domingo, 21 junho , 2026
Início Site Página 10192

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

0

Áries (21/03 a 19/04)
As ações devem ter foco, para que não se dispersem ao vento. Você pode ter muitas idéias, mas a questão é como operacionalizá-las. Encontra algumas resistências, que servem para que aprimore as atitudes e seja mais flexível.

Touro ( 20/04 a 20/05)
Com Vênus em Câncer e a Lua em Peixes, você percebe os sentimentos com mais intensidade. Quer aconchego, proteção, uma conversa íntima ou uma comunicação que mesmo sem palavras diga tudo.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Mercúrio, o regente geminiano, faz aspecto com Vênus, simbolizando o encontro entre a mente e o coração, a expressão do que sentimos, o diálogo sobre o afeto. Sobre as escolhas, os valores, o que consideramos importante.

Câncer (22/06 a 22/07)
Os dois planetas que simbolizam a energia feminina do afeto e da sensibilidade, Lua e Vênus, estão posicionados em signos de elemento água, sinalizando o tom emotivo do atual momento. A percepção de que somos uma grande família.

Leão (23/07 a 22/08)
Você está agora redescobrindo o significado de amor, de família, de tudo o que lhe nutre emocionalmente e faz com que irradie a energia tão amorosa que possui. Se nasceu em Leão, é para que aprenda o significado do verbo amar.

Virgem (23/08 a 22/09)
Mercúrio em seu signo sinaliza a mente perspicaz, a habilidade de perceber o que precisa ser melhor analisado. Mas a compreensão não se faz apenas pela mente racional. É quando integramos coração e mente que alcançamos a verdadeira compreensão.

Libra (23/09 a 22/10)
Trabalho não é apenas cumprir tarefas ou ter meios de subsistência material. É uma forma de utilizar os seus talentos, aprimorar dons, e colocar o coração no que faz. Somente assim é que você se sente verdadeiramente realizado.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Um dia com forte energia emocional, sintonizada com a alma escorpiana fascinada pelos mistérios da vida, e dentre eles a emoção, o sentimento, aquilo que embora pareça tão abstrato, tem vida, tem corpo.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Os sagitarianos parecem estar à procura de um lar, simbolizando o seu desejo de se sentirem aconchegados, acolhidos e amados. Mas isso não deve ser esperado dos outros, mas partir de si.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Busque o entendimento, perceba o que une, e não o que separa, capricorniano. Mas isso não significa ficar preso a carências ou comportamentos passadas. Novos caminhos e sentimentos estão aí.

Aquário (20/01 a 18/02)
Valores, o grande questionamento do dia. O que você considera valioso? Perceberá que são coisas mais sutis e abstratas do que poderia supor. Sentimentos, paz de espírito, bem-estar.

Peixes (19/02 a 20/03)
A Lua está em seu signo e Vênus está em Câncer traduzindo a sintonia emocional do céu astrológico, aquele toque sensível que nos faz ver a vida com olhos mais compassivos.

História é história, preserve-a

0

A o ler os artigos de uma das páginas do Notisul de 4/08, deparei-me com uma matéria que diz o seguinte: “É parte da história”. Realmente, é parte da história; mas de uma história que infelizmente está para ser destruída num ato que virou rotina em nossa cidade.

Estou falando da casa onde morou e fez história nosso ilustre e saudoso pintor Willy Zumblick, hoje colocada à venda e que, se for concretizada, provavelmente será derrubada para dar lugar a uma construção moderna. Mas não é isso que deva acontecer e sim tombada como patrimônio histórico, para nossa cidade.
Acima, falei que fatos como este vêm acontecendo em nossa cidade; lembram-se da nossa Catedral? Até hoje, pessoas que a conheceram ainda lamentam pela falta da igreja que por longos anos foi alvo de grandes eventos da comunidade católica da região.

Aqui fica uma pergunta: se fosse hoje, aquele monumento histórico seria destruído?
Para nós, na época em que vivemos, um acontecimento de destruição desta natureza, seria taxado como desrespeito à população católica de Tubarão e região. Será que foi por falta de um terreno para construir uma nova Catedral? Acho que não. Com certeza, houve outras razões ainda não explicadas aos tubaronenses. Aos mandantes desta tragédia, que adjetivos aplicá-los, com a decisão tomada na época?

Continuando, digo mais: a belíssima casa da família Medeiros, outro monumento que deveria ser tombado como patrimônio histórico, foi vendida, segundo comentários por R$ 2 milhões, e hoje deu lugar a um estacionamento de veículos. Onde está a força do nosso poder público municipal? Gente, R$ 2 milhões são gastos por uma comitiva que vai ao exterior para analisar projetos que podem beneficiar o município, e que muitas vezes não saem do papel. Pense bem, custava investir neste patrimônio, que viria a ser algo mais aos olhares de turistas que nos visitam?

Tratando-se de história de nossos antepassados e do município, vamos preservá-los. O modernismo nem sempre atrai a população e muito menos aos olhares dos turistas.
Vejam um exemplo que o Brasil todo e o mundo admiram, Aparecida do Norte. A construção de uma grande e imponente Basílica não foi motivo para que a pequena e acanhada igreja antiga fosse alvo de derrubada, e sim para orgulho da pequena cidade, foi tombada como patrimônio histórico nacional, até hoje muito respeitada por quem a visita. Assim muitos outros, por esse Brasil afora.

A catedral metropolitana em Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, que hoje fazem parte da história e respeito do povo catarinense, são monumentos tombados que estão sendo reformados, por quê? Porque a história de um povo e de uma cidade, estado e de um país não se derruba assim, como pedras de um jogo de dominós.
Como disse na reportagem ao Notisul a neta de Willy, Andréia Zumblick: “se a prefeitura mostrasse interesse em transformar em museu, com certeza, apoiaríamos”.
Então, senhor prefeito, está em vossas mãos a canetada, que poderá transformar esta casa em museu, e com as obras do saudoso pintor lá existentes e outras.

Assim se fará justiça conservando um acervo histórico de nossa cidade, para que amanhã nossos netos e gerações futuras venham a conhecer um pouco da história de nossos antepassados e da Cidade Azul. Numa cidade que se fala tanto em incrementar o turismo, é mais uma oportunidade para reafirmar seus objetivos. Não vamos esconder e sim mostrar um pouco de nossa história.
Vamos dizer aos brasileiros que Tubarão fez e tem história.

Cigarro: Lei proíbe fumar em locais fechados

0

Tatiana Stock
Tubarão

A mesma lei aprovada na capital paulista, a fim de banir os espaços destinados a fumantes em ambientes coletivos, foi copiada e aprovada em Tubarão nesta semana. “Considero que é um mal para quem consome e um incômodo para os não fumantes”, argumenta o vereador Jefferson Brunato (PSDB), autor do projeto.
O texto foi aprovado com validade de duas votações e com disposição da redação final. Agora, caberá ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) sancionar, ou não, a lei. Ele tem 30 dias para analisar a proposta. Se aceitar, os estabelecimentos terão até 60 dias para se adequar à nova determinação. A matéria, considerada positiva para a saúde da população, será um “páreo duro” para os fumantes e proprietários de bares e casas noturnas da cidade.

O proprietário do Céu da Boca, Ivan Tournier Campelli, acredita que não será fácil controlar o vício dos frequentadores. “Tubarão é uma cidade pequena. Não é como São Paulo. Tenho dúvidas se (os fumantes) vão respeitar esta regra”, avalia Ivan. No seu estabelecimento, o uso de tabaco no horário do restaurante já é proibido. Mesmo assim, explica o proprietário, muita gente não respeita.
Entre os fumantes, também há polêmica quanto à proibição do cigarro. Despedir-se do hábito na balada não está nos planos da estudante de biologia Camila Siqueira. “Não tenho o costume de fumar toda hora, mas na ‘night’ não tem como. Vou ter que dar um jeitinho”, assume.

Alternativa
Ainda em implantação pela prefeitura de Tubarão, o programa de tabagismo busca incentivar fumantes a abandonarem o vício. Até agora, 160 cadastros foram feitos nos últimos dois meses. Destes, a maioria são mulheres acima de 40 anos. “Em virtude da estética e da menopausa, a autoestima fica um pouco baixa e a mulher passa a se preocupar mais”, considera a enfermeira e coordenadora do projeto, Rosalva Pinto Galassi.

Nova gripe: Centro de triagem será instalado em Tubarão

0

Zahyra Mattar
Tubarão

Para tentar controlar o movimento no setor de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, a prefeitura agiliza durante este fim de semana a montagem de um Centro de Triagem. A “tenda” será organizada junto à secretaria de saúde, no bairro Oficinas. O centro deverá começar a funcionar segunda-feira.
Até lá, três postos ficarão abertos durante este fim de semana para efetuar a triagem dos casos. Quando alguém com sintomas suspeito procura o serviço público municipal de saúde, o médico encaminha o paciente com uma ordem escrita ao HNSC.

Este procedimento garante maior agilidade no acesso aos medicamentos necessários – seja pela gripe comum, seja pela nova influenza – e não coloca pessoas que buscam o setor por outras emergências. Caso do tubaronense Sidnei da Silva. Por conta de uma forte cólica renal, ele precisou buscar ajuda junto a emergência do HNSC. Como o local estava cheio de pacientes com sintomas gripais, Sidnei usava uma máscara para evitar a nova gripe.

Assim como Sidnei precisou ficar horas na espera do atendimento, por conta da excessiva demanda, a comerciante Eliana cansou e resolveu buscar ajuda em outra clínica. “Desculpe, mas avalio que muitos se aproveitam. Fiquei no relento com minha filha, com 42o de febre, por mais de duas horas (nesta sexta-feira). As pessoas devem buscar ajuda no posto antes. O atendimento no posto foi perfeito. Mas no hospital desisti de esperar. Era muita gente”, explica.

O HNSC emitiu uma nota onde explica que a demanda realmente é muito além da capacidade da instituição. Atualmente, o movimento é 80% superior ao registrado habitualmente, antes da epidemia da nova gripe.

Tempo: A dica é ficar em casa neste fim de semana

0

Tatiana Stock
Tubarão

Uma nova frente fria forma-se e desloca-se para o sul catarinense entre a tarde deste sábado e a manhã de domingo. A Defesa Civil Estadual alerta para o risco de alagamentos e danificação de residências por possíveis temporais, ventos fortes e queda de granizo em direção ao litoral.

Tubarão tem problemas de alagamento em algumas áreas da cidade, mas a meteorologista da Epagri/Ciram Marilene de Lima explica que não há possibilidade de enchente. “Para isso, é necessário uma combinação com a maré alta e fortes chuvas por vários dias, entre outros fatores. Por enquanto, não há motivos para preocupação”, garante Marilene.

Ficar em casa, no quentinho, é a melhor opção para a analista de sistema Maristela Costa. “Com a baixa na temperatura, o melhor é não sair e aproveitar para ler e descansar”, sugere. Já para quem atua no comércio, o jeito será encarar o frio de qualquer. “A vontade de ficar em casa é grande”, admite a vendedora Maira Nogaredo, de Tubarão.

O setor de clima e previsão do tempo da Epagri/Ciram também alerta os profissionais da pesca. O mar estará agitado. “Pequenas e médias embarcações devem evitar sair para alto mar”, avisa a meteorologista Marilene.

Troca de acusações: “Eles chegaram batendo”, diz nômade

0

Amanda Menger
Tubarão

Volnei da Silva, 33 anos, nasceu em Tubarão e, junto com a esposa, os seis filhos e alguns outros parentes viaja de cidade em cidade. Ele está acampado próximo à rodoviária há seis meses. Para manter a família, vende quadros e outros produtos artesanais.

Segunda-feira passada, por volta das 16 horas, ele foi preso pela Guarda Municipal. No boletim de ocorrência, consta desacato a autoridade e ameaças de morte. O nômade alega que apanhou dos guardas e mostra diversos hematomas pelo corpo.
“Eu tinha bebido umas três ou quatro latinhas de cerveja e estava brigando com a minha mulher. Os guardas chegaram batendo. Estavam com uma barra de ferro e com um bastão. Tenho até uma marca da bota deles na coxa. Tenho problemas de osteoroporose e estou todo dolorido”, diz Volnei.

O artesão diz que os guardas bateram nele na frente dos filhos. “Eles me jogaram no chão e nem se importaram de tirar as crianças. Tenho seis filhos, a mais velha tem 14 anos e o mais novo 3. Me pegaram pelos cabelos e esfregaram o meu rosto no chão. Ainda estou com a marca no nariz”, conta Volnei.
O nômade foi levado pelos GMs até a Central de Polícia Civil. “Lá, eles registraram um boletim de ocorrência contra mim e disseram que eu tinha sido preso por atacar o radar. Na Central, me indicaram um advogado. Vou esperar para ver o que faremos”, afirma o artesão.

Diretor da GM rebate a denúncia

As acusações do artesão Volnei da Silva, 33 anos, de agressão por parte de guardas municipais, é vista com contrariedade pelo diretor da instituição, Adailton do Livramento. Segundo ele, o artesão ameaçou os GMs, inclusive de morte.

“Dois guardas estavam com o radar móvel na rua Padre Geraldo Spettmann e avistaram um princípio de incêndio em uma barraca. Ao se aproximarem, foram informados que era uma briga de casal e os filhos apagaram as chamas com água. Eles voltaram ao trabalho e em seguida o nômade atravessou a rua e veio na direção deles com um pedaço de pau ameaçando que iria matá-los”, afirma Adailton.
Segundo Adailton, não é a primeira vez que os GMs são ameaçados. “Outra vez, jogaram pedras no radar. Além disso, sabemos de outras reclamações sobre as atitudes dos nômades”, conta o diretor.

Os guardas chamaram reforço para conter o homem. “Foi difícil contê-lo, porque ele estava bastante nervoso. Ele foi levado à Central de Polícia Civil e foi registrado o boletim de ocorrência. No auto de prisão, constam informações sobre as queimaduras que ele já apresentava na perna”, revela Adailton.

Troca de placas custa R$ 1 milhão ao Dnit

0

Tubarão

A manutenção e a troca das placas de sinalização das rodovias federais de Santa Catarina custa aos cofres públicos R$ 1 milhão por ano. A maior parte das placas precisa ser trocada por ser ‘alvo’ de vândalos. Entre os maiores problemas, estão: pedradas, tiros, pichações e furtos.

“As placas são de aço galvanizado e são furtadas para fazerem lanternagem de caminhões e de tratores. Mas o grande foco é a venda para o ferro velho. Cada placa custa no mínimo R$ 400,00. Este é o preço daquelas redondas, indicativas de velocidade. As verdes, que indicam cidades, são bem mais caras. A película usada para refletir é produzida por apenas duas fábricas no país e isso aumenta o valor final”, observa o assessor de comunicação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Breno Maestri.

As reclamações sobre a falta de sinalização são constantes. “É que não damos conta de repor e fazer a manutenção necessária. Estamos sempre correndo atrás do prejuízo. As pessoas não se dão conta de que os valores usados para comprar as novas placas saíram do bolso deles, por meio dos impostos”, pondera o assessor.
Há poucos meses, foram trocadas 85 placas na BR-101, em Biguaçu. “Uma gangue entortava dois cantos da placa, e o outro dobrava as quatro. E quando encurva não tem como recuperar. O material que retiramos da rodovia é vendido como ferro-velho em leilões”, explica Breno.

Pesquisadores ainda não tiveram acesso ao relatório

0

Wagner da Silva
Braço do Norte

Pesquisadores de diversas áreas de universidades do sul do estado reuniram-se esta semana, em Florianópolis, para definir como será feita a análise do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) referente à exploração de fosfato em Anitápolis. Contudo, os técnicos ainda não tiveram acesso aos documentos de instalação da

Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC).
O grupo avaliará as três mil páginas do processo de Licenciamento Ambiental Prévio (LAP), emitido pela Fatma em abril. Os técnicos identificarão as inconsistências e riscos do projeto. Os dados serão então repassados aos interessados. A avaliação será usada na audiência pública em Braço do Norte. A data ainda não está marcada.
O assessor de comunicação da IFC, Marcus Aurélio de Castro, garante que a empresa cumpriu todos os passos do licenciamento ambiental e realizou as audiências públicas na quantidade e locais determinados pela Fatma.

Nova gripe: Situação crítica em Tubarão

0

Zahyra Mattar
Tubarão

A situação de Tubarão em relação à disseminação da nova gripe é preocupante. A curva de contaminação da cidade é considerada alta demais em relação a outros município. O vírus A (H1N1) está em circulação e este fato é de extrema preocupação.
Tanto que a diretora-geral da secretaria estadual de saúde, Carmen Zanotto, e o diretor da Vigilância Epidemiológica do estado, Luiz Antônio silva, vieram a Tubarão nesta sexta-feira em caráter emergencial a fim de definir quais as medidas preventivas serão adotadas daqui para frente.

Após uma longa reunião entre a equipe do estado, a gerente de saúde em Tubarão, Maria Lúcia Mattos Gomes, o secretário de desenvolvimento regional, Jairo Cascaes (DEM), o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) e o secretário de saúde, Roger Augusto Vieira e Silva, decidiu-se que as aulas nas escolas municipais, estaduais, particulares e na Unisul ficarão suspensas por tempo indeterminado.
Nas escolas do município, as aulas haviam sido suspensas já na quinta-feira, por dez dias. Agora, o prefeito Bertoncini editará um decreto, segunda-feira, a fim de ordenar o fechamento de todas as instituições por tempo indeterminado. Bailes, formaturas, cinemas, boates e qualquer outro evento que reúna muitas pessoas também serão proibidos por tempo indeterminado.

Tubarão é a primeira cidade catarinense a suspender as aulas em todas as escolas. Também foi pedido que as pessoas evitem viajar de ônibus. “É fundamental que os alunos dispensados não fiquem aglomerados em outros eventos. Daí a medida proibitiva. A intenção, com isso, não é gerar pânico, mas quebrar a transmissão da doença. A situação da cidade é bastante preocupante”, salientou Carmen Zanotto.

Tubarão agora tem 20% dos casos do estado

Segundo a Vigilância Epidemiológica do estado, o pico endêmico da nova gripe em Santa Catarina está atrasado em relação aos outros estados do sul. “Estamos entre duas e três semanas atrás em relação a proliferação da nova gripe. Isto significa que teremos muitos catarinenses doentes e temos que tomar medidas drásticas agora. Este vírus não é brincadeira”, decreta o diretor da Vigilância Epidemiológica do estado, Luiz Antônio Silva.

Ele frisou que as medidas preventivas não são apenas pela grande quantidade de casos em Tubarão (160 notificações até esta sexta-feira – 20% de todos os casos registrados em Santa Catarina), mas também uma forma de antecipar a prevenção a fim de evitar situações como a ocorrida em Curitiba, por exemplo.
A capital paranaense literalmente sitiou a cidade por dez dias: fábricas, lojas, shoppings, escolas. Tudo ficará fechado na cidade. “Este vírus não é brincadeira. As pessoas precisam estar conscientes e ajudar a prevenir. Lavar a mão com água e sabão. Tossir com um lenço frente a boca. É preciso mudar de hábito com urgência antes que o pior ocorra”, alertou Luiz Antônio.

Neste sábado, o estado editará também uma nota técnica a fim de informar quais os procedimentos em relação às 6,5 mil gestantes do estado. “É sim o maior grupo de risco em relação à nova gripe”, confirma o diretor.

A prefeitura hoje está em manutenção

0

Priscila Loch
Tubarão

Notisul – Faça um balanço destes sete meses de mandato…
Dr. Manoel
– Tenho um monte de dificuldades. Não está fácil lidar com essa queda na arrecadação. A crise do mundo chegou aqui, e não foi só uma marolinha não. A arrecadação caiu em torno de R$ 400 mil/mês. Para a prefeitura de Tubarão, é bastante significativo. Hoje, a arrecadação gira em torno de R$ 6 milhões. Só que a nossa folha bruta é R$ 4 milhões, então, é uma conta difícil de fechar. Mais o custo fixo da prefeitura. Esses R$ 400 mil é o que sobra para investimento, por isso que hoje nós estamos em uma situação de manter a prefeitura, manter o lixo, a limpeza, e mais nada. No início do ano, nós fizemos um investimento de R$ 2 milhões e pouco só na questão da recuperação das estradas, limpeza de valas, caixas coletoras. A nossa capacidade de investimento com o IPTU foi gasta na recuperação das cheias. E estamos gastando até hoje. A nossa situação hoje é de manutenção.

Notisul – Então não tem mais o que investir…
Dr. Manoel
– Até o fim do ano. O IPTU veio dentro do histórico, com inadimplência de 40%. Tem também a questão da recuperação salarial dos professores. Aumentou em torno de R$ 400 mil a folha. Nós perdemos R$ 400 mil na arrecadação e aumentamos em R$ 400 mil a nossa folha. Mas vai se levando.

Notisul – Algo que gostaria de fazer este ano que não vai dar de jeito nenhum?
Dr. Manoel
– Uma meta pessoal é o pronto atendimento 24 horas. Eu quero fazer de tudo para pelo menos começar esta obra até o fim do ano. É fundamental, está bem encaminhado, tem o recurso. Estamos tendo uma dificuldade por parte da secretaria estadual de avaliar o projeto, mas o Roger (Augusto Vieira e Silva – secretário de saúde) já está dando uma solução para isso, falta o ok da vigilância sanitária do estado. Esse é um recurso do governo federal, tem R$ 1 milhão. A nossa contrapartida é de R$ 200 mil. Depois, vamos ter que ir atrás dos equipamentos.

Notisul – Uma das questões cruciais para o desenvolvimento de Tubarão sãoas negativas. O senhor logo que assumiu resolveu em nível estadual. Como é que está a situação federal, existe mais alguma pendência?
Dr. Manoel
– Nós temos três pendências. INSS, que todos os nossos documentos mostram que a prefeitura pagou um valor que está sendo questionado. Estamos na justiça, tentando provar que está pago. Tem uma do PIS, mas também é um valor pequeno, que a nossa contabilidade demonstra que também está pago, é um erro apenas de avaliação. Mesmo assim, se não se chegar a esta conclusão, vale a pena pagar para ter a negativa. E tem uma com o Dnit, em relação à prestação de contas do galpão da ferrovia. Todas essas pendências são federais, estaduais não tem mais nenhuma.

Notisul – A do Dnit a prefeitura conseguiu uma liminar provisória para ter as negativas…
Dr. Manoel
– É, nós vamos ter que pedir para prorrogar. O prazo era de 60 dias e já está vencendo. Mas acredito que logo solucionaremos.

Notisul – Essas negativas dizem respeito à retirada dos trilhos para a abertura da avenida Marcolino Martins Cabral. Como está este processo?
Dr. Manoel
– Está em uma avaliação de encontro de contas. Existe um questionamento no Dnit em relação aos valores e ao que foi feito de obra. Estamos fazendo a defesa de acordo com aquilo com que nós encontramos e eles questionam.

Notisul – E o que o senhor acha que deu errado? Fala-se em má aplicação dos recursos…
Dr. Manoel
– Na verdade, foi prestação de contas. Esse projeto iniciou no fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, e foi feito meio às pressas. Aí o Dnit mudou, entrou o PT e, para fazer as adaptações com as novas regras, teve que começar do zero. Na hora de prestar contas, começou a dar problema. O galpão, que não está concluído 100%, é um outro questionamento que eles fazem. Mas está dentro do que foi prestado contas.

Notisul – Existe uma previsão para a retirada efetiva dos trilhos?
Dr. Manoel
– Não! Estamos discutindo que a finalização do galpão agora ficaria a cargo do Dnit, e a retirada dos trilhos também uma obra direta do Dnit, não seria mais a prefeitura que faria. Estamos negociando, eles têm interesse. A gente encerra o convênio do galpão e o Dnit assume a finalização da obra. Para nós, ficaria a recuperação da Marcolino.

Notisul – E a questão do ISS… O que a prefeitura recebeu e o que ainda tem para receber?
Dr. Manoel
– Nós recebemos em torno de R$ 600 mil este ano. Tínhamos uma previsão de receber até hoje (a última terça-feira) em torno de R$ 5 milhões. Tivemos um processo de R$ 3,5 milhões que o tribunal bloqueou, e deve levar mais um ano para liberar. Temos a previsão de mais R$ 1 milhão e pouco por agora. Isso já ajuda. Para o ano inteiro, a expectativa era que saísse R$ 40 milhões, mas não vai sair, porque os bancos estão avaliando cada processo, e em cada processo estão achando três a quatro questões para ficar adiando.

Notisul – Voltando à questão da saúde, são muitas as reclamações a respeito de filas, falta de especialistas…
Dr. Manoel
– Acredito, até porque já fui secretário de saúde, que vocês vão continuar recebendo reclamações. Não vamos conseguir a curto prazo criar um sistema que atenda toda a necessidade. Mas faço um comparativo com qualquer município do estado. Em Florianópolis, por exemplo, que tem uma estrutura do estado, hospital universitário, além da prefeitura, a dificuldade é maior. O nosso sistema de saúde é melhor. E temos outras ações. Agora mesmo, o Roger vai abrir mais umas três ou quatro equipes do PSF, e já facilita. A grande dificuldade é a contratação de especialista. Se hoje tu for marcar uma consulta com um oftalmologista pela Unimed, tu não vai conseguir para mesma semana. A mesma coisa um ginecologista. Pediatra também está uma crise. A prefeitura tem ainda mais dificuldade, porque eles não querem atender, têm o consultório cheio, a consulta particular é R$ 100,00, R$ 150,00, e nós pagamos R$ 30,00. Tem alguns que fazem para ajudar, mas é uma dificuldade. E não vou prometer resolver a curto prazo. Mas melhoramos o convênio com o Hospital Nossa Senhora da Conceição, possibilitamos que eles contratassem mais um médico para a emergência. Já repassávamos R$ 20 mil, e estamos repassando mais R$ 30 mil. Então, são mais de R$ 50 mil.

Notisul – Falando ainda de saúde, o que a prefeitura tem feito pelo Rio Tubarão?
Dr. Manoel
– Tenho certeza que a maior ação que Tubarão pode fazer é o tratamento de esgoto. Infelizmente, parece que lá no Tribunal de Contas do Estado não estão enxergando a necessidade de termos esta ação aqui no município. O processo de concessão do sistema de água e esgoto está trancado há mais de um ano, esperando uma avaliação do tribunal. Já tem parecer técnico de todas as comissões, está faltando uma reunião do pleno para darmos continuidade ao processo, que vai resolver o problema em cinco anos. O esgoto da nossa cidade é 100% jogado no rio. Tem uma previsão de agora em agosto ter uma reunião do pleno e, com os pareceres favoráveis que já estão sendo encaminhados, acredito que em breve consigamos efetivar a concessão.

Notisul – E o canil?
Dr. Manoel
– Acredito que em mais dez dias temos a solução do terreno. Falta documentação do proprietário. Temos três em vista. Todos com problema de documento. Um o terreno tem dois hectares, mas tem escritura só de três mil metros; outro estava no inventário e tem que pegar as assinaturas do herdeiros. Todos estão caminhando e o primeiro que liberar vamos comprar. Qualquer um serve. O terreno vai custar de R$ 80 mil a R$ 90 mil. O mais caro é a manutenção. Tem que partir para uma discussão junto com as entidades, até para fiscalizarem, e talvez possamos baratear um pouco o custo. Mas vai sair.

Notisul – Junto com o projeto do canil, existe um projeto de controle de natalidade…
Dr. Manoel
– Na verdade, o que queremos fazer é um centro de controle de zoonose, ligado à vigilância epidemiológica da secretaria da saúde, não só para cuidar de cães, mas toda questão de saúde que envolve animais, controle de pragas. Queremos fazer além ao canil, até para facilitar a busca de recursos junto à vigilância epidemiológica do governo federal. Facilitará também na manutenção do canil. Vamos comprar um terreno um pouco maior à necessidade do canil para ampliar.

Notisul – Com relação ao plano de carreira dos servidores? Ainda há muitas reclamações quanto ao número de cargos comissionados.
Dr. Manoel
– Vou começar pelos comissionados. Isso, na verdade, é algo que as pessoas prendem-se, mas não sabem o peso. Na verdade, o peso é mínimo. Hoje, se nós demitíssemos ou exonerássemos todos os cargos comissionados, faria uma diferença mínima na folha da prefeitura. Eu sempre tive a intenção de diminuir o tamanho do governo, mas, quando a gente senta aqui nessa cadeira, vê que as necessidades são grandes. Todo dia tem secretário que vem aqui dizer que está faltando gente. São 196 comissionados, mas tem todo um organograma aprovado e não podemos passar daquilo. É um custo baixo perto de uma folha de R$ 4 milhões. São 1,6 mil concursados. Com os comissionados, chega a 1,8 mil, mais ou menos. Saúde e educação tomam 80% do quadro. Sobre o plano de carreira, eu espero que consigamos dos funcionários da prefeitura hoje o mesmo grau de satisfação que estamos tendo com os professores. Se for falar com qualquer professor da prefeitura, tenho certeza que vão dizer que nunca esteve tão bom. O plano de cargos o próprio (Carlos) Stüpp (ex-prefeito – PSDB) já fez na época dele, e nós estamos também trabalhando no sentido de ter o plano de cargos para todos os setores da prefeitura, desde o braçal, que limpa bueiro, roça, até o médico. Queremos acabar com os privilégios de poucos. Acredito que dê para colocar em prática até o ano que vem. Temos que atender a necessidade dos funcionários, mas quero também ter a responsabilidade de não quebrar o município. Hoje, está melhor do que ontem. A única coisa que falei quando entrei na prefeitura foi que tudo o que formos fazer de ajuste é dentro do que preconiza a lei. Se a lei é injusta, vamos trabalhar para mudar a lei, mas, enquanto a lei é esta, a conduta vai ser dentro da lei.

Notisul – Uma das bandeiras levantadas pelo Notisul é a questão dos moradores de rua, andarilhos. Como o senhor vê a situação?
Dr. Manoel
– É lógico que preocupa. Depois do acontecido daquele ‘morador’ do museu, eu já fiz umas duas reuniões com a presença dos secretários de saúde, assistência social e segurança e trânsito, e todos estão empenhados em amenizar esta questão. Hoje, a gente resolve um e amanhã tem outro. Já o pessoal que mora em barracas, os ciganos, é algo que não tem como a gente mudar. O estilo de vida daquelas pessoas é este, são nômades. Eu até concordo que precisa de uma presença maior do poder público. Um andarilho morando no museu, por exemplo, é algo que não se admite, tem que achar uma solução. Fala-se que tem crianças de ruas pedindo dinheiro em Tubarão. Não tem, são nômades. Não tem como a gente trancafiar a cidade e colocar em uma redoma de vidro.

Notisul – O que se pode fazer a respeito é exigir que os proprietários cerquem os seus terrenos…
Dr. Manoel
– Exatamente. Inclusive, estamos reformulando a lei, eu não diria para prever uma punição maior, mas mais justa, àquela pessoa que não cuida de seu terreno, para que o cidadão sinta que tem que cuidar do terreno dele. Senão, a prefeitura vai lá e vai multar, vai cobrar. Hoje, é benefício não limpar o terreno e deixar que a prefeitura limpe, porque a prefeitura cobra mais barato do que uma pessoa que for limpar. Vamos exigir muro, calçada. E uma estrutura melhor para a fiscalização. No próprio Notisul, vimos algum questionamento da atuação da secretaria de assistência de assistência social, mas é que às vezes as situações são complicadas.

Notisul – Não há como deixar de perguntar como está a sua saúde.
Dr. Manoel
– Dias melhores, dias piores. Mas estou bem, diante do quadro todo, graças a Deus estou bem. Uma evolução boa. E vamos até onde Deus mandar. Nas férias agora, subi dunas de 60 metros em Fortaleza (muitos risos).