sábado, 21 fevereiro , 2026
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Os intocáveis (1)

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A lberto estava quase no final de seu plantão, sob um sol escaldante. O agente continuava suas abordagens de rotina, numa blitz da Guarda Civil Municipal, no subúrbio do bairro da cidade. Estava exausto. Mesmo assim, aproximava-se dos veículos com cautela, verbalizava com os condutores com uma educação exemplar, que fora cultivada desde sua infância por influência de seus pais. Procurava, sempre que possível, orientar as pessoas a respeito de uma boa conduta no trânsito e, de modo geral, era recepcionado com a mesma educação que oferecia.

– Vamos encerrar a operação. Fiscalizem os últimos veículos e depois vamos embora – disse o comandante para os subordinados.

Alberto ordenou com gestos a parada de um automóvel que se aproximava. Caminhou até uma distância segura para que pudesse iniciar sua abordagem com segurança, observou o condutor através do retrovisor externo, e falou:

– Bom dia, cidadão! Por favor, carteira de habilitação e documentos do veículo.
O cidadão respondeu ao bom dia e ao mesmo tempo foi abrindo o porta-luvas. No meio de muitas parafernálias, encontrou os documentos que Alberto havia pedido. Entregou nas mãos do agente, que conferiu e disse:
– Está quase tudo certo, exceto pelo fato de o senhor não estar usando o cinto de segurança.
– E daí? – exclamou o cidadão.
– Como e daí? O Senhor não sabe que está no Código de Trânsito Brasileiro, em seu art. 65, que o uso do cinto de segurança é obrigatório em todo território nacional? Além do mais, num possível acidente de trânsito, o senhor pode ser lançado para fora do veículo, podendo sofrer ferimentos graves ou até mesmo morrer!
– E daí, seu guarda? – insistiu o cidadão.

– Que coisa! – exclamou consigo mesmo Alberto. Mesmo assim, manteve a postura. Respirou fundo e completou:
– O senhor está sendo notificado no art. 167 do CTB, por deixar de usar o cinto de segurança.
– O quê? Tu ‘tá’ me ameaçando, rapaz?
– Não, não estou lhe ameaçando, estou lhe notificando, o que é bem diferente.
– O rapaz! Tu sabes com quem tu ‘tá’ falando?

Alberto já estava de ‘saco’ cheio com aquela situação. Mesmo assim, respondeu a pergunta ousada daquele cidadão:
– Não, não sei! Se nem mesmo você sabe quem você é, como você quer que eu saiba?
– Eu sou índio. Tu não ‘tá’ vendo o penacho no banco de trás?
– Estou vendo, sim, mas agora quem diz ‘e daí’ sou eu!
– Ah, meu filho! Tu estudaste até que série? Como foi que tu entraste pra esta corporação? Parece um burro analfabeto!
– Olha o desacato, cidadão! Respeita-me senão eu te prendo, hein!

– É bem nesse ponto que eu queria chegar seu guarda. Tu não podes me prender, não pode fazer nada contra mim. Porque ‘mim ser índio’, e índio pode alegar desconhecimento de lei. Eu nem sei o que é esse tal de desacato. Afinal, nós não vivemos nessa selva de pedra que vocês vivem, nós somos regidos pelos costumes seculares de nossos ancestrais. As leis que regem vocês não regem o povo da minha aldeia. Na minha tribo, a gente decide o que é melhor para cada membro baseado nas nossas tradições, advogamos em causa própria, em nossos interesses pessoais. Quando a população tenta nos colocar em pé de igualdade com os demais cidadãos, sempre encontramos uma forma de nos livrar das responsabilidades. Quando cometemos irregularidades, somos julgados dentro da própria tribo, e a penalidade materializa-se no máximo em uma advertência do cacique. Nós somos intocáveis e inimputáveis!

(Continua na edição de amanhã).

O mundo em vários clicks

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Um projeto de inclusão digital tem dado o que falar na Escola Jovem Dite Freitas, em Tubarão. O curso começou na aula de física, da professora Edna Soares. As aulas sobre óptica e estudo da luz logo se transformaram em aulas de cliques, muitos cliques.

O mais interessante é que os próprios alunos constroem as suas máquinas. A primeira a ser reproduzida foi a câmara escura. O equipamento foi a primeira grande descoberta para a fotografia desenvolver-se como a conhecemos hoje.

A próxima a ser confeccionada pelos estudantes será a pinhole, uma forma de máquina que não utiliza lentes. É apenas o primeiro passo do projeto. Depois, os estudantes ainda aprenderam um pouco sobre revelação de fotografias.

A última parte do projeto será uma maratona de fotografia. Serão 48 horas de atividades. Cada grupo terá seis horas para colocar em prática o que aprendeu durante do projeto. O tema proposto é ‘Um olhar para a cidade’.

Anote a evolução do projeto

O que já foi feito
♦ O primeiro passo foi a participação dos alunos em um aulão sobre fotografia digital.
♦ Depois, houve outro aulão, sobre a história da fotografia.
♦ Em seguida, os participantes colocaram os conhecimentos em prática. Foi a vez da construção da primeira máquina fotográfica da história: a câmara obscura.

O que vem por aí
♦ Agora, os estudantes preparam-se para confeccionar um outra câmara, a pinhole, um equipamento capaz de captar a imagem sem lentes.
♦ O quinto passo será uma oficina de revelação de fotografias em preto e branco.
♦ Depois, eles terão uma aula de como utilizar a máquina digital.
♦ Haverá também uma visita técnica em um local degradado e outro recuperado.
♦ Maratona de fotografia. Cada grupo terá seis horas para clicar algo dentro do tema proposto: ‘Um olhar para a cidade’.

Meio ambiente: A preservação é um dever de todos

Desastres naturais, biodiversidade e água são alguns dos assuntos discutidos pelos alunos do Colégio Dehon, em Tubarão, na Semana do Meio Ambiente.
Em parceria com acadêmicas do curso de ciências biológicas da Unisul, os estudantes realizaram várias ações. O objetivo foi inserir nos alunos o espírito de conscientização.

Para a professora de biologia do colégio, Samantha Pereira Miguel, despertar nos estudantes a importância de se preservar o meio ambiente foi a principal finalidade desta iniciativa. “Os jovens possuem uma facilidade maior de se comunicar, então, se eles estão conscientes, provavelmente, repassarão essas informações para pais e amigos”, define.

Participaram das atividades as primeiras séries do ensino médio, com maquetes, cartazes e experiências. Os trabalhos abordaram temas como desastres naturais, biodiversidade e água.

“Por meio de muita pesquisa, aprendemos como melhorar não só o espaço em que vivemos, mas todo o meio ambiente. É muito bom poder repassar esse aprendizado tão importante para a sociedade”, avalia a aluna Anabelly de Souza Medeiros.

“O índio era um ordinário”

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Zahyra Matta
Tubarão

Notisul – O que mais o fascina na história de Tubarão?
Amadio
– Nada em particular, mas o conjunto. A forma como a cidade iniciou foi totalmente diferente da maioria. Uma estrada de ferro era aberta para ligar o litoral ao planalto e uma cidade desenvolveu-se na beira de um rio e transforma-se em um centro de convergência de todas as vias. Quer mais interessante do que isso?

Notisul – Quem fundou Tubarão?
Amadio
– Capitão João da Costa Moreira.

Notisul – João Teixeira Nunes deve estar se revirando no túmulo. A história diz que foi ele. Não foi?
Amadio
– (risos) Pois é, deve estar (se revirando na cova). Com o tempo, esta parte da história vai ser modificada. Não tem cabimento João Teixeira Nunes ter fundado Tubarão porque tinha 6 anos quando o outro João, o da Costa Moreira, chegou aqui. As terras que ele, mais tarde, doou por afloramento à igreja, foram adquiridas em 1812, quando toda a margem do rio já estava ocupada. Na verdade, ele foi o quarto proprietário destas terras.

Notisul – Então por que ensinam errado?
Amadio
– Vai saber! Teixeira Nunes foi um cidadão benemérito. Ele doou terras onde hoje é a Catedral, para justamente criarem uma igreja. Nesta época, o centro de Tubarão era ali, na região do bairro São João-MD. Era o chamado Poço Grande do Rio Tubarão. Nesta época, a margem do rio era bem povoada. A doação por afloramento diz que qualquer cidade poderia usar a terra, desde que pagasse o laudênio para a igreja. Imagina se daria algo de graça né!? Mas não era só gente de bem que podia pagar. E esse ‘bem’ significa dim-dim e não o outro bem, de bondade. A pobretada ficava na margem do rio, em situação deplorável.

Notisul – Credo. Que ‘miserê’. Até os ricos eram pobres então!?
Amadio
– Uma verdade: olhando para trás, o rico da época era o miserável de hoje. Na verdade, todo mundo era miserável, alguns mais, outros menos. Se você olhar os inventários das pessoas mais abastadas do século 19, vai ver que eles praticamente viviam na miséria se comparar com hoje. Quem era miserável já nascia com o pé praticamente na cova. Quem tinha qualquer coisa, às vezes, chegava aos 40 anos.

Notisul – Nossa! Mas voltando à fundação. Daí João chegou…
Amadio
– Então, João da Costa Moreira chegou para receber as sesmarias (instituto jurídico português que normatizava a distribuição de terras) junto com o sargento-mor Jacinto Jaques. A carta de sesmaria exigia que o dono deveria, em dois anos, demarcar e beneficiar a terra. Caso contrário, perdia a posse. Foi o que fizeram. Na verdade, foi o que João da Costa Nunes fez, porque Jacinto nunca saiu de Florianópolis, onde morreu em mil oitocentos e pedrinhas. O filho dele era padre, morreu novo e não deixou herdeiros, ainda que na época era muito comum padre ter filho. Então, a mãe recebe a terra, como herdeira ascendente. Anos depois, Teixeira Nunes compra esta terra. Daí a confusão a respeito da fundação de Tubarão. Como os descendentes de Teixeira Nunes mandaram em Tubarão e doaram terras à poderosa igreja, ele foi aceito como fundador, mas não é. Levo pau até hoje por dizer isso, mas é a verdade.

Notisul – Leva pau?
Amadio
– Quando você muda algo tido como verdadeiro sempre gera polêmica. Mas, como não devo nada para ninguém e não tenho compromisso com esta sociedade vinda de United States Of Lageado (gargalhada – ele refere-se à serra), coloquei tudo em pratos limpos. A história é essa.

Notisul – O nome de Tubarão é por causa do índio ou por causa do rio?
Amadio
– Do rio. No começo, eu também achei que era e escrevi esta injustiça. Nem sempre a gente acerta. Mas um dia, curioso, saí em campo e fui pesquisar. E descobri que o nome é por causa do rio e não do índio. Mais uma (história) para me darem pau. Conforme os relatos da época, os jesuítas encontraram este dito cujo lá para as bandas de Arroio do Silva e o denominaram, por 13 vezes, com o nome de Tubarão. Literalmente Tubarão. Ele não era um cacique por delegação indígena, mas sim por delegação do branco. Ele era um negociante. Fazia suas guerrinhas, aprisionava os índios e os vendia para os brancos. Na visão europeia, ele era um serzinho ordinário. Em uma das citações, os jesuítas contam que chegaram, com suas roupas no melhor estilo urubu, e pediram que ele mudasse, parasse de aprisionar os indígenas. Pois o ordinário não gostou, puxou a mangueira e mijou no pé do padre (gargalhadas). Os jesuítas ficaram loucos, descreveram sua petulância e arrogância. Isso foi em 1605.

Notisul – Mas o rio tem o mesmo nome do índio.
Amadio
– Espera. Vou chegar lá. Em 1605, quando os jesuítas chegaram, todos os acidentes geográficos já tinham denominação. Porque foram dar um nome indígena a um rio? Imbituba, Itapirubá, Imaruí, tudo já tinha nome. Como que o hoje Rio Tubarão não tinha? Impossível, né? Tubanharô realmente vem do idioma indígena. Tuba significa pai. Nharô quer dizer feroz. Então: pai feroz. Mas essa denominação era dada ao rio pelos índios. Não era o nome do índio.

Notisul – Mas como o senhor concluiu isso?
Amadio
– Pela lógica. Em épocas normais, o rio tinha água potável, era navegável, tinha caça em suas margens – o que facilitava a vida do índio -, era calmo e tranquilo. Era um verdadeiro Tuba, um verdadeiro pai. Mas, quando vinha o vento leste, como ocorreu em 1974, ele ficava feroz, dava enchente. Então, os índios chamavam o rio de Tubanharô. Com isso, cheguei à seguinte conclusão: do índio era impossível. Primeiro, porque ele não estava aqui; segundo, porque os jesuítas, europeus não dariam um nome indígena para um rio que já tinha nome. Vão encher o meu saco por causa disso. Fazer o quê. Todos têm direito de errar na história, menos eu.

Notisul – Por quê?
Amadio
– Caem de pau em cima. Até porque já fui logrado na história.

Notisul – Como?
Amadio
– É o seguinte. Em Treze de Maio, onde nasci, vivia na roça, o que tinha eram um livretos de contos bíblicos. Lá estava escrito que o povo judeu começou o mundo, aquela mentalidade medieval, típica da igreja. Mas era o que eu conhecia, era o que tinha acesso, então, era a minha verdade. Bom, aos 13 anos me desmamei da família e fui para o seminário. Bom, então verifiquei que existia uma civilização inteira antes dos judeus. Fiquei indignado. Me senti logrado.

Parabéns, São Ludgero! Cidade comemora 48 anos

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Wagner da Silva
São Ludgero

Durante toda a semana vários ocorrem em São Ludgero. O motivo: a celebração dos 48 anos de emancipação político-administrativa da cidade. Neste sábado, data do aniversário, uma grande festa é preparada no salão paroquial. Uma cuca gigante será servida aos moradores, às 16 horas.

Até o domingo, outras atrações estão programadas. Uma delas é o rodeio no CTG Beira Rio, a festa de 25 anos do Educandário Municipal Menino Deus e o Campeonato Municipal de Futebol de Campo.

São Ludgero começou a ser colonizado em 1870 por famílias de origem alemã, vindas da Westphalia. A emancipação, porém, ocorreu somente em 1962.

Hoje, o município é referência em saneamento básico no estado e também destaque na indústria de embalagens. Paralelamente, o município é tido como exemplo da área esportiva. Tanto que é apelidado, em Santa Catarina, de capital dos esportes.

Os maiores investimentos são no futebol, no futsal e no voleibol feminino. Atualmente, a bocha também está entre os esportes que mais trazem glórias. Atletas como Rafael Borges e Ingrid Fuchter Schulz, hoje ícones nacionais, são de São Ludgero.

Na escola: Falsa avó tenta raptar criança

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Rafael Andrade
Tubarão

Fim de tarde, hora da saída de quase 15 mil estudantes de escolas públicas, particulares e de cursinhos em Tubarão. Seria mais um dia comum para uma família gaúcha que reside na cidade há dois anos, mas não foi. Pelo contrário. Foi um fim de tarde desesperador. Uma aluna de 6 anos quase foi raptada por uma falsa avó na escola.

O fato ocorreu terça-feira, mas os pais da criança resolveram divulgar somente ontem. “A diretora da escola não estava na região. Ela estava em uma convenção de pedagogos, por isso, resolvi aguardar a sua chegada e me reunir com ela ontem para que tome providências”, esclarece Heraldo, pai da menina.
A sua filha ficou abalada com a história e com a possibilidade de cair em mãos de estranhos.

Se não fosse a ação rápida do vigia e coordenadores da escola, mais uma história de rapto a criança seria registrado no estado. “A minha ‘vozinha’ mora no Rio Grande do Sul”, relatou a menina ao vigia e à criminosa, que fugiu assim que ouviu.

Na maioria das vezes, os sequestradores ou traficantes de pessoas escolhem e estudam a vítima por vários dias antes de agir. “Fiquei surpreso porque o vigia me informou que a mulher chegou ao colégio dizendo o nome e o sobrenome da minha filha. É uma sensação desesperadora, não tenho mais palavras para descrever”, lamenta Heraldo.
Segundo o vigia, a mulher aparentava ter mais de 50 anos e uma aparência comum. “Não é a primeira vez que a vejo rondando a escola”, relatou.

Boletim de ocorrência e fique atento!

Os pais da menina registrarão boletim de ocorrência da tentativa de rapto hoje de manhã, na Central de Polícia. Os investigadores tentarão identificar a mulher, já que ela continua solta e rondando pela frente das escolas de Tubarão. Por tanto, ensine o seu filho a não falar com estranhos, principalmente na saída dos colégios, quando estão sozinhos.

No caso desta criança, somente uma van escolar cadastrada na escola pode pegá-la. Os diretores das escolas da região costumam solicitar aos pais que deixem o nome e até mesmo fotos de pessoas responsáveis que tenham a permissão de pegar a criança na saída da aula.

Na casa de praia: Cocaína pura é apreendida

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Rafael Andrade
Jaguaruna

Mais de 200 gramas de pasta de cocaína foram apreendidos ontem na praia do Arroio Corrente, em Jaguaruna. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido pela equipe da Polícia Civil de Tubarão e Jaguaruna, sob a coordenação do delegado Carlos Diego Araújo, da Central de Polícia de Tubarão.

“A droga pertence a um traficante conhecido que possivelmente distribui a outros. O bandido já aguarda por audiência no Presídio Regional de Tubarão. Ele foi preso em flagrante há duas semanas, no bairro Humaitá de Cima, em Tubarão”, relembra Carlos Diego.

E foi justamente a partir deste caso, que a polícia chegou a apreensão de ontem. “Isto servirá para o incriminar ainda mais. As investigações prosseguem e mais cinco pessoas podem ser presas a qualquer momento por terem ligação com este traficante”, antecipa Carlos Diego.

As três sacolas com a droga estavam dentro de um pote de achocolatado, escondido no interior de um sofá velho. A polícia acredita que mais cocaína esteja escondida em casas de amigos ou parentes do traficante preso.

Copa do Mundo: Julio Cesar espanta dúvidas sobre recuperação

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Joanesburgo, África do Sul

Sem mãos nas costas, treino especial ou cuidado da fisioterapia. O goleiro Julio Cesar participou normalmente da atividade técnica comandada por Dunga na tarde de ontem, na Hoerskool. Mais que isso! O camisa 1 teve boa atuação no trabalho. Foi o goleiro menos vazado.

Dunga separou os jogadores em quatro times. Dois deles enfrentavam-se em campo reduzido, dando toques rápidos na bola. As outras duas equipes ficavam fora, mas podiam tabelar com os demais. A cada cinco minutos, os papeis invertiam-se.

Os goleiros fizeram um revezamento próprio. Cada um disputava duas partidas seguidas, descansava uma e retornava. Julio Cesar teve o melhor desempenho entre o trio. Saltou nas bolas altas, fez sequências rápidas de defesas e até dividiu jogada mais dura com Grafite. A única diferença em relação a Gomes e Doni foi que, ao fim do treino, Julio Cesar não ficou no campo para defender pênaltis e faltas batidos por Júlio Baptista, Daniel Alves, Elano e Michel Bastos.

Pela manhã, Julio Cesar voltou a chamar atenção durante treino fechado. Do muro da escola, foi possível ver o camisa 1 levando as mãos às costas algumas vezes. Deu sinais de que a região ainda não estava totalmente recuperada.

A lesão
Julio Cesar tomou uma pancada nas costas há nove dias, na vitória por 3 a 0 sobre o Zimbábue, em amistoso realizado em Harare. Foi substituído ainda no primeiro tempo por Gomes. Nos dias seguintes, ficou fora de dois treinos para realizar apenas tratamento.

Combustíveis: Preço do álcool volta a cair

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Zahyra Mattar
Tubarão

Aos poucos, o preço do litro do álcool volta ao patamar que o brasileiro estava acostumado antes da alta entre o fim do ano passado e o começo deste, quando o produto faltou no mercado e chegou a ser vendido com valor de até R$ 2,29.

Exatamente como projetado pelo delegado do Sindicato do Comércio Varejista de Combustível da Região, Valdo Viana Filho, a baixa é gradativa e, agora, já começa a agradar o consumidor e também os donos de postos. Até o fim do mês passado, o valor do litro do álcool era vendido, em média, entre R$ 2,19 e R$ 2,29 na região.

Agora, o preço caiu R$ 0,40, a maior a queda desde o começo do ano. Na região, o preço médio praticado está entre R$ 1,75 e R$ 1,89. “Estamos mais animados, mas a meta é chegar ao preço praticado em São Paulo hoje, entre R$ 1,00 e R$ 1,10. Aí sim fica justo para todos. Só não alcançamos este valor ainda porque o ICMS no estado paulista é muito menor do que o nosso”, compara Viana.

O delegado pontua ainda que os estoques nas usinas ainda são altos, então, a tendência é que o preço do combustível continue em queda escalonada. Com os valores de agora, o álcool já começa a voltar ser o mais vantajoso no comparativo com a gasolina, que continua com o preço no mesmo patamar praticado em maio: de R$ 2,60 a R$ 2,68.

Valores
Preço do litro do álcool
praticado na região

De janeiro a março
Entre R$ 2,19 a R$ 2,29
De abril e mês passado
Entre R$ 1,89 a R$ 1,99
Este mês
Entre R$ 1,75 a R$ 1,89

Horário especial: Enfim, um acordo…

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Carolina Carradore
Tubarão

Fim do impasse. O Sindicato dos Comerciários e Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) entram em acordo. Hoje e amanhã, as lojas de Tubarão abrem em horário especial, em função do Dia dos Namorados. Nos jogos do Brasil, durante a Copa do Mundo, as portas permanecerão fechadas.

Segundo o presidente do Sindilojas, José Batista Masiero, o comércio funciona hoje, das 9 às 22 horas. Já amanhã, o consumidor encontrará estabelecimentos abertos das 9 às 17 horas.

Um horário especial também foi planejado para garantir à seleção no Mundial. De acordo com Masiero, nos dias que o Brasil joga às 11 horas, as lojas ficarão fechadas das 10h30min às 13h30min. Já quando a seleção canarinho entrar em campo às 15h30min, os comerciários poderão ir para casa às 15 horas (e não precisarão voltar se o expediente da loja encerrar às 18 horas). “Boa parte dos estabelecimentos fecha nesse horário. Volta ao trabalho quem trabalha em locais com horário flexível”, explica.

O tempo em que o comerciário não trabalhar durante os jogos da Copa será descontado nas horas-extras feitas nos próximos hoje e sábado.

Contribuição gera polêmica

Um percentual de 8% descontado na folha de pagamento dos trabalhadores pelo Sindicato dos Comerciários de Tubarão é tema de reclamação e questionamento por parte da classe trabalhadora. Muitos afirmam desconhecer o destino deste valor.

O funcionário do comércio de Tubarão Célio Antônio Luciano, 48 anos, quer explicações sobre o dinheiro que sai do seu salário. Segundo ele, se o trabalhador quiser, o desconto pode ser retirado do salário, mas o transtorno é tanto que desanima. “Quando vamos ao sindicato pedir para suspender a contribuição, temos redigir uma carta de próprio punho e responder um questionário absurdo da nossa vida profissional. Entramos em uma ‘lista negra’ do comércio”, diz.

Célio alega que não sabe o porquê deste desconto. “Se o sindicato provar que existe 100% do benefício à classe, a gente paga. Mas eles não explicam nada. Por que tenho que descontar 8% do salário se meu aumento não chega a 2% por ano?”, questiona.
A mesma opinião tem a crediarista Denise Fernandes. Ela tem o desconto na folha salarial, mas nunca soube o motivo. “Isso é uma incógnita para mim. Vou ter que tirar um tempo para suspender”, frisa.

Atrações no Dia D

Amanhã é o Dia D dos Namorados para o comércio de Tubarão. O ponto alto ficará por conta da gastronomia que será oferecida no centro da cidade.
A exemplo da edição anterior, quando foi montado um restaurante com comida italiana, o cardápio de amanhã será feijoada, na praça Pery Camisão. O valor é de R$ 10,00 por pessoa.

Quem comparecer ao Dia D dos Namorados também poderá usufruir de outros serviços gratuitos até as 17 horas, além de presenciar uma série de atrações culturais.
Haverá também orientação sobre câncer de mama e colo de útero e encaminhamentos para preventivos pela Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Em Capivari de Baixo, o horário especial do comércio fica por conta do Sábado Feliz. Com a estrutura montada na avenida General Osvaldo Pinto da Veiga, praça da Igreja Matriz, a população de Capivari, além das compras, poderá usufruir gratuitamente de orientações nas áreas de educação e saúde. O comércio ficará aberto das 9 às 17 horas, com intervalo para almoço.

O outro lado

A presidenta do Sindicato dos Comerciários, Elizandra Rodrigues Anselmo, explica que há uma contribuição de negociação profissional, desconto em duas parcelas de 4% do salário do trabalhador, nos meses de junho e novembro. Segundo ela, esse valor é para investir em melhorias ao sindicato, e consequentemente, ao comerciário. “Usamos para pagar informativos, boletins, manutenção do sindicato, advogados, enfim, é necessário para o bem do trabalhador”. O sindicato arrecada com a contribuição de negociação profissional cerca de R$ 50 mil, por ano.

Bolsa Família: Mil vagas são abertas

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Tubarão

Começou o cadastro das famílias que têm o direito a integrar o programa Bolsa Família, do governo federal. Somente para Tubarão, estão disponíveis mil vagas. Para participar, a família deve possuir renda per capita menor ou igual a R$ 140,00.

Quem reside nas comunidades de Passagem, Recife, Campestre, Passo do Gado, Santa Luzia, Praia Redonda, São Clemente, Vila Moema, Revoredo, Andrino, Madre, Santa Rita, Mato Alto e Morrinhos, deverão procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da Passagem, das 8h30min às 12 horas e das 14 às 16 horas.

Já as famílias residentes no São João-ME, Bom Pastor, São Martinho, São Bernardo, Humaitá, Dehon, Vila Esperança, Morrotes e São Raimundo, devem efetuar o cadastro no Cras do Morrotes nos mesmos horários.

Quem reside nos demais bairros devem procurar a secretaria de assistência social, de segunda a quarta-feira, das 8 às 13 horas. As 1.057 famílias tubaronenses já atendidos pelo programa não precisam refazer o cadastro. O benefício varia entre R$ 22,00 a R$ 200,00, conforme a renda familiar e o número de filhos na escola.