segunda-feira, 15 junho , 2026
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A prefeitura hoje está em manutenção

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Priscila Loch
Tubarão

Notisul – Faça um balanço destes sete meses de mandato…
Dr. Manoel
– Tenho um monte de dificuldades. Não está fácil lidar com essa queda na arrecadação. A crise do mundo chegou aqui, e não foi só uma marolinha não. A arrecadação caiu em torno de R$ 400 mil/mês. Para a prefeitura de Tubarão, é bastante significativo. Hoje, a arrecadação gira em torno de R$ 6 milhões. Só que a nossa folha bruta é R$ 4 milhões, então, é uma conta difícil de fechar. Mais o custo fixo da prefeitura. Esses R$ 400 mil é o que sobra para investimento, por isso que hoje nós estamos em uma situação de manter a prefeitura, manter o lixo, a limpeza, e mais nada. No início do ano, nós fizemos um investimento de R$ 2 milhões e pouco só na questão da recuperação das estradas, limpeza de valas, caixas coletoras. A nossa capacidade de investimento com o IPTU foi gasta na recuperação das cheias. E estamos gastando até hoje. A nossa situação hoje é de manutenção.

Notisul – Então não tem mais o que investir…
Dr. Manoel
– Até o fim do ano. O IPTU veio dentro do histórico, com inadimplência de 40%. Tem também a questão da recuperação salarial dos professores. Aumentou em torno de R$ 400 mil a folha. Nós perdemos R$ 400 mil na arrecadação e aumentamos em R$ 400 mil a nossa folha. Mas vai se levando.

Notisul – Algo que gostaria de fazer este ano que não vai dar de jeito nenhum?
Dr. Manoel
– Uma meta pessoal é o pronto atendimento 24 horas. Eu quero fazer de tudo para pelo menos começar esta obra até o fim do ano. É fundamental, está bem encaminhado, tem o recurso. Estamos tendo uma dificuldade por parte da secretaria estadual de avaliar o projeto, mas o Roger (Augusto Vieira e Silva – secretário de saúde) já está dando uma solução para isso, falta o ok da vigilância sanitária do estado. Esse é um recurso do governo federal, tem R$ 1 milhão. A nossa contrapartida é de R$ 200 mil. Depois, vamos ter que ir atrás dos equipamentos.

Notisul – Uma das questões cruciais para o desenvolvimento de Tubarão sãoas negativas. O senhor logo que assumiu resolveu em nível estadual. Como é que está a situação federal, existe mais alguma pendência?
Dr. Manoel
– Nós temos três pendências. INSS, que todos os nossos documentos mostram que a prefeitura pagou um valor que está sendo questionado. Estamos na justiça, tentando provar que está pago. Tem uma do PIS, mas também é um valor pequeno, que a nossa contabilidade demonstra que também está pago, é um erro apenas de avaliação. Mesmo assim, se não se chegar a esta conclusão, vale a pena pagar para ter a negativa. E tem uma com o Dnit, em relação à prestação de contas do galpão da ferrovia. Todas essas pendências são federais, estaduais não tem mais nenhuma.

Notisul – A do Dnit a prefeitura conseguiu uma liminar provisória para ter as negativas…
Dr. Manoel
– É, nós vamos ter que pedir para prorrogar. O prazo era de 60 dias e já está vencendo. Mas acredito que logo solucionaremos.

Notisul – Essas negativas dizem respeito à retirada dos trilhos para a abertura da avenida Marcolino Martins Cabral. Como está este processo?
Dr. Manoel
– Está em uma avaliação de encontro de contas. Existe um questionamento no Dnit em relação aos valores e ao que foi feito de obra. Estamos fazendo a defesa de acordo com aquilo com que nós encontramos e eles questionam.

Notisul – E o que o senhor acha que deu errado? Fala-se em má aplicação dos recursos…
Dr. Manoel
– Na verdade, foi prestação de contas. Esse projeto iniciou no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, e foi feito meio às pressas. Aí o Dnit mudou, entrou o PT e, para fazer as adaptações com as novas regras, teve que começar do zero. Na hora de prestar contas, começou a dar problema. O galpão, que não está concluído 100%, é um outro questionamento que eles fazem. Mas está dentro do que foi prestado contas.

Notisul – Existe uma previsão para a retirada efetiva dos trilhos?
Dr. Manoel
– Não! Estamos discutindo que a finalização do galpão agora ficaria a cargo do Dnit, e a retirada dos trilhos também uma obra direta do Dnit, não seria mais a prefeitura que faria. Estamos negociando, eles têm interesse. A gente encerra o convênio do galpão e o Dnit assume a finalização da obra. Para nós, ficaria a recuperação da Marcolino.

Notisul – E a questão do ISS… O que a prefeitura recebeu e o que ainda tem para receber?
Dr. Manoel
– Nós recebemos em torno de R$ 600 mil este ano. Tínhamos uma previsão de receber até hoje (a última terça-feira) em torno de R$ 5 milhões. Tivemos um processo de R$ 3,5 milhões que o tribunal bloqueou, e deve levar mais um ano para liberar. Temos a previsão de mais R$ 1 milhão e pouco por agora. Isso já ajuda. Para o ano inteiro, a expectativa era que saísse R$ 40 milhões, mas não vai sair, porque os bancos estão avaliando cada processo, e em cada processo estão achando três a quatro questões para ficar adiando.

Notisul – Voltando à questão da saúde, são muitas as reclamações a respeito de filas, falta de especialistas…
Dr. Manoel
– Acredito, até porque já fui secretário de saúde, que vocês vão continuar recebendo reclamações. Não vamos conseguir a curto prazo criar um sistema que atenda toda a necessidade. Mas faço um comparativo com qualquer município do estado. Em Florianópolis, por exemplo, que tem uma estrutura do estado, hospital universitário, além da prefeitura, a dificuldade é maior. O nosso sistema de saúde é melhor. E temos outras ações. Agora mesmo, o Roger vai abrir mais umas três ou quatro equipes do PSF, e já facilita. A grande dificuldade é a contratação de especialista. Se hoje tu for marcar uma consulta com um oftalmologista pela Unimed, tu não vai conseguir para mesma semana. A mesma coisa um ginecologista. Pediatra também está uma crise. A prefeitura tem ainda mais dificuldade, porque eles não querem atender, têm o consultório cheio, a consulta particular é R$ 100,00, R$ 150,00, e nós pagamos R$ 30,00. Tem alguns que fazem para ajudar, mas é uma dificuldade. E não vou prometer resolver a curto prazo. Mas melhoramos o convênio com o Hospital Nossa Senhora da Conceição, possibilitamos que eles contratassem mais um médico para a emergência. Já repassávamos R$ 20 mil, e estamos repassando mais R$ 30 mil. Então, são mais de R$ 50 mil.

Notisul – Falando ainda de saúde, o que a prefeitura tem feito pelo Rio Tubarão?
Dr. Manoel
– Tenho certeza que a maior ação que Tubarão pode fazer é o tratamento de esgoto. Infelizmente, parece que lá no Tribunal de Contas do Estado não estão enxergando a necessidade de termos esta ação aqui no município. O processo de concessão do sistema de água e esgoto está trancado há mais de um ano, esperando uma avaliação do tribunal. Já tem parecer técnico de todas as comissões, está faltando uma reunião do pleno para darmos continuidade ao processo, que vai resolver o problema em cinco anos. O esgoto da nossa cidade é 100% jogado no rio. Tem uma previsão de agora em agosto ter uma reunião do pleno e, com os pareceres favoráveis que já estão sendo encaminhados, acredito que em breve consigamos efetivar a concessão.

Notisul – E o canil?
Dr. Manoel
– Acredito que em mais dez dias temos a solução do terreno. Falta documentação do proprietário. Temos três em vista. Todos com problema de documento. Um o terreno tem dois hectares, mas tem escritura só de três mil metros; outro estava no inventário e tem que pegar as assinaturas do herdeiros. Todos estão caminhando e o primeiro que liberar vamos comprar. Qualquer um serve. O terreno vai custar de R$ 80 mil a R$ 90 mil. O mais caro é a manutenção. Tem que partir para uma discussão junto com as entidades, até para fiscalizarem, e talvez possamos baratear um pouco o custo. Mas vai sair.

Notisul – Junto com o projeto do canil, existe um projeto de controle de natalidade…
Dr. Manoel
– Na verdade, o que queremos fazer é um centro de controle de zoonose, ligado à vigilância epidemiológica da secretaria da saúde, não só para cuidar de cães, mas toda questão de saúde que envolve animais, controle de pragas. Queremos fazer além ao canil, até para facilitar a busca de recursos junto à vigilância epidemiológica do governo federal. Facilitará também na manutenção do canil. Vamos comprar um terreno um pouco maior à necessidade do canil para ampliar.

Notisul – Com relação ao plano de carreira dos servidores? Ainda há muitas reclamações quanto ao número de cargos comissionados.
Dr. Manoel
– Vou começar pelos comissionados. Isso, na verdade, é algo que as pessoas prendem-se, mas não sabem o peso. Na verdade, o peso é mínimo. Hoje, se nós demitíssemos ou exonerássemos todos os cargos comissionados, faria uma diferença mínima na folha da prefeitura. Eu sempre tive a intenção de diminuir o tamanho do governo, mas, quando a gente senta aqui nessa cadeira, vê que as necessidades são grandes. Todo dia tem secretário que vem aqui dizer que está faltando gente. São 196 comissionados, mas tem todo um organograma aprovado e não podemos passar daquilo. É um custo baixo perto de uma folha de R$ 4 milhões. São 1,6 mil concursados. Com os comissionados, chega a 1,8 mil, mais ou menos. Saúde e educação tomam 80% do quadro. Sobre o plano de carreira, eu espero que consigamos dos funcionários da prefeitura hoje o mesmo grau de satisfação que estamos tendo com os professores. Se for falar com qualquer professor da prefeitura, tenho certeza que vão dizer que nunca esteve tão bom. O plano de cargos o próprio (Carlos) Stüpp (ex-prefeito – PSDB) já fez na época dele, e nós estamos também trabalhando no sentido de ter o plano de cargos para todos os setores da prefeitura, desde o braçal, que limpa bueiro, roça, até o médico. Queremos acabar com os privilégios de poucos. Acredito que dê para colocar em prática até o ano que vem. Temos que atender a necessidade dos funcionários, mas quero também ter a responsabilidade de não quebrar o município. Hoje, está melhor do que ontem. A única coisa que falei quando entrei na prefeitura foi que tudo o que formos fazer de ajuste é dentro do que preconiza a lei. Se a lei é injusta, vamos trabalhar para mudar a lei, mas, enquanto a lei é esta, a conduta vai ser dentro da lei.

Notisul – Uma das bandeiras levantadas pelo Notisul é a questão dos moradores de rua, andarilhos. Como o senhor vê a situação?
Dr. Manoel
– É lógico que preocupa. Depois do acontecido daquele ‘morador’ do museu, eu já fiz umas duas reuniões com a presença dos secretários de saúde, assistência social e segurança e trânsito, e todos estão empenhados em amenizar esta questão. Hoje, a gente resolve um e amanhã tem outro. Já o pessoal que mora em barracas, os ciganos, é algo que não tem como a gente mudar. O estilo de vida daquelas pessoas é este, são nômades. Eu até concordo que precisa de uma presença maior do poder público. Um andarilho morando no museu, por exemplo, é algo que não se admite, tem que achar uma solução. Fala-se que tem crianças de ruas pedindo dinheiro em Tubarão. Não tem, são nômades. Não tem como a gente trancafiar a cidade e colocar em uma redoma de vidro.

Notisul – O que se pode fazer a respeito é exigir que os proprietários cerquem os seus terrenos…
Dr. Manoel
– Exatamente. Inclusive, estamos reformulando a lei, eu não diria para prever uma punição maior, mas mais justa, àquela pessoa que não cuida de seu terreno, para que o cidadão sinta que tem que cuidar do terreno dele. Senão, a prefeitura vai lá e vai multar, vai cobrar. Hoje, é benefício não limpar o terreno e deixar que a prefeitura limpe, porque a prefeitura cobra mais barato do que uma pessoa que for limpar. Vamos exigir muro, calçada. E uma estrutura melhor para a fiscalização. No próprio Notisul, vimos algum questionamento da atuação da secretaria de assistência de assistência social, mas é que às vezes as situações são complicadas.

Notisul – Não há como deixar de perguntar como está a sua saúde.
Dr. Manoel
– Dias melhores, dias piores. Mas estou bem, diante do quadro todo, graças a Deus estou bem. Uma evolução boa. E vamos até onde Deus mandar. Nas férias agora, subi dunas de 60 metros em Fortaleza (muitos riso s).

Treinador novo, energia nova

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Priscila Loch
Tubarão

Menos de uma hora e meia depois de desembarcar em Tubarão, lá estava ele, já no batente, no comando de um coletivo no Estádio Anibal Costa. Arnaldo Lira foi apresentado rapidamente aos jogadores e diretoria do Hercílio Luz na tarde desta sexta-feira e logo seguiu para o campo, onde foi recepcionado por alguns torcedores, loucos para ver de perto mais um vez o seu trabalho.

Afinal, o técnico é velho conhecido da cidade, já foi chamado em outras ‘emergências’ para tirar do sufoco times como o Atlético Tubarão, em 2008, que lutava contra o rebaixamento. E também tem fresquinho na memória que já treinou o Leão do Sul em outra oportunidade. “Conheço bem Tubarão. Há quase 15 anos (foi em 1995), defendi o Hercílio, mas hoje está bem melhor a estrutura”, avalia Lira.
Como foi apenas o primeiro treino, o novo comandante ainda não conseguiu diagnosticar as deficiências da equipe.

“Acredito que vou precisar de mais um zagueiro, um atacante que jogue pelos lados, tenha velocidade. Hoje, só temos Fusca com esta característica”, analisa o treinador, que pretende sonha alto quanto ao futuro do Hercílio: “Vou trabalhar para que o time suba (à Divisão Principal do Campeonato Catarinense) e quem sabe até conquiste uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro”, acrescenta.

Neste domingo, o Leão encara o Camboriú, pela Divisão Especial do Campeonato Catarinense. O técnico deve usar o esquema 4-4-2. O jogo será às 15h30min, no Estádio Roberto Santos Garcia, em Camboriú.

A região exige!

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Amanda Menger e Zahyra Mattar
Tubarão

Imagine a Amurel daqui a alguns anos? Com certeza, será muito diferente de hoje. A expectativa é que as obras de infraestrutura tragam um desenvolvimento econômico e social nunca visto antes. Se hoje há apenas a BR-101 em pista simples, e os portos de Imbituba e Laguna operando com dificuldades, para os próximos anos o cenário será outro. A duplicação da rodovia se tornará realidade em breve, assim como o Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna.

Além disso, os portos ampliarão a capacidade de embarque e desembarque. Com a Ferrovia Litorânea, o ramal sul, operado pela Ferrovia Tereza Cristina, deixará o ostracismo e estará ligado às demais ferrovias, com acesso facilitado aos portos. Durante a execução das obras, há geração de empregos e, com o término, devem ser criados mais postos de trabalho. Isso porque novos empreendimentos são atraídos em decorrência da estrutura oferecida, ainda mais com a criação ou ampliação dos distritos industriais.

A pavimentação de outras rodovias possibilitará a criação de roteiros turísticos que integrem a região serrana e litorânea. Com a efetivação da Arena Multiuso, oferta-se também espaço para o esporte e a cultura. A preocupação com os problemas trazidos pelo crescimento não pode ser esquecida. Daí a importância de um novo Presídio Regional, e ainda investimentos em saúde e educação, como prevenção à violência. Para isso, é necessária uma grande dose de pressão popular.

Estrada do Camacho: Obra está (quase) pronta

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Zahyra Mattar
Tubarão

Faltam 1,4 quilômetro para, enfim, o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), e o gerente de infraestrutura, engenheiro Léo Goularte, pronunciarem a frase já ensaiada: “Acabou. As obras de pavimentação da estrada do Camacho terminaram”. O prazo estipulado pela SDR à Saibrita terminou nesta sexta-feira.

O secretário e o gerente aproveitaram a reunião do conselho de desenvolvimento regional, ocorrida em Jaguaruna, para vistoria a finalização das obras de asfaltamento dos 19 quilômetros da estrada que liga o centro da cidade ao Balneário Camacho. “O trânsito está liberado em toda a extensão (da estrada). A parte em que falta asfalto ficou para a próxima semana porque não vale a pena fazer 200 metros aqui e 100 metros ali. Mas podemos considerar que tudo está finalizado. O que falta são pequenos detalhes”, avalia Léo.

Também na sexta, a Saibrita iniciou a demarcação para terminar a sinalização horizontal. A ponte da barra está pronta e as cabeceiras demarcadas para execução dos aterros e colocação de base para pavimentação asfáltica. Ao todo, três trechos precisam ser pavimentados: 500 metros na área urbana; 400 metros em Morro Bonito; 300 nas cabeceiras do bueiro triplo do Riachinho e mais 100 metros nas cabeceiras da ponte sobre a barra do Camacho.

A inauguração está mantida para 15 de setembro, como já anunciado, por conta da agenda do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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O planeta Vênus ingressa no setor astrológico relacionado ao lar, à família e ao sentimento de pertencer. Ativa o desejo de comungar com os entes queridos, lembrando o poder desta união, que é a base para que se sinta seguro e amado.

Touro ( 20/04 a 20/05)
O novo movimento de Vênus favorece os contatos, a comunicação, a percepção da beleza e do sentimento que evocam as pessoas e as coisas. Falamos com mais doçura, compreendemos sem serem necessárias palavras.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Favorecimento financeiro e para assuntos relativos a imóveis, família e sentimentos. Valores emocionais se tornam mais importantes. Uma coisa vale pela emoção que desperta. Uma pessoa é muito mais do que possui.

Câncer (22/06 a 22/07)
O planeta símbolo do amor, dos valores pessoais e dos relacionamentos, Vênus, passa a atuar em seu signo. Ressalta o poder de atração dos cancerianos, que está além da beleza física e se expressa na sensibilidade.

Leão (23/07 a 22/08)
O sentimento ganha contornos místicos e envolve não somente o afeto por alguém, mas a sensação de estar conectado com o universo. Mas, em alguns leoninos, o sentimento pode assumir um tom saudosista ou melancólico.

Virgem (23/08 a 22/09)
O poder nutridor das amizades pode auxiliar os virginianos a compreenderem que o afeto é mais importante do que a crítica. Que a união aplaca diferenças e que há amor para todos.

Libra (23/09 a 22/10)
Vênus passa a atuar no alto do céu libriano, símbolo de proteção para os assuntos profissionais e emocionais. Simbolo também do desejo de fazer o que você gosta, gerando satisfação, valorização e recursos.

Escorpião (23/10 a 21/11)
A presença do planeta Vênus num signo de elemento água indica a prevalência do sentimento, das reações emocionais sensíveis, de um afeto que capta sutilezas e exprime ideais e sonhos.

Sagitário (22/11 a 21/12)
A passagem de Vênus pelo signo de Câncer auxilia os sagitarianos a passarem pelas transformações, por este verdadeiro redemoinho que está a sua vida, mas que objetiva o crescimento emocional.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
No signo de energia complementar à sua passa a atuar Vênus, indicando a importância de conciliação, harmonia e afeto nos relacionamentos. Os vínculos familiares são a base de sua ligação com as pessoas.

Aquário (20/01 a 18/02)
Pense na saúde como um bem precioso a zelar, que depende não exclusivamente do físico, mas principalmente das emoções, dos vínculos, dos relacionamentos. Cada vez mais se revela a importância das emoções.

Peixes (19/02 a 20/03)
O planeta do amor está no caminho pisciano. Vênus Afrodite no signo irmão de Câncer, indicando o desejo pisciano por ternura, afeto, sensibilidade. Um amor romântico, mas que não seja infantil. Um amor que nutre.

Educai as crianças e não será preciso castigar os homens!

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A o refletir sobre essa “famosa” frase de Pitágoras, fiquei pensando o quanto as coisas seriam melhores em nosso país se os responsáveis pela educação entendessem que o futuro de uma nação passa por ela. É triste ver a realidade de alguns alunos que têm que estudar em salas de aula depredadas e caindo aos pedaços, como vi certa vez numa reportagem em que uma professora improvisou a aula debaixo de uma árvore, crianças sendo transportadas em caminhões sem o mínimo de segurança. Isso sem contar os baixos salários pagos aos professores da rede pública.

É na sala de aula que se formam os profissionais do futuro, os médicos, os engenheiros e todas as mais demais profissões, mas, além disso, uma educação de qualidade também deve formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, para que continuem a construir o futuro que desejam para si e para as gerações futuras. Se é verdade como alguém já disse que o melhor modo de prever o futuro é criá-lo, então de braços cruzados não há garantia de futuro promissor para ninguém.

Porém, deve-se frisar que é preciso que os profissionais da educação sejam bem remunerados, trabalhem com vontade não só de formar profissionais, mas formar uma sociedade com sendo crítico, exigindo leis que garantam uma vida digna para seus membros. Não basta apenas sermos máquinas de trabalhar, conhecer as partículas de um átomo, por exemplo, é preciso conhecer quais são os rumos que devemos tomar dia a dia, conhecer quais os sonhos que uma nação busca e fazer da vida não apenas uma passagem por este planeta, mas uma constante caminhada a ser seguida pelos próximos que virão.

Para isso, é preciso que se criem políticas públicas que fortaleçam a educação, para que seja sempre vista como uma prioridade, e jamais possa faltar-lhe ferramentas a fim de que ela desempenhe seu papel frente à sociedade. Claro que há um longo caminho a ser seguido, mas alguma coisa já está mudando, como programas tipo Prouni, Bolsa Família, porém, tem muito que melhorar. Lembro-me de um professor que dizia que alguns políticos têm pavor de professores, pois eles podem construir uma sociedade com membros que não se calem diante de suas dificuldades, mas que vão em busca de seus direitos.

Como sinto falta dos caras pintadas indo nas ruas exigindo a saída do ex-presidente Fernando Collor, de pessoas corajosas como Dom Hélder Câmara denunciando as injustiças sociais, daquelas músicas que batiam de frente contra a repressão ao povo e motivam todos a não calarem a voz.
Outro dia, vi num programa um deputado que não cheguei a descobrir de qual estado era, nem se era federal ou estadual, mas o cidadão, ao ser questionado sobre a situação das cadeias no Brasil, quando a apresentadora disse que os presos são simplesmente “socados” dentro de uma cela, ele disse que era melhor eles estarem socados do que cometendo crimes na rua.

Com certeza, esse deputado desconhece a frase de Pitágoras, pois não entende que é melhor investir no ser humano enquanto ele está formando sua personalidade, para que se tenha oportunidade de vida, torne-se um profissional e tenha um emprego digno para manter sua família e assim não cair na marginalidade. Claro que um criminoso tem que pagar pelo seu delito, mas, se não fizer um trabalho digamos de prevenção, não vai adiantar depois querer colocar pena de morte ou diminuir a maioridade penal.

Lembro das palavras de um bispo que dizia que, quando a água que abastece uma cidade estiver contaminada, em vez de se colocar filtros nas torneiras, é melhor purificar a fonte, o trabalho será completo e eficiente. Por isso, é preciso mais do nunca investir em educação de qualidade, para que, além de formar bons profissionais, sejam formados também brasileiros conscientes de que o futuro se constrói trabalhando, preparando sempre um país melhor para as próximas gerações.
Vamos levantar a bandeira da educação, exigir de nossos representantes que sejam criadas políticas que visem sempre melhorar o ensino nesse país, pois pensar como esse deputado que é melhor socar o presos nas cadeias do Brasil que não recuperam ninguém para resolver o problema da criminalidade é querer dar solução fácil para um problema difícil.

Queremos, sim, dando ênfase à frase de Pitágoras, educar nossas crianças hoje para que no futuro elas tornem-se pessoas de bem, e não seja preciso castigá-las por cometerem delitos devido muitas vezes à falta de oportunidade.

Suinocultura

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Uma comitiva de suinocultores, representantes de associações e sindicatos de Braço do Norte reuniram-se com o secretário estadual de agricultura, Antonio Ceron, em São Martinho, para solicitar maior empenho do governo em busca de uma saída para o momento desfavorável do setor na região. O Vale do Braço do Norte concentra 45% dos produtores independentes e é responsável por 18% da produção do estado.

Os altos e baixos que afetam o setor há mais de uma década não podem ser comparados com os problemas ocorridos no último ano. A situação é considerada a pior de todos os tempos. O reflexo disso é a diminuição no consumo, no preço e na produção dos suinocultores independentes, que passaram a optar pela integração às grandes agroindústrias.

Paralelamente, o equívoco de registrar influenza A como gripe suína gerou reflexos negativos e afetou ainda mais o consumo de carne. O preço do quilo, que já chegou a patamares acima dos R$ 3,00, hoje não passa de R$ 1,70. O prejuízo é de R$ 0,45 ao produtor.

Na tentativa de sensibilizar o estado para a situação caótica, o secretário de agricultura e meio ambiente da prefeitura de Braço do Norte e presidente regional da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel, apresentou alguns produtos adquiridos em diversos mercados do estado. “O cidadão paga caro para consumir e o produtor paga mais ainda para trabalhar. Esta é a realidade hoje”, expôs.

Entre as reivindicações da categoria, está a interferência do governo para que seja taxado um preço mínimo do quilo do suíno retirado da granja. Reuniões com os principais frigoríficos do estado, associações dos supermercadistas e de produtores integram a pauta.

Secretário afirma que discussões
serão retomadas ainda neste mês

As reivindicações feitas pelos produtores rurais do Vale do Braço do Norte ao secretário estadual de agricultura, Antonio Ceron, serão levadas adiante. A promessa é do próprio secretário. Ele anunciou que na próxima semana, juntamente com uma comitiva da região, irá reunir-se na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para tentar aumentar o repasse e diminuir o preço do milho, o principal insumo utilizado pela categoria. Também na próxima semana, Ceron agendou um encontro com o Sindicarne para expor algumas observações.

“Não é o momento de procurar o confronto com as agroindústrias, e sim de levar ao conhecimento das empresas a realidade apresentada na região do Vale”, analisa o secretário. Ceron admite que o setor vive situação delicada, mas pondera que são as grandes empresas as responsáveis por ditar as leis de mercado. O secretário acredita que somente a busca de novos mercados podem alterar o curso da crise no setor.

Acidentes de trânsito: Número de casos diminui em Tubarão

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Amanda Menger
Tubarão

O trânsito de Tubarão pode ser considerado um dos mais complicados do estado. Não é para menos, são mais de 62 mil veículos distribuídos por ruas estreitas e algumas pontes que ligam as duas margens do Rio Tubarão. Dados da Guarda Municipal apontam uma redução no número de acidentes com danos materiais no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Foram 422 acidentes em 2008 e, neste ano, 342, ou seja, 80 acidentes a menos, uma redução de 19%. Mesmo assim, o número ainda é alto, e pode ser reduzindo se os condutores obedecerem a sinalização e a legislação de trânsito”, afirma o diretor da GMT, Adailton do Livramento.

Um dos diferenciais do registro das ocorrências atendidas pela GMT é a localização dos pontos exatos. “Na rua Conselheiro Mafra (atrás da Catedral em direção ao Fórum), ocorrem vários acidentes, mas esta via tem diversos cruzamentos. O nosso sistema registrará o ponto em que ocorreu o caso para que possamos depois saber onde agir, desenvolver comandos de trânsito ou mesmo melhorar a sinalização, se for o caso”, observa Adailton. O sistema está em desenvolvimento e será finalizado nos próximos meses.
Além do atendimento aos acidentes, os guardas municipais atuam na fiscalização do trânsito. Entre as principais infrações cometidas pelos motoristas, está o desrespeito à parada obrigatória do sinal vermelho; dirigir falando ao telefone celular; estacionar em desacordo com a sinalização; não uso do cinto de segurança e do capacete com viseira ou óculos de proteção por parte dos motociclistas (confira no gráfico as penalidades previstas para estas infrações).

Principais infrações
• Avançar o sinal vermelho do semáforo: infração gravíssima (sete pontos) e multa de R$ 191,54.
• Não usar cinto de segurança (condutor e passageiros): infração grave (cinco pontos), multa de R$ 127,69 e retenção do veículo.
• Dirigir veículo utilizando-se de telefone celular: infração média (quatro pontos), multa de R$ 85,13.

• Motociclistas sem capacete com viseira ou óculos de proteção: infração gravíssima (sete pontos), multa de R$ 191,54 e suspensão da CNH.
• Estacionamento em desacordo com a sinalização: infração leve (três pontos), multa de R$ 53,20 e remoção.

Nova gripe:

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Zahyra Mattar
Tubarão

Dois casos suspeitos de contaminação pelo vírus da nova gripe, o A (H1N1), na Amurel, foram descartados nesta sexta-feira. O primeiro trata-se do único caso registrado em São Ludgero, ainda em junho. Conforme os resultados dos exames, a pessoa não teve a influenza A e sim a gripe comum.

O outro caso trata-se do homem de 34 anos, de Tubarão, que está internado na UTI do Hospital Socimed desde o último fim de semana. Por conta da demora nos resultados feitos em laboratórios credenciados pelo Ministério da Saúde, a família optou pelo exame particular. A coleta foi feita pelo Laboratório Santa Catarina e o resultado levou apenas um dia para sair: negativo para a nova gripe.

Ele trabalha na cultura do arroz e não teve contato com ninguém com sintomas gripais. Apesar de ter apresentado uma melhora na sexta, o estado de saúde do tubaronense é grave. Ele tem pneumonia dupla e está entubado. Como as autoridades da saúde não “reconhecem” os exames feitos em clínicas e laboratórios particulares, o caso dele ainda é contabilizado entre os suspeitos de terem a nova influenza.

Ainda com o dois descartes, o número de casos suspeitos em Tubarão aumentou de 41 quinta para 43 sexta. Em Capivari, um novo caso suspeito foi diagnosticado. O paciente está internado na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, onde outras duas pessoas também estão. Agora, 57 pessoas são suspeitas de terem os sintomas da nova gripe na Amurel. Três morreram. Desde o começo da pandemia, em maio, apenas um foi confirmado: em uma mulher de Tubarão.

“Neste momento, é impossível ajudar o aeroporto”

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Amanda Menger
Laguna

Notisul – Como está a situação política em Laguna? O relacionamento entre o executivo e o legislativo?
Deivysonn
– Todos sabem, eu nunca neguei, que o prefeito Célio Antônio (PT) contribuiu para a minha eleição como presidente da câmara. Eu tive voto dos vereadores do PT e do PP, que faziam parte da coligação do prefeito. Fica evidente que eu tenho uma boa relação com o prefeito. Dentro do plenário, não sou nem oposição nem executivo. Eu procuro me manter imparcial, dando voz para que a oposição possa dar o seu ponto de vista e também priorizando as iniciativas do executivo.

Notisul – Como está a municipalização do porto?
Deivysonn
– A municipalização foi tema de muitos debates dentro da câmara de vereadores. Eu e o vereador Ronaldo Siqueira Kfouri – primeiro secretário da câmara -, a convite do prefeito Célio Antônio, estivemos em Itajaí, visitando o modelo deles, que é municipalizado. Para Itajaí, a municipalização foi muito boa. Mas a realidade deles é muito diferente de Laguna. Itajaí tem movimentação de contêiner, porto pesqueiro e porto privado com a movimentação de contêiner também. O nosso é só pesqueiro. Apesar da dinâmica ser a mesma, de municipalização, não dá para ter uma ideia ainda se será bom ou não. Fora isso, eu coloquei em uma sessão, até porque os vereadores estavam preocupados em municipalizar agora, que o processo todo em Itajaí levou oito anos. Esse não é um processo que ocorreu da noite para o dia. Tem uma série de coisas que precisa ser vista, como acordo com os sindicatos. Tem que respeitar a questão dos funcionários que lá estão, das empresas que já exploram os galpões. É uma questão muito complexa, tem que se respeitar os interesses e não passar por cima de ninguém.

Notisul – Há uma conotação política nessa municipalização? Chegou-se a dizer que o porto era cabide de emprego…
Deivysonn
– Eu não vejo o porto como um cabide de emprego. Tem quatro cargos comissionados, e acho isso normal. Um deles é o assessor jurídico, tem o administrador, o administrativo e o engenheiro. Seria anormal se tivéssemos lá 15, 20 cargos.

Notisul – Qual a importância do porto? Municipalizar pode melhorar a questão dos investimentos?
Deivysonn
– A grande sacada do nosso porto é a retificação dos molhes. Nos últimos anos, o governo federal investiu cerca de R$ 40 milhões. O projeto original previa um calado de nove metros. Para se ter uma ideia, há uns 15 dias, o deputado Edinho Bez (PMDB) ligou para o ministro de portos, Pedro Britto, para saber como estava o processo, a execução da obra, e ele disse: ‘Deputado, estamos só esperando as lideranças locais nos avisarem para irmos inaugurar a obra’. Aí eu perguntei: ‘Vamos inaugurar o quê?’. Nós acionamos o procurador da república em Tubarão, Celso Três, ele já se reuniu com três vereadores e nós combinamos que em meados de agosto faremos uma audiência nos moldes da que fizemos com a SC-100, a Interpraias. Vai interpelar todos os envolvidos, quem atestou o fim desta obra, porque previa nove metros de calado e hoje não tem 2,5 metros. Só para ter uma ideia, uma embarcação de fora, que não conhece a entrada da barra, não consegue entrar no porto. Está pior do que antes. Queremos entender como se gasta R$ 40 milhões e se deixa a coisa pior. Abrir a barra e fazer a retificação, é isso que salvará o porto. Porque você tem a possibilidade de receber embarcações maiores, e até os transatlânticos de turismo, claro que isso é preciso investimentos e trabalho. Colocaram o dinheiro e a situação ficou ainda pior. Celso Três já disse que fará contato com a Agência Nacional dos Transportes Aquáticos (Antaq), responsável pelo projeto, e assim localizar o engenheiro que disse que a obra estava pronta. A gente espera que o consórcio que fez a obra realmente deixe o calado com nove metros. Só assim vamos viabilizar o porto.

Notisul – Você falou da SC-100. Finalmente, o licenciamento foi autorizado pelo Instituto Chico Mendes. Agora, faltam as licenças com a Fatma. O que você pensa a respeito dessa discussão sobre a pavimentação não ser feita com asfalto, e sim com outros materiais, como lajotas, por exemplo?
Deivysonn
– Primeiro, eu queria enaltecer as lideranças comunitárias da região da Ilha. Eles é que iniciaram isso tudo, nós conseguimos fazer uma audiência pública na câmara, trouxemos vários deputados federais, estaduais, lideranças expressivas da região, e conseguimos envolver o Instituto Chico Mendes para liberar a licença. Eles ficaram com esta documentação por volta de dois anos e só depois que fizemos a audiência pública a questão ganhou ritmo. Com relação à Fatma, acredito que o processo seja rápido. Já mantive contato com a deputada Ada de Lucca (PMDB), com o deputado Genésio Goulart (PMDB) e com o deputado Edinho no sentido de marcar uma audiência com o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Eu acho que tem que esquecer esse negócio da APA da Baleia Franca dar pitaco se é com paralelepípedo. Tem que ser asfalto. Na licença vinda do Instituto Chico Mendes, vem que “preferencialmente”, e não que “tem que ser”, que se use materiais que não causem impacto no meio ambiente. Então, o que tenho dito às lideranças é que esqueçam a APA e o Instituto Chico Mendes, o que eles tinham que fazer já fizeram. Agora, é seguir o processo. Conseguir as licenças da Fatma e já marcar uma audiência com o governador. Na última vez que ele esteve em Laguna, queriam fazer um movimento dizendo que não tinha dinheiro para a obra e LHS foi bem enfático: ‘Eu não estou brincando, eu tenho dinheiro para esta obra’. Eu penso que, tendo a licença da Fatma, temos que fazer uma audiência com o governador e solicitar que ele deflagre o processo licitatório.

Notisul – Outra mobilização que você tem se envolvido bastante é relativa ao Aeroporto Regional de Jaguaruna. Laguna ainda não faz parte do Consórcio Intermunicipal de Desapropriação. Os vereadores aprovarão a autorização de participação? O prefeito disse ao Notisul que já enviou o projeto para a câmara…
Deivysonn
– Às vezes, é preciso ter coragem de dizer a verdade. Primeiro, Laguna não assinou na época que foi feito o consórcio. O prefeito Adílcio Cadorin não assinou a participação. A gente entende que a obra é regional e que Laguna não pode ficar fora. O que ocorre é que nós temos dois vereadores radicalmente contra. Outros, e é o meu caso, acham que este não é o melhor momento. Nos seis primeiros meses, nós tivemos uma perda de arrecadação de R$ 1,45 milhões só com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Se isso continuar até o fim do ano, teremos perdido R$ 3 milhões. Estamos à beira de atrasar o salário de funcionário municipal. Aí eu pergunto: de onde nós vamos tirar o dinheiro para o consórcio? Na última reunião dos presidentes de câmaras, o presidente de Jaguaruna levantou a questão e meio que quis me cobrar essa situação. Eu sempre tenho colocado a situação do município. Estamos passando por um momento difícil. Além disso, o prefeito não mandou o projeto para a câmara. Ele só mandou o projeto na outra legislatura e foi rejeitado. Nesta, ele não mandou o projeto. Eu acredito que neste momento é impossível a nossa participação. O presidente da câmara de Jaguaruna chegou a sugerir que parcelássemos, aí eu disse que não adiantava parcelar e não pagar. Dê mais um tempo, deixe a situação melhorar, a prefeitura retomar este déficit que está tendo.

Notisul – Mas vocês não estão conseguindo manter as contas da câmara em dia? E as diárias terão redução, como chegou a ser sugerido?
Deivysonn
– A câmara tem o seu duodécimo, o seu repasse assegurado. Isso é uma lei federal. Apesar de que, nos últimos dois meses, a prefeitura, e isso é normal para a situação que vivemos, tem atrasado o repasse. Mas nós temos feito devoluções para contribuir com o hospital e a Apae, que perdeu um repasse federal de R$ 18 mil. Há 30 dias, acabou a reserva financeira que eles tinham para pagar os técnicos. Eles estão sem receber esse dinheiro desde janeiro porque mudou a sistemática do Ministério da Saúde. Esse dinheiro vinha do ministério para a secretaria estadual de saúde, em convênio com o município. A Apae emite todos os meses o relatório de despesas e eles usaram a reserva financeira de janeiro até agora para manter a casa em ordem. A câmara, em agosto, vai devolver alguma coisa para ajudar a Apae. Sobre as diárias, nós vamos discutir isso em agosto também. A câmara fez o recesso agora em julho e nós combinamos que, na reunião mensal, quando tratamos de assuntos pontuais como as obras de infraestrutura e porto, uma das questões a abordar é a das diárias. Só que tem que estar os dez vereadores. Porque tem dia que estão oito, nove vereadores. Eu quero que estejam os dez, para que todos discutam isso. É bom que se diga, esse valor não foi aprovado na minha presidência.

Notisul – Qual é o valor das diárias hoje?
Deivysonn
– Dentro do estado, R$ 320,00; e fora, R$ 720,00. Não temos motorista e nem carro à disposição da câmara. Outra coisa, não se dá diária de qualquer jeito. Quando há uma convocação, uma audiência com o governador, por exemplo, é natural emitir uma diária. Pede-se um parecer jurídico, tem dotação orçamentária, libera-se. No caso da Marcha dos Prefeitos a Brasília, eu não liberei nenhum vereador. Eu também não fui. Para fora do estado, não foi nenhuma este ano. Dentro, sim, para cursos, convocações. Um curso, por exemplo, precisa ser algo importante, que tenha embasamento. E tudo com parecer jurídico.

Notisul – E como vocês fazem o controle dessa questão dos cursos?
Deivysonn
– Primeiro, eu não tenho como sair de Laguna e ir fiscalizar o vereador. Isso fica na consciência de cada um. Eu não tenho esse mecanismo para ficar lá policiando. Todos os vereadores têm que apresentar o certificado, fazer um relatório e a prestação de contas. É bom frisar que eles só fazem o curso se tiver convocação, parecer jurídico e tiver dotação orçamentária. Outra coisa, no meu caso, a cada dois meses, eu participo do Conselho de Desenvolvimento Regional da secretaria regional de Laguna. A última vez foi em Paulo Lopes. Como presidente da câmara, eu tenho assento no conselho, eu pego uma diária para ir lá, é normal, eu perco o dia para ir lá representar Laguna. Cabe, é legal eu pegar uma diária. Tem parecer jurídico que assegura isso. Como eu comprovo isso, tem a lista de presença, a ata que eu assino e ainda faço um relatório com o que foi tratado na reunião.

Notisul – E como está o seu relacionamento com o secretário Mauro Candemil (PMDB) e com o governo do estado?
Deivysonn
– Falando de Laguna e na pessoa do governador, a relação é boa. O governador tem sido muito generoso com Laguna, que deu a ele a quarta ou a quinta melhor performance eleitoral no primeiro e segundo turno de 2006. Nós tivemos o asfaltamento da comunidade de Santiago até Pescaria Brava, estão calçando de Pescaria Brava até Siqueiro. O ginásio de esportes Bertoldo Werner está em reformas e será reequipado. Praticamente todas as escolas foram reformadas. Temos apoio incondicional do governo em A República em Laguna e Carnaval. Na questão da SC-100, não tenho dúvidas que o governo irá ajudar. Temos agora o Ferryboat, o lado de Laguna, que já está pronto, falta finalizar o lado de Imaruí, e isso está em vias de ocorrer. Na área da segurança pública, deve ser inaugurado um posto da Polícia Militar no Farol de Santa Marta, novinho, equipado, e receberemos três viaturas novas em agosto. O IGP também foi conquista do município, que não depende mais de Tubarão. Funcionou meio capenga até dois meses atrás, mas agora tem médico exclusivo do IML de Laguna.

Notisul – Laguna foi um dos municípios que mais sentiu a crise econômica no aspecto da geração de empregos. O que é possível fazer para reverter esse quadro e de que forma a câmara de vereadores pode auxiliar?
Deivysonn
– A carcinicultura estava em pleno desenvolvimento há uns três, quatro anos e gerava, entre diretos e indiretos, em torno de 1,5 mil empregos. Aí todo mundo sabe, veio a mancha branca e afetou a economia do município, porque estes empregos deixaram de existir, além do dinheiro que circulava na cidade e também do que foi investido nesta atividade. E hoje, se a prefeitura vai mal, o comércio também sente isso. Sábado, eu participei de um programa de rádio e disse que via com muito otimismo o futuro. Um dos motivos: a ponte da travessia do canal de Laranjeiras, na BR-101. O orçamento é de R$ 400 milhões e só de ISS para a prefeitura renderá em torno de R$ 20 milhões, fora os empregos que irá gerar. Segundo, a duplicação da 101, quando estiver pronta, possibilitará novos investimentos. E terceiro, na câmara, nós aprovamos a lei fundiária que autoriza o prefeito a leiloar as terras que foram dadas em pagamento, porque alguns grupos deviam muito para a prefeitura e, em vez de pagar com dinheiro, deram terras, e autorizamos o prefeito a vender esses lotes para sanear as contas da prefeitura. Isso tudo fará com que a economia gire e impacte na questão do emprego, na qualidade de vida. Essas iniciativas me deixam otimistas. Estamos passando por um momento difícil, mas vejo que até o fim do ano tem muita coisa para ocorrer. Tem tudo para melhorar e Laguna voltar a crescer e recuperar os empregos perdidos.

Notisul – Sobre o Hospital Regional da Amurel, você é favorável à construção?
Deivysonn
– É bom explicar como surgiu essa conversa do Hospital Regional. Nós tivemos a primeira reunião dos presidentes de câmaras em Tubarão, organizada pelo presidente da câmara de Tubarão, João Fernandes (PSDB). Nós não sabíamos qual era a pauta da reunião. Umas duas semanas antes, eu conversei por telefone com João e com o presidente da câmara de Imbituba, Christiano Lopes (DEM), e decidimos nos reunir, para discutir os problemas de cada município. Fomos pegos de surpresa aqui quando João levantou a questão do hospital. Eu não entendo de saúde, apenas escutei. Em Imbituba, o presidente da câmara de Braço do Norte levou a administradora do Hospital Santa Teresinha e eles fizeram as suas colocações e mostraram qual era a real necessidade da saúde na região. Na visão deles, o que é preciso é reequipar e recuperar os hospitais municipais. Em Laguna, na terceira reunião, nós convidamos o pessoal do hospital Senhor Bom Jesus dos Passos, e eles comungam do mesmo pensamento, e eu, como lagunense, não posso ser contra o sentimento do povo, que é de reaparelhar e recuperar as finanças do hospital local. Esse Hospital Regional, se não me engano, irá demandar um investimento de R$ 60 milhões para fazer e aparelhar. Com 5% disso, nós sanamos o problema do déficit financeiro do hospital de Laguna e ainda reequipamos e damos saúde financeira. Com 15% deste valor, nós acertamos a vida do hospital de Laguna, Imbituba, Imaruí e Braço do Norte. Não é uma visão contra a iniciativa do João, mas é o meu ponto de vista, e nós vivemos em uma democracia. Eu respeito a posição e a iniciativa dele. Mas o sentimento do povo de Laguna é de sanear, melhorar e reaparelhar o nosso hospital.

Notisul – A respeito da entrada dos vereadores na Amurel, como estão as discussões?
Deivysonn
– Nós tivemos um almoço em Laguna. Participamos eu, João, Cristiano, mais os presidentes das câmaras de Capivari, Jaguaruna, Rio Fortuna. Os presidentes de Armazém e de Imaruí me ligaram e deram pleno apoio ao que decidíssemos. A ideia do prefeito de Imbituba e presidente da Amurel, José Roberto Martins (PSDB), o Beto, é que nós participássemos e tivéssemos direito a voto apenas quando o prefeito não estiver presente. Se é para contribuirmos e justificar a participação das câmaras financeiramente, eu não acho justo. Nós combinamos que vamos deixar os prefeitos reunirem-se para deliberar sobre a nossa entrada ou não na Amurel, e depois nós vamos reivindicar o direito a voto e aí vamos discutir a proposta financeira e a contrapartida da Amurel.

Notisul – Pescaria Brava tem condições de se emancipar de Laguna?
Deivysonn
– Tem e vou explicar por quê. Tem muitas pessoas que pensam como o município irá sobreviver. O FPM é feito em cima do número de habitantes e Pescaria emancipada teria em torno de 14 mil habitantes. Ficaríamos em 1.8 ou 2.0 e isso daria em torno de R$ 400 mil. Fora isso, teria algo de ICMS, algum incremento de IPTU e ISS. Hoje, nas 14 comunidades que a Pescaria tem, a prefeitura não investe R$ 100 mil. Eu pergunto: passar de R$ 100 mil para R$ 700 mil é bom ou não? E tem outra, é bom também para Laguna. O município perderá em torno de R$ 70 mil de arrecadação, mas não precisará se preocupar com 120 quilômetros de área. E Pescaria passará a ter o seus próprios recursos, que já serão bem maiores do que recebe hoje. Se o município tiver um bom administrador, a região poderá crescer.