi descoberto em 22 de janeiro de 2002. Dezenas de veículos, a maioria importado, foram encontradas em alguns galpões, inclusive na loja L.A. Santos.
• Mais de 20 pessoas foram processadas junto com o ex-empresário Flávio Bernardino dos Santos pelos crimes de roubo, adulteração e ainda a legalização de veículos. Alguns dos envolvidos foram absolvidos e outros respondem em liberdade.
• O crime foi descoberto quando policiais civis de Capivari de Baixo encontraram duas máquinas furtadas com notas fiscais autenticadas em cartório.

Fiscalização é realizada em cruzamentos

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Tubarão

O carpinteiro Orlando Antunes do Livramento, de Tubarão, dirige uma moto Yamanha YBR. Ele e muitos outros motoristas foram parados ontem, pela Guarda Municipal de Tubarão, em um comando de trânsito realizado no cruzamento das pontes Nereu Ramos e Heriberto Hülse com as ruas Lauro Müller e Marechal Deodoro. Após a conferência dos documentos, Orlando foi liberado. “Dependo da moto para trabalhar e procuro andar certo. Gostei da iniciativa da GM. A blitz é algo necessário, tem muito motorista que não respeita o limite de velocidade”, afirma o carpinteiro.

O comando de trânsito foi realizado na parte da manhã, ao meio-dia e no fim da tarde, e contou com o uso do radar móvel para contagem do fluxo de veículos. “É importante saber qual a média de veículos que transitam nos horários de pico. Isso pode influenciar no tempo do semáforo e na sinalização com placas e faixas de pedestre. Amanhã (hoje), teremos compilado os dados, mas o trabalho continua, até que nós tenhamos informações suficientes para fazer uma boa avaliação e propor alterações”, explica o diretor da GM, Adailton do Livramento.

O comerciante Robson Motta também gostou da iniciativa da GM de fiscalizar com mais intensidade o trânsito no centro. “Na frente da minha loja, já vi muitos acidentes. Tem motorista e também pedestre imprudente”, observa Robson.

Nova gripe: Parente de vítima confirmada está em coma

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Zahyra Mattar
Tubarão

No total, 108 pessoas na região coletaram material para exames a fim de confirmar, ou não, a contaminação pelo vírus A (H1N1), desde maio deste ano. O número sobe a cada dia e deixa todos em pânico. Pior do que esta notícia, é a situação da família da jovem Noemi Souza Martins Cascaes, 22 anos, a segunda morte confirmada no estado em decorrência da nova gripe. O tio dela está em coma na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) desde a última sexta-feira.

A informação foi confirmada na noite de ontem pela mãe de Noemi. O homem tem apenas 31 anos e segue com gravíssimos problemas respiratórios. “O meu cunhado está exatamente como Noemi ficou. Teve os mesmos sintomas e a mesma evolução da doença”, lamenta a mãe da jovem.

Noemi estava grávida de seis meses (era um menininho) quando foi acometida pelo vírus. A criança morreu ainda em seu ventre. Segundo a mãe, ela foi cinco vezes ao médico até ser constatado que seu estado merecia cuidados diferenciados. “Faço um apelo às autoridades de saúde. É preciso que os médicos observem melhor os sintomas dos pacientes. O que minha família passa neste momento é inexplicável. Enterrei minha filha aos 22 anos. O quartinho do bebê estava prontinho. Vivíamos um sonho e hoje estamos em meio a um pesadelo que parece não ter fim”, desabafa.

Ontem, o resultado de exames feitos em cinco outros pacientes da região tiveram o resultado divulgado pela 20ª gerência regional de saúde em Tubarão. Destes, três são negativos para a nova gripe (duas pessoas de Tubarão e uma de Santa Rosa de Lima). Dos outros dois – de Tubarão – a contaminação pelo vírus A foi confirmada.

Olimpíada Estudantil Catarinense
2009 poderá ser cancelada

Uma comitiva da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) reuniu-se com o secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva, para tratar da realização da 9ª edição da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc). O evento está agendado para ocorrer entre os dias 15 e 22 deste mês, em Tubarão. A maior preocupação do secretário é a aglomeração de pessoas, especialmente após a confirmação de quatro casos da nova gripe na cidade, entre eles o óbito de uma gestante. “O interessante é evitar conglomerações de pessoas. A Olesc reunirá quase cinco mil pessoas no município”, avalia Roger.

O diretor administrativo da Fesporte, Joaquim Villarin Júnior, é contrário à medida e discorda do secretário. “Outros eventos como os Jogos Estudantis de Santa Catarina (Jesc), disputado em Rio do Sul no mês passado, não foram cancelados e ocorreram normalmente. O tradicional Festival de Dança de Joinville reuniu milhares de pessoas do Brasil e do mundo e também não foi cancelado”, relembra Joaquim.

Hoje, uma reunião entre o secretário estadual de cultura, esporte e turismo, Gilmar Knassel, o de educação, Paulo Bauer, o de saúde, Luiz Eduardo Cherem, e o presidente da Fesporte, Cacá Pavanello, reúnem-se para decidir a questão. Segundo o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), o mais provável é que as olimpíadas seja mesmo canceladas.

Medidas a serem implantadas em Santa Catarina

Após a confirmação de três mortes em decorrência a contaminação com o vírus da nova gripe, o governo do estado anunciou medidas diferenciadas para tentar conter a doença.

Uma delas é a instalação de centros de triagem em municípios com mais de 35 mil habitantes. Um desses centros já foi montado, em Criciúma, nesta semana.
As cirurgias agendadas serão suspensas e haverá limitação de visitas nos hospitais. A rede pública de ensino funcionará em esquema de vigilância e as merendeiras passarão a cozinhar usando máscaras.

A prefeitura hoje está em manutenção

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Priscila Loch
Tubarão

Notisul – Faça um balanço destes sete meses de mandato…
Dr. Manoel
– Tenho um monte de dificuldades. Não está fácil lidar com essa queda na arrecadação. A crise do mundo chegou aqui, e não foi só uma marolinha não. A arrecadação caiu em torno de R$ 400 mil/mês. Para a prefeitura de Tubarão, é bastante significativo. Hoje, a arrecadação gira em torno de R$ 6 milhões. Só que a nossa folha bruta é R$ 4 milhões, então, é uma conta difícil de fechar. Mais o custo fixo da prefeitura. Esses R$ 400 mil é o que sobra para investimento, por isso que hoje nós estamos em uma situação de manter a prefeitura, manter o lixo, a limpeza, e mais nada. No início do ano, nós fizemos um investimento de R$ 2 milhões e pouco só na questão da recuperação das estradas, limpeza de valas, caixas coletoras. A nossa capacidade de investimento com o IPTU foi gasta na recuperação das cheias. E estamos gastando até hoje. A nossa situação hoje é de manutenção.

Notisul – Então não tem mais o que investir…
Dr. Manoel
– Até o fim do ano. O IPTU veio dentro do histórico, com inadimplência de 40%. Tem também a questão da recuperação salarial dos professores. Aumentou em torno de R$ 400 mil a folha. Nós perdemos R$ 400 mil na arrecadação e aumentamos em R$ 400 mil a nossa folha. Mas vai se levando.

Notisul – Algo que gostaria de fazer este ano que não vai dar de jeito nenhum?
Dr. Manoel
– Uma meta pessoal é o pronto atendimento 24 horas. Eu quero fazer de tudo para pelo menos começar esta obra até o fim do ano. É fundamental, está bem encaminhado, tem o recurso. Estamos tendo uma dificuldade por parte da secretaria estadual de avaliar o projeto, mas o Roger (Augusto Vieira e Silva – secretário de saúde) já está dando uma solução para isso, falta o ok da vigilância sanitária do estado. Esse é um recurso do governo federal, tem R$ 1 milhão. A nossa contrapartida é de R$ 200 mil. Depois, vamos ter que ir atrás dos equipamentos.

Notisul – Uma das questões cruciais para o desenvolvimento de Tubarão sãoas negativas. O senhor logo que assumiu resolveu em nível estadual. Como é que está a situação federal, existe mais alguma pendência?
Dr. Manoel
– Nós temos três pendências. INSS, que todos os nossos documentos mostram que a prefeitura pagou um valor que está sendo questionado. Estamos na justiça, tentando provar que está pago. Tem uma do PIS, mas também é um valor pequeno, que a nossa contabilidade demonstra que também está pago, é um erro apenas de avaliação. Mesmo assim, se não se chegar a esta conclusão, vale a pena pagar para ter a negativa. E tem uma com o Dnit, em relação à prestação de contas do galpão da ferrovia. Todas essas pendências são federais, estaduais não tem mais nenhuma.

Notisul – A do Dnit a prefeitura conseguiu uma liminar provisória para ter as negativas…
Dr. Manoel
– É, nós vamos ter que pedir para prorrogar. O prazo era de 60 dias e já está vencendo. Mas acredito que logo solucionaremos.

Notisul – Essas negativas dizem respeito à retirada dos trilhos para a abertura da avenida Marcolino Martins Cabral. Como está este processo?
Dr. Manoel
– Está em uma avaliação de encontro de contas. Existe um questionamento no Dnit em relação aos valores e ao que foi feito de obra. Estamos fazendo a defesa de acordo com aquilo com que nós encontramos e eles questionam.

Notisul – E o que o senhor acha que deu errado? Fala-se em má aplicação dos recursos…
Dr. Manoel
– Na verdade, foi prestação de contas. Esse projeto iniciou no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, e foi feito meio às pressas. Aí o Dnit mudou, entrou o PT e, para fazer as adaptações com as novas regras, teve que começar do zero. Na hora de prestar contas, começou a dar problema. O galpão, que não está concluído 100%, é um outro questionamento que eles fazem. Mas está dentro do que foi prestado contas.

Notisul – Existe uma previsão para a retirada efetiva dos trilhos?
Dr. Manoel
– Não! Estamos discutindo que a finalização do galpão agora ficaria a cargo do Dnit, e a retirada dos trilhos também uma obra direta do Dnit, não seria mais a prefeitura que faria. Estamos negociando, eles têm interesse. A gente encerra o convênio do galpão e o Dnit assume a finalização da obra. Para nós, ficaria a recuperação da Marcolino.

Notisul – E a questão do ISS… O que a prefeitura recebeu e o que ainda tem para receber?
Dr. Manoel
– Nós recebemos em torno de R$ 600 mil este ano. Tínhamos uma previsão de receber até hoje (a última terça-feira) em torno de R$ 5 milhões. Tivemos um processo de R$ 3,5 milhões que o tribunal bloqueou, e deve levar mais um ano para liberar. Temos a previsão de mais R$ 1 milhão e pouco por agora. Isso já ajuda. Para o ano inteiro, a expectativa era que saísse R$ 40 milhões, mas não vai sair, porque os bancos estão avaliando cada processo, e em cada processo estão achando três a quatro questões para ficar adiando.

Notisul – Voltando à questão da saúde, são muitas as reclamações a respeito de filas, falta de especialistas…
Dr. Manoel
– Acredito, até porque já fui secretário de saúde, que vocês vão continuar recebendo reclamações. Não vamos conseguir a curto prazo criar um sistema que atenda toda a necessidade. Mas faço um comparativo com qualquer município do estado. Em Florianópolis, por exemplo, que tem uma estrutura do estado, hospital universitário, além da prefeitura, a dificuldade é maior. O nosso sistema de saúde é melhor. E temos outras ações. Agora mesmo, o Roger vai abrir mais umas três ou quatro equipes do PSF, e já facilita. A grande dificuldade é a contratação de especialista. Se hoje tu for marcar uma consulta com um oftalmologista pela Unimed, tu não vai conseguir para mesma semana. A mesma coisa um ginecologista. Pediatra também está uma crise. A prefeitura tem ainda mais dificuldade, porque eles não querem atender, têm o consultório cheio, a consulta particular é R$ 100,00, R$ 150,00, e nós pagamos R$ 30,00. Tem alguns que fazem para ajudar, mas é uma dificuldade. E não vou prometer resolver a curto prazo. Mas melhoramos o convênio com o Hospital Nossa Senhora da Conceição, possibilitamos que eles contratassem mais um médico para a emergência. Já repassávamos R$ 20 mil, e estamos repassando mais R$ 30 mil. Então, são mais de R$ 50 mil.

Notisul – Falando ainda de saúde, o que a prefeitura tem feito pelo Rio Tubarão?
Dr. Manoel
– Tenho certeza que a maior ação que Tubarão pode fazer é o tratamento de esgoto. Infelizmente, parece que lá no Tribunal de Contas do Estado não estão enxergando a necessidade de termos esta ação aqui no município. O processo de concessão do sistema de água e esgoto está trancado há mais de um ano, esperando uma avaliação do tribunal. Já tem parecer técnico de todas as comissões, está faltando uma reunião do pleno para darmos continuidade ao processo, que vai resolver o problema em cinco anos. O esgoto da nossa cidade é 100% jogado no rio. Tem uma previsão de agora em agosto ter uma reunião do pleno e, com os pareceres favoráveis que já estão sendo encaminhados, acredito que em breve consigamos efetivar a concessão.

Notisul – E o canil?
Dr. Manoel
– Acredito que em mais dez dias temos a solução do terreno. Falta documentação do proprietário. Temos três em vista. Todos com problema de documento. Um o terreno tem dois hectares, mas tem escritura só de três mil metros; outro estava no inventário e tem que pegar as assinaturas do herdeiros. Todos estão caminhando e o primeiro que liberar vamos comprar. Qualquer um serve. O terreno vai custar de R$ 80 mil a R$ 90 mil. O mais caro é a manutenção. Tem que partir para uma discussão junto com as entidades, até para fiscalizarem, e talvez possamos baratear um pouco o custo. Mas vai sair.

Notisul – Junto com o projeto do canil, existe um projeto de controle de natalidade…
Dr. Manoel
– Na verdade, o que queremos fazer é um centro de controle de zoonose, ligado à vigilância epidemiológica da secretaria da saúde, não só para cuidar de cães, mas toda questão de saúde que envolve animais, controle de pragas. Queremos fazer além ao canil, até para facilitar a busca de recursos junto à vigilância epidemiológica do governo federal. Facilitará também na manutenção do canil. Vamos comprar um terreno um pouco maior à necessidade do canil para ampliar.

Notisul – Com relação ao plano de carreira dos servidores? Ainda há muitas reclamações quanto ao número de cargos comissionados.
Dr. Manoel
– Vou começar pelos comissionados. Isso, na verdade, é algo que as pessoas prendem-se, mas não sabem o peso. Na verdade, o peso é mínimo. Hoje, se nós demitíssemos ou exonerássemos todos os cargos comissionados, faria uma diferença mínima na folha da prefeitura. Eu sempre tive a intenção de diminuir o tamanho do governo, mas, quando a gente senta aqui nessa cadeira, vê que as necessidades são grandes. Todo dia tem secretário que vem aqui dizer que está faltando gente. São 196 comissionados, mas tem todo um organograma aprovado e não podemos passar daquilo. É um custo baixo perto de uma folha de R$ 4 milhões. São 1,6 mil concursados. Com os comissionados, chega a 1,8 mil, mais ou menos. Saúde e educação tomam 80% do quadro. Sobre o plano de carreira, eu espero que consigamos dos funcionários da prefeitura hoje o mesmo grau de satisfação que estamos tendo com os professores. Se for falar com qualquer professor da prefeitura, tenho certeza que vão dizer que nunca esteve tão bom. O plano de cargos o próprio (Carlos) Stüpp (ex-prefeito – PSDB) já fez na época dele, e nós estamos também trabalhando no sentido de ter o plano de cargos para todos os setores da prefeitura, desde o braçal, que limpa bueiro, roça, até o médico. Queremos acabar com os privilégios de poucos. Acredito que dê para colocar em prática até o ano que vem. Temos que atender a necessidade dos funcionários, mas quero também ter a responsabilidade de não quebrar o município. Hoje, está melhor do que ontem. A única coisa que falei quando entrei na prefeitura foi que tudo o que formos fazer de ajuste é dentro do que preconiza a lei. Se a lei é injusta, vamos trabalhar para mudar a lei, mas, enquanto a lei é esta, a conduta vai ser dentro da lei.

Notisul – Uma das bandeiras levantadas pelo Notisul é a questão dos moradores de rua, andarilhos. Como o senhor vê a situação?
Dr. Manoel
– É lógico que preocupa. Depois do acontecido daquele ‘morador’ do museu, eu já fiz umas duas reuniões com a presença dos secretários de saúde, assistência social e segurança e trânsito, e todos estão empenhados em amenizar esta questão. Hoje, a gente resolve um e amanhã tem outro. Já o pessoal que mora em barracas, os ciganos, é algo que não tem como a gente mudar. O estilo de vida daquelas pessoas é este, são nômades. Eu até concordo que precisa de uma presença maior do poder público. Um andarilho morando no museu, por exemplo, é algo que não se admite, tem que achar uma solução. Fala-se que tem crianças de ruas pedindo dinheiro em Tubarão. Não tem, são nômades. Não tem como a gente trancafiar a cidade e colocar em uma redoma de vidro.

Notisul – O que se pode fazer a respeito é exigir que os proprietários cerquem os seus terrenos…
Dr. Manoel
– Exatamente. Inclusive, estamos reformulando a lei, eu não diria para prever uma punição maior, mas mais justa, àquela pessoa que não cuida de seu terreno, para que o cidadão sinta que tem que cuidar do terreno dele. Senão, a prefeitura vai lá e vai multar, vai cobrar. Hoje, é benefício não limpar o terreno e deixar que a prefeitura limpe, porque a prefeitura cobra mais barato do que uma pessoa que for limpar. Vamos exigir muro, calçada. E uma estrutura melhor para a fiscalização. No próprio Notisul, vimos algum questionamento da atuação da secretaria de assistência de assistência social, mas é que às vezes as situações são complicadas.

Notisul – Não há como deixar de perguntar como está a sua saúde.
Dr. Manoel
– Dias melhores, dias piores. Mas estou bem, diante do quadro todo, graças a Deus estou bem. Uma evolução boa. E vamos até onde Deus mandar. Nas férias agora, subi dunas de 60 metros em Fortaleza (muitos riso s).

Hercílio Luz: Jogadores serão dispensados

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Priscila Loch
Tubarão

A derrota para o Camboriú causou uma reviravolta no Hercílio Luz. Após a mudança de treinador – Arnaldo Lira chegou na última sexta-feira – chegou a vez de trocar foi o preparador físico e substituir alguns jogadores.
Adilson Fauth já não faz mais parte do grupo, e o novo preparador chega hoje de manhã. Amilton Tavares é indicação do treinador. Também hoje, à tarde, chega o atacante Ricardo, também conhecido do comandante, que este ano atuou pelo Brusque e atualmente estava parado. Em contrapartida, três jogadores devem ser dispensados.

Todas as decisões foram fruto de muita conversa entre a diretoria e a comissão técnica. Ontem, ocorreram algumas reuniões para se buscar soluções. As dispensas serão de jogadores pouco aproveitados ou com o desempenho abaixo do esperado.
“Montamos uma equipe mais barata, mas, com os resultados dos últimos dois jogos, vimos que era preciso replanejar. Incluindo jogadores e comissão técnica, nossa folha de pagamento hoje gira em torno de R$ 25 mil, e a diretoria nos deu a possibilidade de expandir este valor”, relata o supervisor de futebol do Leão do Sul, André Barcelos.

A folha mensal a partir de agora deve aumentar, aproximar-se da casa dos R$ 30 mil. Isso porque, além de Ricardo, outros três jogadores devem ser contratados. Um zagueiro e um meia-atacante devem chegar entre hoje e amanhã, e a comissão técnica busca ainda um segundo zagueiro.

Casa de Willy Zumblick está à venda: É parte da história

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Cíntia Abreu
Tubarão

A casa que pertenceu ao maior artista que Tubarão já teve corre o risco de desaparecer. Na partilha dos bens após a sua morte, no ano passado, a morada de Willy Alfredo Zumblick ficou para o filho Túlio Zumblick, que a colocou à venda.
A possibilidade de venda da propriedade localizada à rua Ferreira Lima, no centro de Tubarão, avaliada em mais de R$ 400 mil, é lamentada por parte da sociedade e a própria família, que gostaria de conservar a memória do pintor. “A casa deveria ser tombada como patrimônio histórico. Provavelmente, quem a adquirir construirá um prédio, ou algo que traga lucro”, opina Aline Gassenferth, antiga vizinha do artista.

A neta de Willy Andréia Zumblick conta que a casa necessita de uma boa reforma, e por isso o pai resolveu vender. “Pensamos em alugar, mas era necessário reformar. Se a prefeitura mostrasse interesse em transformar a casa em um museu, com certeza apoiaríamos”, salienta Andréia.

Na opinião do ex-secretário de cultura, esporte e turismo da prefeitura, Felipe Felisbino, a residência de Willy Zumblick é mais um atrativo turístico para a cidade. “A história não pode correr o risco de desaparecer. A casa poderia ser mais um museu de Willy, expondo suas obras e seu ateliê, por exemplo”, sugere Felisbino.
A atual secretária da pasta, Débora Carla Melo e Pimenta, não foi encontrada pela redação do Notisul para opinar sobre a conservação da história do pintor.

Obras do pintor tubaronense estão à venda

Além da notícia da venda da casa do pintou Willy Alfredo Zumblick, que hoje pertence ao um de seus filhos, Túlio Zumblick, a venda de três de seus quadros também movimenta a economia de Tubarão.
As obras Sombra e Luz na Floresta; Queimada nos campos de Lages e A casa de Walter Zumblick são obras colocadas à venda pelo sobrinho neto do artista, Hamilton Zumblick Aguiar. “Pretendo montar outro consultório, então, coloquei à venda as obras. Mas não quero vender por qualquer preço”, argumenta o dentista.

Aguiar afirma que já recebeu algumas ligações de pessoas interessadas nos quadros, porém, não fechou nenhum negócio. “Ao todo, as obras valem R$ 19 mil. Acredito que o valor tenha assustado os supostos compradores”, salienta o dentista.
Quem se interessar pelas obras do pintor deve ligar para Hamilton, através dos telefones 3626-6908 ou 9956-0857.

Entrância Especial: Justiça deve aceitar o projeto

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Zahyra Mattar
Tubarão

A injustiça com Tubarão, como sempre frisa o deputado estadual Joares Ponticelli (PP), poderá ser minimizada em breve. Hoje, ele e representantes de diversas entidades da Cidade Azul reúnem-se com o corregedor-geral da justiça, desembargador José Trindade dos Santos, e o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), desembargador João Eduardo Souza Varella.

O assunto: delinear um projeto de lei, de autoria do judiciário, para elevar as comarcas de Tubarão, São José e Balneário Camboriú à entrância especial. O encontro será no tribunal, às 17 horas. “A não elevação (da comarca) de Tubarão foi uma grande perda, porque continuou como uma comarca de passagem, já que os juízes não têm como progredir em suas carreiras. Agora, é a chance que temos de nos livrar do status de comarca de ‘caixeiro viajante’. A região merece”, argumenta Ponticelli.
Em 2007, o legislativo tentou uma manobra para elevar a entrância de Tubarão. Em novembro daquele ano, uma decisão do TJ alçou como especial as comarcas de Criciúma, Chapecó, Lages, Blumenau, Itajaí e Joinville. Todas tinham o mesmo “valor” que a de Tubarão: eram de entrância final.

Ponticelli, junto com os colegas Genésio Goulart (PMDB) e Júlio Garcia (DEM), propôs uma emenda parlamentar a fim de “corrigir o erro”. O documento chegou a ser aprovado na assembleia. Porém, o TJ julgou que a matéria deveria partir do judiciário, não do legislativo. Agora, Ponticelli tenta novamente articular no sentido de sensibilizar o tribunal da importância da elevação da comarca.
Junto com o deputado, participam do encontro representantes da câmara de vereadores de Tubarão, prefeitura, Acit, CDL, fórum, OAB e Unisul.

Clima: Julho registra regularidade das chuvas

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Zahyra Mattar
Tubarão

Julho na bacia hidrográfica do Rio Tubarão foi, literalmente, um mês de inverno. A temperatura média registrada na estação meteorológica urbana Oregon, instalada no bairro Vila Moema, foi de gelados 14,3° C. Isto ocorreu porque a região sul do país esteve sob influência direta da massa de ar polar que manteve os termômetros com marcas bastante baixas.

Em Tubarão, houve 15 dias que a temperatura mínima ficou abaixo de 10° C e cinco dias em que a temperatura máxima não chegou aos 15° C. “A média da temperatura máxima foi de 18,8°C e a média da mínima de 10,9° C. O dia 25 foi o mais frio do mês, quando fez 3,5° C às 6h47min”, detalha o engenheiro químico da estação Oregon, Rafael Marques. O vento predominou do quadrante sul e sudoeste.
A chuva na bacia hidrográfica do Rio Tubarão, após dois meses abaixo da média, restabeleceu a regularidade. Apenas em Jaguaruna e no Farol de Santa Marta, em Laguna, o índice ficou com um valor abaixo da média (pouco mais de 70 milímetros no mês em ambas regiões).

Em contrapartida, nas estações de Santa Rosa de Lima e Anitápolis, localizadas em altitude maior e mais próxima da serra, a precipitação excedeu a média em mais de 20%. Em Santa Rosa de Lima, o índice chegou perto dos 120 milímetros em julho. Em Anitápolis, a quantidade ficou próxima dos 140 milímetros no mesmo período.