quinta-feira, 30 abril , 2026
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“Não deixaremos a cultura indígena morrer”

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Amanda Menger
Tubarão

Notisul – Como é ser índio hoje? Tem muito preconceito?
Floriano
– Não é fácil. Para ser índio, tem que ter terra boa, aldeia. Porque nós não temos terra hoje, faltam alimentos. Porque a terra não é suficiente e isso dificulta a nossa sobrevivência.
Jaci – Acredito que ainda há muito preconceito. Ainda somos remanescentes daquele esteriótipo de que índio é vadio, indolente, mendigo, ignorante. Aqui na região do litoral, temos percebido que há uma mudança neste olhar. Tudo pelo uso da estética, da produção estética do artesanato, vídeos, CDs, da presença dos grupos indígenas na mídia, mostrando toda uma sabedoria, cultura profunda. Outro aspecto que tem favorecido uma mudança de olhar é a visitação de escolas, de estudantes às aldeias e os corais guarani visitando as escolas.

Notisul – Vocês são em quantos índios na aldeia? Como são as condições de vida?
Floriano
– Somos em 150 pessoas, a maioria crianças. Para nós, (as condições) poderiam ser melhores se tivéssemos mais terras.
Jaci – Nesse momento, já temos a alegria de ver que os índios não estão mais morrendo de fome. No entanto, a precariedade é grande. Só no ano passado é que foram compradas três aldeias com dinheiro de duplicação da BR-101, por exigência do Banco Mundial, que diz que é necessário devolver terras para os indígenas. Mas, estas três áreas são insuficientes, precisariam de no mínimo mais quatro propriedades para que eles possam voltar para a floresta. Eles dizem para mim assim: “A floresta que estamos recebendo vai nos ensinar a viver na floresta de novo”. A situação é séria, é grave. Índio sem terra não consegue sobreviver, porque a terra não lhe dá só o alimento para o corpo, mas também para a alma.

Notisul – Com a falta de terra, vocês precisam vender artesanatos nas cidades. Como funciona isso, é possível conseguir uma renda a mais?
Floriano
– Praticamente todos ajudam a fazer o artesanato. Mas, para fazer este artesanato, também precisamos de terra, porque retiramos da floresta o material para fazer as peças, que são variadas: cestas de diversos tamanhos, pequenas estátuas de animais, entre outros. Quem vai para a cidade vender, vende não apenas as suas peças, mas as dos outros também, e o dinheiro é todo devolvido para quem fez a peça. Com este dinheiro, é possível comprar roupas para as crianças, alimentos, material escolar…

Notisul – E as pessoas nas cidades tratam vocês bem? Valorizam o trabalho artesanal?
Floriano
– Nem sempre. Tem pessoas que nos odeiam, tratam mal. Tem outras que param, olham, elogiam e compram algum produto. Mas o que conseguimos com o artesanato é muito pouco, porque não temos lugar para vender. No período do inverno, fica ainda mais difícil; no verão, nós vendemos mais.

Notisul – Como vocês mantêm a cultura?
Floriano
– É de pai para filho. Os mais velhos ensinam os mais novos, assim que nós mantemos a nossa cultura. Entre nós, só falamos guarani. As crianças aprendem o português quando vão para a escola, e falam quando estão lá e quando precisamos ir a cidade para vender os nossos produtos.
Jaci – O movimento de devolução deles para eles mesmos, no sentido de revalorizar sua auto-estima, autonomia e a condição de auto-sustentação, que é um tripé que o programa “Revitalizando culturas” usa, é o caminho para que eles possam devolver a eles mesmos a sua cultura. O grande passo é a manutenção da língua, porque é o ponto de identificação do grupo.

Notisul – A escola auxilia vocês a manterem a cultura?
Floriano
– Ajuda porque tem o professor bilíngüe, que geralmente é um índio também, e ele conhece a cultura, os valores, aquilo que acreditamos, e ele repassa isso para os alunos.
Jaci – A volta da escola bilíngüe em 1998 é uma primeira obediência que o governo fez a Constituição de 1988. Só que tudo é muito novo, os professores guarani estão sendo formados ainda. Há um movimento de recuperação da cultura, ele é iniciante e precisa ser fortalecido não apenas dentro do grupo indígena, mas também no Brasil. Precisamos aprender sobretudo a língua guarani.

Notisul – As pessoas ainda ficam surpresas quando se fala em povos indígenas?
Jaci
– Realmente, quando nós olhamos o diferente cultural, o japonês, o chinês, o coreano e os índios, achamos que são todos iguais. As palavras indígenas e índio são erradas, isso não existia, surgiu apenas há 500 anos, com o descobrimento do Brasil, com a invasão cultural feita pelos portugueses, que achavam que estavam chegando à Índia, e eles chamaram a todos de índios. E isso prejudicou a visão que se tem destes grupos. Em 1500, eram 900 grupos com mais de 300 línguas diferentes e com uma língua inter-tribal que era o tupi-guarani, e eles tinham muitos dialetos. Hoje, ainda existem mais de 180 línguas faladas, existe a dicionarização do mbya-guarani, do tupi-guarani. Infelizmente, a gente estuda mais o grego, o latim, o inglês do que o guarani. Cada povo tem sua cultura, sua língua, seus costumes, culinária, arquitetura, gostos, valores diferentes, como qualquer outro grupo humano.

Notisul – Qual é a diferença entre o pajé e o cacique? Como eles são escolhidos?
Floriano
– O pajé é como se fosse um médico, ele vive na casa de reza e ajuda a curar as pessoas com as ervas, com produtos que estão na mata. É um conhecimento repassado dos mais velhos para os mais novos. O cacique é como se fosse um prefeito, governador, ele que decide o que os índios vão fazer, as regras conforme as tradições. Eles são escolhidos pela comunidade. O meu irmão, Eduardo, é cacique e é bem jovem. Tenho 27 anos, e ele é mais novo do que eu. Todos gostam dele e confiam nele, por isso ele foi escolhido para ser o cacique.

Notisul – Qual é a expectativa de futuro para estes grupos indígenas?
Floriano
– Nós vamos continuar vivendo, procurando manter nossas tradições e cultura. E a Semana dos Povos Indígenas, que termina no dia 19 (este sábado), serve para falar dessa cultura que não vai desaparecer não. Não vamos deixar.
Jaci – Acredito no que Floriano disse. Eles vão continuar vivendo, sim, e tenho bons motivos para crer nisto. Existe um movimento internacional. No dia 13 de setembro de 2007, a Organização das Nações Unidas (ONU) sancionou o documento com a “Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas”, assinado por 128 nações. Isso significa uma luta de mais de 30 anos e que 302 milhões de indígenas no mundo têm a sua declaração garantida. Os países estão admitindo que existem povos dentro de seus territórios. Uma série de reivindicações que os movimentos estão fazendo dentro dos países tem o respaldo da ONU. É uma consistência jurídica que dá condições de criar leis, no caso brasileiro, algumas já estão previstas na Constituição de 1988.

Eleições, retrocesso e democracia

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Sempre que se fala em eleições para a reitoria da Unisul, presenciamos debates calorosos entre os defensores do modelo atual e os contrários. Quero opinar com a visão do acadêmico, livre de interesses particulares, e que, apesar de ser afetado de forma direta pelas decisões do reitor, “participa” de forma indireta na escolha do mesmo.

A democracia, que é a questão mais levantada pelos debatedores nesse caso, poderia ser analisada de diversos ângulos. O único destes que eu não usaria é o significado científico da palavra porque, infelizmente, a prática e o significado real de muitas palavras do nosso vocabulário se distorceram – e muito – dos seus conceitos científicos.

Vou falar da democracia que percebemos, sentimos. Essa é incontestável. E, infelizmente, para os acadêmicos da Unisul, inexistente. A forma indireta ou representativa de eleição que vivemos na universidade não é – nem de longe – uma democracia.
Infelizmente, no movimento estudantil, presenciamos a realidade do voto por representação, os estudantes elegem os delegados que votam nos congressos. Mas, na Unisul, ainda é pior. Nós não escolhemos quem serão as pessoas que votam nas eleições da reitoria.

Não sejamos ingênuos para acreditar que a eleição da forma direta é uma garantia da qualidade do eleito. Mas, na minha cidade, eu presencio as eleições para coordenador de curso e reitor da universidade. Posso afirmar com propriedade que a forma direta beneficia a instituição de ensino, bem como professores, funcionários e estudantes.

O candidato a reitor apresenta propostas de gestão. Debate com acadêmicos e outros candidatos. Os estudantes, os funcionários e professores conhecem quem ocupa a cadeira da reitoria, como ele pensa e o que ele prometeu para chegar até ali. E o principal: o movimento estudantil pressiona o eleito para cumprir as promessas de campanha. Caso isso não aconteça, nós teremos a próxima eleição para corrigir o erro, trocar o reitor. Isso não força uma melhor gestão dos ocupantes do cargo?

Somado a isso, existe o exercício da cidadania, a sensação de progresso no âmbito da democracia. E reafirmo a questão de progresso porque, em relação aos estudantes que votam para reitor e coordenador de curso, nos vemos num retrocesso histórico, implorando por “Diretas Já”!

Pitty nem pensa em mudar a sua vida por conta da gravidez

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Grávida de seu primeiro filho, a cantora de rock Pitty, que namora o baterista Daniel Weskler, do grupo NXZero, tem seguido a sua agenda de shows normalmente. Em fase de início da gestação, a roqueira já avisou que pretende trabalhar muito, até julho. Pelo menos é o que conta a assessoria da artista ao site OFuxico.

“A agenda da banda está completa até julho. Eles viajarão o país com a nova turnê do último DVD, até lá. Após julho, eles param para um período de férias, e será o momento em que poderá dedicar-se totalmente à gravidez. Isso já estava acordado entre eles, e a gravidez em nada atrapalhará o trabalho do grupo”, conta a assessoria. Após o período de licença-maternidade, Pitty deverá gravar o próximo disco, previsto para chegar às lojas no início do próximo ano.

Atlético Tubarão: Presidente pede ajuda aos tubaronenses

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Marco Antonio Mendes
Tubarão

Hoje já é sexta-feira. O último jogo do Campeonato Catarinense será domingo e a diretoria do Atlético Tubarão corre contra o tempo para conseguir arrecadar recursos para o incentivo que oferecerá aos jogadores do clube.

“Acorda, Tubarão!”, chama a atenção o presidente Pedro Almeida. Segundo ele, algumas pessoas comprometeram-se em ajudar, mas ainda é necessário muito mais para conseguir o suficiente.
“Precisamos do apoio dos torcedores, funcionários, enfim, de todo mundo. Temos que conseguir um bom resultado no domingo. Todos estão esforçando-se e queremos compensar isso”, diz Pedro.

Os últimos treinos ocorrem no estádio Domingos Gonzales. Os trabalhos são intensos. A equipe entrará em campo até mesmo amanhã de manhã, quando parte para a concentração para o jogo contra o Guarani.
O treinador Arnaldo Lira já se prepara para deixar a cidade. Nos planos do “salvador” do time, segunda-feira já existe um compromisso à sua espera. Lira deve levar junto Ricardo, Rodrigo e Robson Simplício.

Reforma política: Rigotto defende voto distrital

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Amanda Menger
Tubarão

O segundo dia do Fórum Catarinense sobre Reforma Política teve como palestrantes o ex-governador do Rio Grando do Sul, Germano Rigotto (PMDB), e o deputado federal e relator do projeto de reforma política na câmara, Ronaldo Caiado (D25- GO).

Entre os pontos discutidos pelos dois, está a defesa do voto distrital. Atualmente, o voto é proporcional e os eleitores podem votar, por exemplo, em uma eleição estadual, em um candidato de qualquer região do estado. A proposta é que os candidatos sejam eleitos por suas regiões, uma idéia similar à campanha “Voto pela Amurel”, realizada na região na eleição estadual de 2006. “O voto distrital aproxima e compromete o político com as pessoas que votaram nele”, justifica Germano Rigotto.

A opinião é compartilhada pelo deputado federal Ronaldo Caiado. “Esta mudança tem que ser feita pelo sistema eleitoral e compreende ainda o voto em lista fechada e ordenada. Hoje, temos muitas distorções com a lista aberta e proporcional”, afirma.

Outro ponto discutido foi o financiamento público das campanhas. Para o relator, é preferível destinar R$ 1 milhão para campanhas do que mais recursos serem desviados do orçamento da União. “Conheço campanhas em que foram gastos R$ 10 milhões – R$ 2 milhões foram comprovados legalmente e o restante é dinheiro ilícito vindo de desvio de recursos públicos”, declara o relator.

Reformas estruturais
O ex-governador do Rio Grande do Sul defendeu a realização da reforma tributária. Germano Rigotto afirma que o crescimento do país depende destas reformas. “Discutir reforma política sozinha é impossível, precisamos redefinir o pacto federativo, ou seja, quais as atribuições da União, estado e municípios, e isso passa conseqüentemente pela reforma política”, avalia.

O abuso do poder econômico também foi relacionado por Rigotto como um dos fatores que aumenta a distorção entre os candidatos a cargos eletivos.
Os dois palestrantes chamaram a atenção para a pouca participação dos jovens na política. “Precisamos estimular a participação política, mas é preciso mudar os conceitos. Os jovens acham que todos os políticos são bandidos”, observa Caiado.

“Nossas instituições políticas estão desacreditadas e, com a reforma, iremos ter novos rumos. Falta confiança por parte da população”, adverte Rigotto.
O fórum, realizado no Clube 29 de Junho, em Tubarão, termina hoje, com a palestra do deputado federal Edinho Bez (PMDB) e o ex-governador do Ceará, Gonzaga Mota.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
O planeta Mercúrio passa a atuar no setor astrológico que rege as finanças, os talentos e os recursos. Pensamento voltado para a realização de negócios e para a expressão dos talentos criativos.

Touro (20/04 a 20/05)
Em seu signo passa a se movimentar Mercúrio, planeta que representa a mente, a inteligência e a comunicação. Símbolo de uma expressão afetuosa, sensorial e criativa, que é o modo como você melhor comunica o que pensa.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Seu planeta regente passa a transitar o signo anterior, indicando que deve haver cuidado com a teimosia, o apego e a inércia. Interação com a natureza e desenvolvimento criativo são formas interessantes de usar a energia de Mercúrio.

Câncer (22/06 a 22/07)
Favorecimento para o que é realizado em grupo, com amigos e que seja a manifestação da beleza e da criatividade que você tem dentro de si.

Leão (23/07 a 22/08)
A inteligência leonina direciona-se para a reflexão sobre como tem utilizado os seus talentos profissionais e criatividade. Reflexão sobre valores e afeto. Percepção sensorial desenvolvida.

Virgem (23/08 a 22/09)
Cuidado com a inflexibilidade de opiniões e conceitos. Procure investir em estudos. Amplie a mentalidade, não fique preso a velhas certezas. Elas podem significar acomodação e estagnação.

Libra (23/09 a 22/10)
Intimidade, sensualidade, sedução, mistérios. Energias que se tornam mais presentes, passam a ser o foco de percepção libriana. Negócios, emoções e sexualidade são aspectos em que você revelará a sua inteligência.

Escorpião (23/10 a 21/11)
No signo oposto à Escorpião passa a atuar Mercúrio, indicando aprendizados nos contatos interpessoais. Reflexão sobre as relações, parcerias, associações.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Bom momento para iniciar um aprendizado técnico ou profissional que leve ao aprimoramento de suas habilidades. Você tende a pensar em trabalho e saúde.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Inteligência emocional é qualidade requerida, capricorniano. Bom momento para expressar o que sente de uma forma criativa e sensorial. Capacidade de seduzir e encantar pela palavra, ou por algum atributo que lhe é natural.

Aquário (20/01 a 18/02)
Reflexões sobre família, privacidade e emoções. Cuidado com preocupações que obstruem a mente para idéias criativas. Poderá embelezar o lar, ou estar mais próximo da natureza.

Peixes (19/02 a 20/03)
Boa capacidade de aprendizado, contato e comunicação. O novo movimento de Mercúrio indica que a inteligência se manifesta como a habilidade de perceber sensorialmente o que se passa ao seu redor e aprender com essas experiências.

Decepcionante

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Lemos com muita atenção o folheto editado por órgãos da prefeitura: governo de Tubarão, um tal de Encantos do Sul e um trio de nomes estrangeiros, finalmente o Comtur ou Conselho Municipal de Turismo.
Artisticamente impresso, sem que pudéssemos atribuir-lhe crédito por ser apócrifo, belas fotografias, pena que eivado de erros.

Logo na contracapa, informam que o nosso “cidade azul” foi-nos legado pela poeta Virgílio Várzea, que, certamente onde quer que esteja residindo, retorceu-se no caixão. Na segunda página, a referência sobre a ponte pênsil, sem a sua correta indicação: Pedro João Nascimento.

Na página 3, não tiveram a coragem de publicar a foto do mausoléu a João Teixeira Nunes. Seria pelo seu lastimável estado de conservação? Por que não a informação de que, se ele, o fundador da cidade com a gleba de terra que doou, possibilitou a criação da paróquia e a conseqüente emancipação?
E o erro mais grave: na página 5, a troca de Heriberto Hülse, o único tubaronense governador do estado, por Irineu Bornhausen, como do nome da ponte no centro da cidade.

Se não reconhecêssemos a competência do secretário de cultura, Felipe Felisbino, da professora Jussara e de mais uma dezena de luminares e eméritos professores da Unisul que prestam serviços relevantes à prefeitura, lamentaríamos os erros apontados e concluiríamos que realmente andamos mal de história e cultura.

Tais folhetos deveriam ser recolhidos, corrigidos e reimpressos, com débito para quem os liberou.
Por oportuno: as praças centrais 7 de Setembro, Walter Zumblick e Nereu Ramos estão bem melhores em seus calçamentos com pedriscos preto e branco, mesmo sem as placas identificativas…

‘Propaganda fora de época’: Dilma chama cerimônia do PAC de comício

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Belo Horizonte (MG)

A ministra da casa civil, Dilma Rousseff, cometeu uma gafe ontem, durante uma cerimônia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Belo Horizonte. Ao iniciar o seu discurso, a ministra cumprimentou as mulheres e chamou a solenidade de comício. “Eu queria desejar e dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente que hoje animam, sem dúvida, esse comício”, disse a ministra, em meio a sorrisos.

Dilma é uma das pré-candidatas do governo para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2010. Apesar de não admitir a pré-candidatura, a ministra é preparada para concorrer à sucessão. Essa não foi a primeira vez que a cerimônia do PAC foi confundida com ato de campanha. No último dia 31 de março, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), cometeu um ato falho e chamou a ministra de presidenta. “Já estou confundindo as bolas”, disse Cabral, ao se referir à gafe.

“Mãe e pai do PAC”
Na cerimônia de ontem, o presidente Lula voltou a chamar Dilma de mãe do PAC. “Eu disse que Dilma era mãe do PAC porque depende dela cobrar dos prefeitos, dos outros ministros, dos governadores. O PAC só dá certo porque tem uma mãe conduzindo”, afirmou Lula. Segundo o presidente, a ministra “toma mais conta do programa do que tomou conta de sua própria filha”.

Já o ‘pai da criança’ não poderia ser outro, a não ser o próprio presidente. “Estamos cuidando do PAC como um pai e uma mãe responsáveis cuidam dos seus filhos”, disse. Para não perder o costume, Lula afirmou ainda que os ricos não precisam do governo, pois já moram em uma boa casa e têm água tratada e asfalto.

Já os pobres, estes sim, precisam do estado. “É necessário fazer uma reparação aos pobres por meio de melhores condições de vida. Tenho ainda quase três anos de governo e que durante esse tempo dedicarei cada minuto e hora da minha vida para ver se conseguimos consertar esse país”, brandou.

Um alerta para as
eleições municipais

Lula aproveitou para alertar sobre as eleições municipais deste ano. Para ele, a população precisa descobrir quem está sempre do lado do povo e quem aparece “só agora achando que é milagreiro”. “Eu estou muito à vontade porque não sou candidato a prefeito”, afirmou.

Microbacias em Rio Fortuna: Série ‘Tardes de Campo’ é realizada

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Rio Fortuna

A Epagri, em parceria com a secretaria de agricultura da prefeitura de Rio Fortuna, realizou quatro ‘Tardes de Campo’ no município. A série de encontros abordou temas como a produção de leite a pasto e criação de terneiras. Os eventos, viabilizados com recursos do projeto Microbacias, objetivaram incentivar melhorias na criação e no manejo de terneiras, além de uma demonstração de método sobre implantação de pastagens de inverno.

A primeira Tarde de Campo foi promovida na comunidade Rio Bravo Baixo, na propriedade de Cirineu Schueroff. O segundo encontro foi em Rio dos Bugres, nas terras de Dauri Feldhaus. O terceiro ocorreu na comunidade Rio Claro, na propriedade de Irio Tenfen. Já a quarta e última ‘Tarde de Campo’, foi realizada na localidade de Rio Chapéu, nas terras de Antonio Henrique May.

O médico veterinário da Epagri de Braço do Norte, Lúcio Teixeira, ministrou uma palestra sobre criação de terneiras, onde enfatizou os principais problemas de manejo enfrentados pelos produtores na criação dos animais. Outro aspecto abordado pelo veterinário foram as práticas necessária para criar um animal rústico e produtivo. “Uma terneira criada com qualidade se transformará em uma vaca produtiva e mais resistente às doenças”, afirmou o veterinário.

Já o agrônomo da Epagri de Rio Fortuna, João Paulo Dornelles Reck, fez uma demonstração de método de inoculação e peletização de leguminosa além da sobressemeadura de pastagens de inverno. Após esta etapa, foram percorridas as áreas de pastagens implantadas nas propriedades.

Os agricultores puderam verificar as áreas de trevo, cornichão, amendoim forrageiro e maku dispostos sobre as pastagens de campo nativo e de missioneira. Cada reunião contou com a participação de aproximadamente 20 produtores, além de técnicos e lideranças locais, que discutiram sobre as alternativas apresentadas para melhorar a produção de leite a pasto.

Operação Tiradentes: Fiscalização será rigorosa no feriado

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Tubarão

Desde as primeiras horas de hoje, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de todo o país está empenhada na Operação Tiradentes. A exemplo do ano passado, a fiscalização estará mais rigorosa devido ao feriado da próxima segunda-feira. São esperados mais de 50 mil veículos no trecho da PRF de Tubarão, na BR-101, entre a noite de hoje e segunda.

Cerca de 9,7 mil policiais foram convocados para o trabalho, que contará ainda com duas mil viaturas, dez helicópteros, 500 radares e 500 etilômetros (aparelhos usados para medir a quantidade de álcool no sangue), a serem distribuídos em pontos estratégicos das principais estradas do país. Um destes pontos é o trecho entre Imbituba e Passo de Torres.

O cerco a motoristas infratores será incisivo: serão fiscalizados o excesso de velocidade, as ultrapassagens indevidas, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de cinto de segurança e dos equipamentos obrigatórios. Entre Imbituba e Jaguaruna, a preocupação da PRF é quanto aos inúmeros desvios e a possibilidade de chuva, que compromete a visibilidade, especialmente à noite.

A PRF pretende restringir o número de veículos de maior porte (caminhões) em estradas de pista simples por até seis horas diárias. Quem descumprir a determinação estará sujeito a multa de R$ 85,13 e a perda de quatro pontos na carteira de habilitação. Mais uma vez, o trecho sul do estado, totalmente em obras por conta da duplicação, entrará neste rodízio.