sábado, 21 fevereiro , 2026
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Pesar: O adeus a Artemísia

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Priscila Alano
Gravatal

A base da família, um exemplo de mãe, conselheira, amiga, mulher religiosa. Inúmeras palavras são usadas pelos amigos e familiares para definir Artemísia Bez de Oliveira, 81 anos, mãe do deputado federal Edinho Bez (PMDB). Muitas pessoas acompanharam ontem o velório e o enterro, que reuniram várias lideranças políticas do estado.

Uma caravana de amigos esteve em Gravatal para abraçar o deputado, entre eles o governador Leonel Pavan, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira, o presidente estadual do PMDB, Eduardo Moreira, o deputado estadual Manoel Mota, o ex-secretário de educação, Paulo Bauer, o ex-deputado Cassildo Maldaner, e várias lideranças regionais.

Católica fervorosa, Artemísia era devota do Sagrado Coração de Jesus, e participava todas às primeiras sextas-feiras do mês da missa da congregação. Ela sempre foi a base da família. A maioria das confraternizações familiares ocorria em torno da matriarca. “Sábado, ela nos pediu para rezar o terço com ela. Ela era muito religiosa e estava triste em não poder ir à igreja”, conta a nora Marta Mendes.

Filha de agricultores, Artemísia casou-se aos 15 anos, com o lagunense Silvio de Oliveira (já falecido), e deixa oito filhos, 21 netos e sete bisnetos. Ela faleceu vítima de complicações no aparelho digestivo, na manhã de domingo.

Os intocáveis (fim)

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-Mas isso só vale para os índios que não estão integrados com a sociedade, e vivem isolados.
– Há controvérsias!
– Deixa pra lá. Mas, pra quem quer se livrar de flagrante por desacato alegando desconhecimento de lei, você até que está sabendo demais!
– “Poise”, a gente tem que ficar ligado nos nossos direitos, “né”! Ademais, não preciso saber de tudo, só do que me interessa pra poder salvar a minha pele.
– Bem folgadinho você! Como conseguiu tirar a carteira de habilitação se é avesso às leis?

– Eu sou índio, mas não sou burro! Sempre tem um jeitinho. Um dia eu te conto! Mas, diz aí… Vai me liberar, ou não vai?
– Tudo bem, eu até libero o senhor sem notificar, mas vai ter que colocar o cinto de segurança antes de sair, e se retratar pela sua má educação comigo.
– Certo, seu guarda, me desculpa, eu me excedi um pouco. Já estou colocando o cinto de segurança. Eu nem sabia que existia um Código de Trânsito. É porque na minha tribo ficamos concentrados no nosso trabalho, que é, basicamente, pintar, bordar, e esquecemos do resto do mundo.

– É, mas aqui, na civilização, as coisas não são como você pensa! Mas, pra encerrar o assunto, já que o senhor está com todos os documentos em dia, e se dispõe a colocar o cinto de segurança, vai ficar por isso mesmo. Mas que sirva de aviso, se eu pegar o senhor novamente cometendo irregularidades no trânsito ou desacatando os agentes vou lhe notificar e lhe prender. Nem vou querer saber se você é índio, ou sei lá o que quer que seja! Estamos combinados?

– Combinadíssimos!
O índio cidadão ligou o veículo engatou a primeira marcha e, quando estava arrancando o seu automóvel para ir embora, Alberto, movido pela curiosidade, lhe fez uma última pergunta:
– Onde fica sua tribo?
O índio não respondeu com palavras, tirou do bolso uma carteira de identificação e entregou nas mãos de Alberto, que leu e ficou surpreendido com o que estava escrito:
Nome: Juruna Rombo Estrondozo.
Endereço: Câmara do Congresso Nacional – Praça dos Três Poderes – Brasília – DF.
Ocupação atual: senador.

Alberto ergueu a cabeça na direção do índio cidadão político, ficando face a face. O índio deu um sorrisinho sarcástico, típico dos políticos mais habilidosos, e falou:
– Nessa tribo, somos todos intocáveis.
Alberto ficou confuso com aquela situação, não sabia ao certo onde ficava a tribo daquele homem. Em Brasília, ou em algum ponto da Amazônia? Não entendia se ele dizia que em sua tribo todos eram intocáveis e inimputáveis pelo fato de serem índios, por serem políticos, ou por ambos os motivos? Alberto entrou em parafuso, ele olhava para o índio e via um político, olhava para o político e via um índio.

Sua visão estava embaçada, ora ele enxergava naquele homem um índio vestido de terno e gravata, ora parecia ser um político eloquente vestido de tanga e com penacho na cabeça. No devaneio de sua mente, ficou impossível distinguir as vestes, já não sabia mais se ele estava diante do índio, ou do político; parecia tudo uma coisa só.

O mundo em vários clicks

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Um projeto de inclusão digital tem dado o que falar na Escola Jovem Dite Freitas, em Tubarão. O curso começou na aula de física, da professora Edna Soares. As aulas sobre óptica e estudo da luz logo se transformaram em aulas de cliques, muitos cliques.

O mais interessante é que os próprios alunos constroem as suas máquinas. A primeira a ser reproduzida foi a câmara escura. O equipamento foi a primeira grande descoberta para a fotografia desenvolver-se como a conhecemos hoje.

A próxima a ser confeccionada pelos estudantes será a pinhole, uma forma de máquina que não utiliza lentes. É apenas o primeiro passo do projeto. Depois, os estudantes ainda aprenderam um pouco sobre revelação de fotografias.

A última parte do projeto será uma maratona de fotografia. Serão 48 horas de atividades. Cada grupo terá seis horas para colocar em prática o que aprendeu durante do projeto. O tema proposto é ‘Um olhar para a cidade’.

Anote a evolução do projeto

O que já foi feito
♦ O primeiro passo foi a participação dos alunos em um aulão sobre fotografia digital.
♦ Depois, houve outro aulão, sobre a história da fotografia.
♦ Em seguida, os participantes colocaram os conhecimentos em prática. Foi a vez da construção da primeira máquina fotográfica da história: a câmara obscura.

O que vem por aí
♦ Agora, os estudantes preparam-se para confeccionar um outra câmara, a pinhole, um equipamento capaz de captar a imagem sem lentes.
♦ O quinto passo será uma oficina de revelação de fotografias em preto e branco.
♦ Depois, eles terão uma aula de como utilizar a máquina digital.
♦ Haverá também uma visita técnica em um local degradado e outro recuperado.
♦ Maratona de fotografia. Cada grupo terá seis horas para clicar algo dentro do tema proposto: ‘Um olhar para a cidade’.

Meio ambiente: A preservação é um dever de todos

Desastres naturais, biodiversidade e água são alguns dos assuntos discutidos pelos alunos do Colégio Dehon, em Tubarão, na Semana do Meio Ambiente.
Em parceria com acadêmicas do curso de ciências biológicas da Unisul, os estudantes realizaram várias ações. O objetivo foi inserir nos alunos o espírito de conscientização.

Para a professora de biologia do colégio, Samantha Pereira Miguel, despertar nos estudantes a importância de se preservar o meio ambiente foi a principal finalidade desta iniciativa. “Os jovens possuem uma facilidade maior de se comunicar, então, se eles estão conscientes, provavelmente, repassarão essas informações para pais e amigos”, define.

Participaram das atividades as primeiras séries do ensino médio, com maquetes, cartazes e experiências. Os trabalhos abordaram temas como desastres naturais, biodiversidade e água.

“Por meio de muita pesquisa, aprendemos como melhorar não só o espaço em que vivemos, mas todo o meio ambiente. É muito bom poder repassar esse aprendizado tão importante para a sociedade”, avalia a aluna Anabelly de Souza Medeiros.

Feagro: Presidente deixa a comissão organizadora

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Wagner da Silva
Braço do Norte

Abrir espaço para novas pessoas dedicarem-se ao evento. Este é o propósito do agora ex-presidente da Feagro, Edésio Volpato. Ele anunciou sua saída da comissão organizadora após o encerramento da feira. Agora ele irá dedicar-se apenas a exposição.

Ele, que participou da organização da feira desde a primeira edição, destacou que os dois últimos anos o evento oferecer maior conforto aos visitantes e qualidade aos expositores.

“Nós realizamos a feira para engrandecer o nome de Braço do Norte. Apesar de comentários maldosos, todos trabalham voluntariamente para que as pessoas saiam do parque com bons pensamentos. Alguns não entendem que a movimentação financeira para organizar o evento é feita antes”, explica Edésio, em tom de desabafo.

Porém, o contato com o público mostra o verdadeiro sentindo da feira. “Mesmo com tempo ruim, conseguimos movimentar a feira. Isso demonstra o respeito dos espectadores. Sabíamos que tínhamos que melhorar e os elogios pela organização, pela qualidade, nos deram motivação para isso. Ainda há muito o que fazer”, considera.

Com relação aos recursos disponibilizados para o evento, Edésio confirma que R$ 100 mil foram enviados pelo do deputado federal Edinho Bez (PMDB) e R$ 30 mil do estado. Outros R$ 100 mil são esperados de uma emenda parlamentar do senador Raimundo Colombo (DEM). “A feira esta consolidada, mas dependemos dos recursos articulados com os políticos”, assinala.

Problema a ser resolvido
Os números oficiais da Feagro ainda não foram computados pela comissão organizadora. O agora ex-presidente, Edésio Volpato, acredita que as expectativas, tanto em público quanto em movimentação econômica, foram superadas. Contudo, Edésio pontua uma questão a ser resolvida: “Apesar de nossa meta não seja expandir, mas sim buscar a qualidade, o problema atual é estacionamento. É algo para ser solucionado na próxima edição”, sugere Edésio.

Saída pacífica
O agora ex-presidente da Feagro, Edésio Volpato, pontua que deixa a comissão organizadora sem atritos. Para ele, o relacionamento com os que continuam não está abalado. “Tenho muitos compromissos e está difícil conciliar. Este é o motivo porque deixo a Feagro. A equipe é excepcional, de muita garra. Não medem esforços para realizar um evento a altura de Braço do Norte”, elogia. Edésio estava na comissão desde a primeira edição da Feagro, quando a feira ainda tinha o nome de Feira Agropecuária.

Ponte de Congonhas: Convênio está praticamente perdido

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Carolina Carradore
Tubarão

O convênio entre o governa do estado para a construção da ponte de Congonhas, divisa entre Tubarão e Jaguaruna, deverá ser cancelado. O prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino Duarte (PMDB), ainda tenta reverter esta situação, mas avisa: “O prazo de validade deveria ter sido prorrogado no fim de 2008. Não foi. Agora o convênio está praticamente perdido”, confirma.

Resultado: a ponte de concreto não será iniciada neste ano, possivelmente nem no próximo. Na verdade ninguém mais arrisca dizer quando isso ocorrerá. Mesmo com poucas chances, Inimar segue essa semana a Florianópolis para tentar convencer o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) a prorrogar o convênio.

A licitação da ponte de Congonhas era unificada com a de Torneiro, limite entre Jaguaruna e Içara. A obra no Torneiro chegou a iniciar, mas parou pouco tempo depois por problemas no projeto. Em seguida a Sulcatarinense paralisou totalmente o serviço por falta de pagamento.

A situação foi parcialmente resolvida quando os editais para continuidade das obras finalmente foram separados. Há 15 dias, a licitação da ponte do Torneiro foi lançada. “A dívida que tínhamos com a empresa era somente em relação a ponte de Torneiro. O problema de Congonhas ficou por conta da ausência de prorrogação do convênio”, assinala Inimar.

A obra
As atuais pontes de madeiras na divisa de Jaguaruna com Tubarão, via bairro Congonhas, e de Torneiro (entre Jaguaruna e Içara) darão lugar a travessias de concreto. A primeira teria 85 metros e estava orçada em R$ 800 mil – R$ 500 mil repassados pelo governo do estado e o restante, R$ 300 mil, seria dividido entre as duas prefeituras (a de Tubarão já havia repassado R$ 42 mil). Já a segunda obra, terá 75 metros, para os quais serão dispensados R$ 600 mil. Deste total, cada prefeitura repassaria R$ 150 mil e o estado, o restante.

Copa SC: Tigre elimina o Metrô

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Criciúma

O Metropolitano é o primeiro eliminado do returno da Copa SC. O time do Vale do Itajaí perdeu ontem, por 2 a 1, para o Criciúma e não tem mais chances matemáticas de classificação. O resultado deixou o Tigre na segunda colocação do grupo B, com quatro pontos em dois jogos.

A partida começou equilibrada, com muitas faltas no meio campo e poucas oportunidades de gol. O Criciúma cresceu após os dez minutos iniciais e partiu para o ataque. Apesar disso, as redes foram balançadas somente aos 36 minutos. Galego cruzou na área para Marcos Denner finalizar de cabeça: Criciúma 1 a 0.

No segundo tempo o Metropolitano voltou com uma alteração: Júnior entrou no lugar de Anelka, machucado. Pressionando pela torcida, o Tigre seguia melhor. Aos 19, Charles Vagner tocou para Galego, que tentou o passe. A bola desviou na zaga e sobrou para Lincom: Criciúma 2 a 0. Aos 37, Clebson descontou para o Metrô.

O Criciúma volta a campo nesta quarta-feira, contra o Juventus, em Jaraguá do Sul, às 20h30min. O Metropolitano cumpre tabela no sábado, também contra o Juventus, em Blumenau, no Estádio do Sesi, às 16 horas.

Rizicultura: “Mais uma crise está instalada”

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Zahyra Mattar
Tubarão

A safra de arroz no Brasil fechará em aproximadamente 11,3 milhões de toneladas. São cerca de 1,4 milhão a menos do que a do ano passado. Os problemas climáticos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, maiores estados produtivos do país, a quebra de 15% e os baixos preços internacionais fizeram o sinal vermelho acender também na região.

Se no conjunto os números são bons, individualmente alguns produtores já acumulam perdas significativas, na casa dos R$ 100 mil. “No fim do ano passado estimávamos aumento no preço. Na época havia falta de produto no mercado. Mas os países que mais exportam para o Brasil (EUA, Tailândia e Vietnã), conseguem fazer seu arroz entrar no país com preço baixos. O resultado não é nada bom para os produtores nacionais”, lamenta o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos.

Para equilibrar a economia no campo e na mesa do consumidor, o preço da saca de 50 quilos de arroz deveria girar em torno de R$ 30,00. Com isso, a bolsa de cinco quilos do produto, nos supermercados, ficaria entre R$ 8,00 a R$ 9,00. Hoje custa R$ 7,00. “Acredito que este preço é completamente possível ao consumidor. Mas enquanto não chegamos a estes números, mais uma crise está instalada no setor produtivo”, lamenta Dionísio.

Clima
O excesso de calor no verão e a chuva no fim da safra culminaram em perda para o produtor da Amurel. Cerca de 3% do produto ainda está submerso. “Individualmente a perda é muito grande. Já articulamos junto aos sindicatos rurais e a superintendência do Banco do Brasil, uma maneira de estender os prazos de pagamento”, antecipa o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos.

Atualmente, a Amurel tem 21 mil hectares de plantação de arroz divididos entre Tubarão, Jaguaruna, Treze de Maio, Sangão, Capivari de Baixo, Gravatal, Laguna, Imbituba, Imaruí. Juntos, os 300 rizicultores da região são responsáveis pela produção de três milhões de sacas por safra.

Importação
Uma reunião da frente parlamentar da agricultura na câmara, terminou com a formulação de uma proposta para aumentar a Tarifa Externa Comum (TEC), paga pelos países do Mercosul para a importação do arroz. Hoje a taxa está em 12%. A intenção é elevar para 30%, a fim de que os preços internacionais não deprimam os preços internos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prometeu encaminhar o voto aos ministérios econômicos para tentar minimizar a situação dos rizicultores brasileiros.

Acidente: Prejuízo é de quase R$ 50 mil

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Rafael Andrade
Tubarão

Uma grave batida de carro deixou um prejuízo para proprietários de três carros. Na volta para casa de uma festa, próximo às 6 horas de sábado, o condutor de um Fiat Uno, com placas de Tubarão, colidiu violentamente em três carros estacionados na rua Januário Alves Garcia, no Centro. A batida foi tão violenta que uma Mercedes Benz, com placas de São Paulo, ficou totalmente destruída.

Um Fiat Strada e um Fiat Siena, ambos de Tubarão, também foram danificados. O motorista do Uno que causou o acidente ficou levemente ferido. O proprietário da Mercedez, o fotógrafo Davis Tonon Locks, tinha acabado de chegar em casa do trabalho. “É com este carro que vou trabalhar, agora fiquei na mão”, lamenta Davis. Ele teve um prejuízo estimado em R$ 40 mil. O seu carro não tinha seguro e será levado para um ferro-velho.

Em poucos minutos, vários curiosos aglomeram-se no local. Entre eles a proprietária do Fiat Siena, que ficou surpresa quando percebeu que o seu veículo estava entre os envolvidos. “Acordei assustada com o barulho do impacto. Moro em um residencial na frente onde estava o meu carro. Quando vi o tamanho dos estragos fiquei sem palavras. Ainda bem que ninguém ficou ferido gravemente”, lembra Ana Lúcia Tonon, dona do Siena.

O único carro assegurado é o Fiat Strada. Os demais proprietários tiveram um prejuízo somado em quase R$ 50 mil. “Quem vai pagar esta conta? Eu que estava dormindo ou o condutor do Uno que vinha de uma festa?”, pergunta Ana Lúcia, indignada.

Teste do bafômetro
A Polícia Militar de Tubarão foi acionada pelos proprietários dos veículos envolvidos na colisão e chegou no local em poucos minutos. O condutor de um Fiat Uno que provocou a colisão recusou-se a fazer o teste do bafômetro, mas foi conduzido à Delegacia de Trânsito por dirigir sem carteira de habilitação e por estar sem o documento do carro. O proprietário do Uno esteve no local e disse ter emprestado o carro para o amigo.

Mercado de trabalho: Curso qualifica mão-de-obra portuária

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Imbituba

O curso de qualificação de mão-de-obra para a área portuária, oferecido gratuitamente em Imbituba pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Indesi Brasil, é um sucesso. Dez turmas foram formadas e os alunos já estão em aula, ministradas em sete escolas da cidade. O curso é uma parceria entre o poder municipal, Unibave e classe empresarial.

“Acredito que o sucesso deste curso deve-se ao fato da cidade ter abraçado o Planseq Portuário por meio desta parceria”, destaca a secretária de educação da prefeitura, Leda Pamato. Para ela, o curso é um diferencial no mercado de trabalho, sobretudo em Imbituba, onde a atividade portuária está em plena expansão.

O professor Gilberto Barreto, consultor de gestão e logística portuária, antecipa que a expectativa é de que uma nova demanda por empregos se projete a partir dos novos investimentos no setor. “Há a expectativa de termos um concurso para o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO), a fim de classificar e selecionar os trabalhadores. A partir do Planseq Portuário, temos a certeza de que pessoas qualificadas concorrerão a estes postos de trabalho”, valoriza Barreto.

Inscrições superaram a expectativa
O Planseq Portuário, ministrado em Imbituba, teve, em três dias, mais de 400 pessoas inscritas. A primeira fase do curso iniciou em abril e estende-se até agosto. A capacitação conta com dez turmas espalhadas em sete escolas municipais de Imbituba.

Além do curso ser gratuito, é oferecido um kit com apostila. A frequência e a regularidade dos participantes é motivo de comemoração para os coordenadores gerais do Planseq Portuário. “Temos alunos de Laguna e Imbituba que frequentam regularmente as aulas, que ocorrem terça a quinta-feira à noite. A taxa de evasão não chega a 15%”, comemora Vera Lúcia Nascimento Motta, uma das coordenadoras do curso.

Em busca de oportunidades
Iara Pittigliani Carvalho e Jardel Mendes são exemplos da diferenciação de público do curso Planseq Portuário, ministrado em Imbituba. Ela é formada em fisioterapia, trabalha na prefeitura e tem 27 anos. Buscou o Planseq para se capacitar e preparar-se para a nova demanda por emprego na área portuária, de logística e comércio exterior.

Ele é vendedor, tem 24 anos e ensino médio completo. Procurou o curso para acrescentar experiências ao seu currículo e prospectar vagas nesta área futuramente. Apesar do histórico diferente, a opinião em relação ao curso é comum aos dois estudantes.

Legislação trabalhista, atividade portuária, inglês aplicado, inclusão digital, segurança do trabalho e formação humana estão entre as disciplinas ministradas. A segunda etapa do curso começará em agosto e já tem lotação no número de inscritos. A meta é qualificar 400 profissionais em Imbituba.

Segurança no trânsito: Cadeirinhas em falta no mercado

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Carolina Carradore
Tubarão

Encontrar cadeirinhas e assentos que permitem crianças de até sete anos e meio serem transportadas em veículos tornou-se uma tarefa difícil em Tubarão. A falta do equipamento nas lojas de todo o país fez o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogar a resolução que obriga o uso das cadeirinhas para 1º de setembro.

A situação do mercado de Tubarão não é diferente do restante do país. Aqui, a maioria dos lojistas foi pego de surpresa, pois não esperavam uma demanda tão intensa no mercado. Um exemplo é o da enfermeira Rosa Eliane Alves, 38 anos. A cadeirinha usada pela filha Juliana, de cinco anos, já está pequena e ela quer comprar uma nova. E o problema está justamente em encontrar o equipamento. “Sei que ainda não há fiscalização, mas quero garantir a segurança a minha filha”, enfatiza Rosa.

No Magazine Luiza as vendas aumentaram 100% no último mês. “Fizemos um novo pedido para atender toda a demanda. Devemos estar com o estoque cheio em 20 dias”, antecipa a vendedora Pamela Walter. Na Benoit as cadeirinhas também ‘sumiram’. Em 20 dias mais de 50 produtos foram vendidos. A loja também já trotou de reforçar o estoque.

Acerte na hora da compra
Existem três tipos de equipamentos: o bebê conforto, apropriado para criança até 1 ano; a cadeirinha direcionada, para os pequenos de 1 a 4 anos; e o assento de elevação, destinado a crianças entre 4 a 7 anos. Após essa idade, a criança pode utilizar o banco de trás do carro.

Mas como nem todos os pimpolhos da mesma faixa etária têm peso e altura semelhantes, a coordenadora de campanhas educativas do Detran de Santa Catarina, Rosângela Bittencourt, passa a dica para os país escolherem o equipamento correto.

Quando o pé do neném que ainda usa o bebê conforto alcançar o banco do carro, é hora de ser transportado em uma cadeirinha. A mesma regra vale para mudar para o assento. A criança só não precisará de um equipamento específico quando seus pés alcançarem o assoalho do veículo. “O uso desses dispositivos diminuem drasticamente as chances de mortes e lesões de crianças em casos de acidentes”, ensina Rosângela.