sexta-feira, 20 fevereiro , 2026
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Semeie você também!

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Na semana do meio ambiente, os alunos da Escola Jovem, em Tubarão, também estão engajados em aprender e propagar incentivo à preservação. Diversas atividades foram programadas para aguçar a reflexão.

O cronograma começou com a elaboração de um projeto, exposição do material e divulgação da ideia. Nesta quarta-feira, haverá apresentação cultural, e nas próximas segunda e quarta-feira declamação de textos.

Também estão previstos passeio ciclístico, plantio na escola e distribuição das mudas. O encerramento da programação será no dia 19.

O tema meio ambiente caminha paralelamente ao trabalho realizado na Escola Jovem. No primeiro bimestre, foi trabalhada a identidade, pela qual os estudantes aprendem que precisam mudar certos hábitos para que a sociedade também mude.

Já neste segundo bimestre, o foco é a socialização. “Nesta fase, eles começam a passar o que aprendem para outros alunos”, relata a coordenadora pedagógica, Maria Augusta Geremias do Nascimento, a Guta. “Todos demonstram que estão mais conscientes”, comemora.

Sabe o que os astros guardam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
A Lua está na fase minguante, indicando o momento de refletir sobre o que você percebeu ser valioso. Os próximos dias favorecem a observação, a percepção dos erros, correção de atitudes e conclusão de negócios.

Touro (20/04 a 20/05)
A lunação atual, pertencente ao signo de Touro, chega agora ao momento minguante, concluindo um ciclo de experiências. Dia propício para refletir sobre os seus novos objetivos, interesses e passos, recentemente iniciados.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
A lua minguante atual precede a fase lunar nova em seu signo, sendo portanto um período de conclusão de ciclo. Os próximos dias são importantes para você definitivamente desapegar-se do passado, abrindo espaço a coisas novas.

Câncer (22/06 a 22/07)
Regente canceriano, a Lua está na fase minguante, sinalizando um momento propício para refletir sobre seus objetivos. Você agora faz ajustes em relação a planos que envolvem amigos, grupos e atuação na sociedade. Momento de mirar o futuro, sabendo desapegar-se do passado.

Leão (23/07 a 22/08)
Momento de fazer um balanço dos seus valores, das questões profissionais e do que ocorreu nas últimas semanas. Fase importante para refletir sobre o que é verdadeiramente importante na vida, leonino.

Virgem (23/08 a 22/09)
Você agora fecha questões relativas a viagens, estudos e à tentativa de realizar na prática os seus ideais e sonhos. A lua minguante sugere um período de sete dias de reflexão, buscando melhorias e aprimoramento.

Libra (23/09 a 22/10)
Lua minguante no céu e na terra os librianos sentem a necessidade de concluirem uma etapa, desapegando-se. Questões emocionais e financeiras mostram agora os seus resultados. Observe e conclua.

Escorpião (23/10 a 21/11)
A Lua está minguante, assinalando um momento importante para refletir o que tem ocorrido em seus relacionamentos. Fase lunar minguante propícia à reflexão, à conclusão de ciclo, com a assimilação dos ensinamentos.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Momento oportuno para observar os resultados de suas recentes experiências no campo do trabalho e da saúde. A fase lunar minguante assinala um período importante para refletir sobre o que falta aprimorar.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Momento de fechamento de algumas questões relativas à vida afetiva, capricorniano. Reflexão sobre os valores emocionais. A fase minguante favorece um período em que devemos refletir.

Aquário (20/01 a 18/02)
Questões familiares e emocionais chegam a uma conclusão, sintonizada com valores que você percebeu ser importantes. Momento importante para refletir sobre o que nutre a sua alma.

Peixes (19/02 a 20/03)
A Lua minguante indica um momento propício para a interiorização, a reflexão, concluindo sobre o que é valioso. Os próximos dias favorecem a conclusão de situações e experiências, em preparação a um novo ciclo.

O acidente de trabalho e a garantia de emprego (fim)

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Não sendo salário, só pode ser benefício previdenciário pago diretamente pela empresa, como, textualmente, consta desta jurisprudência:

Tributário. Contribuição previdenciária. Auxílio- -doença. “1. O empregado afastado por motivo de doença não presta serviço e, por isso, não recebe salário, mas apenas uma verba de caráter previdenciário de seu empregador, durante os primeiros 15 dias. A descaracterização da natureza salarial da citada verba afasta a verba afasta a incidência de contribuição previdenciária (STJ, REsp n, 1.049.417-RÇ-Rei. Min. Castro Meira -Documento 3917565).

A matéria encontra-se pacificada no STJ, vide os seguintes precedentes REsp n. 381.181/RS, REsp n. 768.255/RS, REsp n. 836.531/SC).

Uma vez caracterizado que o benefício previdenciário acidentário tem seu início a partir do momento em que o trabalhador afasta-se da empresa, nasce aí, também, o direito à garantia de emprego, independentemente do afastamento não superar os 15 dias ou haver recebimento de benefício do INSS.

Afinal, a expressão ‘após a cessação do auxílio-doença acidentário’ contida no art. 118, da Lei n. 8.213/91, não pode ser deduzida como sendo o benefício pago pelo INSS, estando contido nela, também, e inegavelmente, o período de benefício a cargo da empresa.

Esta linha de raciocínio nos leva ao questiona- mento do inciso 11, da Súmula n. 378, do TST:

“Súmula n. 378 – TST: – Estabilidade Provisória – Acidente do Trabalho – Constitucionalidade – Pressupostos.

I – É constitucional o art. 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. (ex-OJ n. 105 -Inserida em 1.10.1997).

II – São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego”. (Primeira parte -ex-OJ n. 230 – Inserida em 20.6.2001).

A súmula é explícita em reconhecer o direito a estabilidade somente após 15 dias de afastamento do trabalho, o que significa pagamento de benefício pelo INSS. Apenas admite a estabilidade sem afastamento se o trabalhador doente for demitido sem ser encaminhado ao INSS, o que é uma forma de punir o empregador por ter cerceado o direito do empregado de ver seu caso apreciado pela Previdência.

Porém, na maioria das vezes em que o trabalha- dor, por motivo de acidente, afasta-se da empresa por período inferior a 15 dias, seu retorno ao trabalho se dá porque recuperou a saúde, logo, não será o caso de ser constatada doença após a despedida. Entretanto, a estabilidade está garantida por lei, da mesma forma quando ele retoma com saúde após benefício pago pelo INSS.

Portanto, a redação do art. 118, da Lei n. 8.213/91, reforçada pela posição unânime do Superior Tribunal de Justiça, o qual tem competência constitucional para julgar matéria de direito previdenciário, de que os primeiros 15 dias de afastamento do trabalho por motivo de doença constituem benefício previdenciário pago pela empresa, evidencia a ilegalidade da Súmula n. 378, do TST, ao fixar como pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário.

“O índio era um ordinário”

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Zahyra Matta
Tubarão

Notisul – O que mais o fascina na história de Tubarão?
Amadio
– Nada em particular, mas o conjunto. A forma como a cidade iniciou foi totalmente diferente da maioria. Uma estrada de ferro era aberta para ligar o litoral ao planalto e uma cidade desenvolveu-se na beira de um rio e transforma-se em um centro de convergência de todas as vias. Quer mais interessante do que isso?

Notisul – Quem fundou Tubarão?
Amadio
– Capitão João da Costa Moreira.

Notisul – João Teixeira Nunes deve estar se revirando no túmulo. A história diz que foi ele. Não foi?
Amadio
– (risos) Pois é, deve estar (se revirando na cova). Com o tempo, esta parte da história vai ser modificada. Não tem cabimento João Teixeira Nunes ter fundado Tubarão porque tinha 6 anos quando o outro João, o da Costa Moreira, chegou aqui. As terras que ele, mais tarde, doou por afloramento à igreja, foram adquiridas em 1812, quando toda a margem do rio já estava ocupada. Na verdade, ele foi o quarto proprietário destas terras.

Notisul – Então por que ensinam errado?
Amadio
– Vai saber! Teixeira Nunes foi um cidadão benemérito. Ele doou terras onde hoje é a Catedral, para justamente criarem uma igreja. Nesta época, o centro de Tubarão era ali, na região do bairro São João-MD. Era o chamado Poço Grande do Rio Tubarão. Nesta época, a margem do rio era bem povoada. A doação por afloramento diz que qualquer cidade poderia usar a terra, desde que pagasse o laudênio para a igreja. Imagina se daria algo de graça né!? Mas não era só gente de bem que podia pagar. E esse ‘bem’ significa dim-dim e não o outro bem, de bondade. A pobretada ficava na margem do rio, em situação deplorável.

Notisul – Credo. Que ‘miserê’. Até os ricos eram pobres então!?
Amadio
– Uma verdade: olhando para trás, o rico da época era o miserável de hoje. Na verdade, todo mundo era miserável, alguns mais, outros menos. Se você olhar os inventários das pessoas mais abastadas do século 19, vai ver que eles praticamente viviam na miséria se comparar com hoje. Quem era miserável já nascia com o pé praticamente na cova. Quem tinha qualquer coisa, às vezes, chegava aos 40 anos.

Notisul – Nossa! Mas voltando à fundação. Daí João chegou…
Amadio
– Então, João da Costa Moreira chegou para receber as sesmarias (instituto jurídico português que normatizava a distribuição de terras) junto com o sargento-mor Jacinto Jaques. A carta de sesmaria exigia que o dono deveria, em dois anos, demarcar e beneficiar a terra. Caso contrário, perdia a posse. Foi o que fizeram. Na verdade, foi o que João da Costa Nunes fez, porque Jacinto nunca saiu de Florianópolis, onde morreu em mil oitocentos e pedrinhas. O filho dele era padre, morreu novo e não deixou herdeiros, ainda que na época era muito comum padre ter filho. Então, a mãe recebe a terra, como herdeira ascendente. Anos depois, Teixeira Nunes compra esta terra. Daí a confusão a respeito da fundação de Tubarão. Como os descendentes de Teixeira Nunes mandaram em Tubarão e doaram terras à poderosa igreja, ele foi aceito como fundador, mas não é. Levo pau até hoje por dizer isso, mas é a verdade.

Notisul – Leva pau?
Amadio
– Quando você muda algo tido como verdadeiro sempre gera polêmica. Mas, como não devo nada para ninguém e não tenho compromisso com esta sociedade vinda de United States Of Lageado (gargalhada – ele refere-se à serra), coloquei tudo em pratos limpos. A história é essa.

Notisul – O nome de Tubarão é por causa do índio ou por causa do rio?
Amadio
– Do rio. No começo, eu também achei que era e escrevi esta injustiça. Nem sempre a gente acerta. Mas um dia, curioso, saí em campo e fui pesquisar. E descobri que o nome é por causa do rio e não do índio. Mais uma (história) para me darem pau. Conforme os relatos da época, os jesuítas encontraram este dito cujo lá para as bandas de Arroio do Silva e o denominaram, por 13 vezes, com o nome de Tubarão. Literalmente Tubarão. Ele não era um cacique por delegação indígena, mas sim por delegação do branco. Ele era um negociante. Fazia suas guerrinhas, aprisionava os índios e os vendia para os brancos. Na visão europeia, ele era um serzinho ordinário. Em uma das citações, os jesuítas contam que chegaram, com suas roupas no melhor estilo urubu, e pediram que ele mudasse, parasse de aprisionar os indígenas. Pois o ordinário não gostou, puxou a mangueira e mijou no pé do padre (gargalhadas). Os jesuítas ficaram loucos, descreveram sua petulância e arrogância. Isso foi em 1605.

Notisul – Mas o rio tem o mesmo nome do índio.
Amadio
– Espera. Vou chegar lá. Em 1605, quando os jesuítas chegaram, todos os acidentes geográficos já tinham denominação. Porque foram dar um nome indígena a um rio? Imbituba, Itapirubá, Imaruí, tudo já tinha nome. Como que o hoje Rio Tubarão não tinha? Impossível, né? Tubanharô realmente vem do idioma indígena. Tuba significa pai. Nharô quer dizer feroz. Então: pai feroz. Mas essa denominação era dada ao rio pelos índios. Não era o nome do índio.

Notisul – Mas como o senhor concluiu isso?
Amadio
– Pela lógica. Em épocas normais, o rio tinha água potável, era navegável, tinha caça em suas margens – o que facilitava a vida do índio -, era calmo e tranquilo. Era um verdadeiro Tuba, um verdadeiro pai. Mas, quando vinha o vento leste, como ocorreu em 1974, ele ficava feroz, dava enchente. Então, os índios chamavam o rio de Tubanharô. Com isso, cheguei à seguinte conclusão: do índio era impossível. Primeiro, porque ele não estava aqui; segundo, porque os jesuítas, europeus não dariam um nome indígena para um rio que já tinha nome. Vão encher o meu saco por causa disso. Fazer o quê. Todos têm direito de errar na história, menos eu.

Notisul – Por quê?
Amadio
– Caem de pau em cima. Até porque já fui logrado na história.

Notisul – Como?
Amadio
– É o seguinte. Em Treze de Maio, onde nasci, vivia na roça, o que tinha eram um livretos de contos bíblicos. Lá estava escrito que o povo judeu começou o mundo, aquela mentalidade medieval, típica da igreja. Mas era o que eu conhecia, era o que tinha acesso, então, era a minha verdade. Bom, aos 13 anos me desmamei da família e fui para o seminário. Bom, então verifiquei que existia uma civilização inteira antes dos judeus. Fiquei indignado. Me senti logrado.

Dia Mundial do Meio Ambiente: “A situação é realmente crítica”

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Priscila Loch
Tubarão

Muitos negam, outros preferem fazer vista grossa. Há também os otimistas, que avaliam o problema como sem gravidade. Realmente, é preciso coragem para ver o que está ‘na cara’. É fato a poluição do Rio Tubarão. Na visão do leigos, algo sem tanta importância… Já para quem entende do assunto…

Não tem como lembrar o Dia Mundial do Meio Ambiente sem colocar os problemas da bacia hidrográfica em primeiro plano. Este sábado deveria ser um dia apenas de comemorações. Mas não. Afinal, o alerta está ligado há muito tempo!

“A situação é realmente crítica”, lamenta Francisco Beltrame, secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar. E ele não fala ‘da boca pra fora’. Baseia-se em um estudo, intitulado A morte do rio, realizado dois anos atrás.

Por conta própria, Beltrame decidiu investigar. Analisou a qualidade da água em 21 trechos. E ficou assustado. Vinte deles são enquadrados na Classe 2* pelo Conselho Nacional do Meio Ambieente (Conama), e um à Classe especial. Contudo, encontrou apenas um trecho de Classe 2, outro de Classe 3 a 4, quatro de Classe 4**, e os demais nem se enquadravam sequer na Classe 4.

A intenção agora é realizar um novo estudo, através do comitê, para atualizar as informações. “A realidade está aí, não dá para negar. É preciso tomar alguma atitude”, alerta Beltrame.

* Na Classe 2, a água é indicada para:
• Abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
• Proteção das comunidades aquáticas;
• Recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho;
• Irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer;
• Aquicultura e atividade de pesca, etc.

** Na Classe 4, a água é indicada para:
• Navegação;
• Harmonia paisagística.

O relatório
A forte poluição das águas da região é relatada no estudo realizado por Francisco Beltrame. Ele cita:

• A situação do saneamento básico rudimentar. Em função disso, grandes volumes de esgoto, insuficientemente ou não tratado, são diretamente lançados nas águas superficiais e no solo e, juntamente, os ingredientes químicos contidos neles. Assim, por exemplo, despejam em Lauro Müller 17%, em Anitápolis 77%, em Braço do Norte 16% e em Urussanga 12%da população seus esgotos sem qualquer tratamento a céu aberto.
• As enormes quantidades de dejetos animais, sais minerais de adubos e pesticidas, principalmente da orizicultura que chegam às águas.
• A mineração e o beneficiamento de carvão, que provocam a forte acidificação das águas e, em consequência disso, são dissolvidos os metais pesados e os sulfatos em uma magnitude que apresenta uma ameaça séria à saúde humana.

Dia Mundial do Meio Ambiente: Um exemplo para o estado

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Zahyra Mattar
Tubarão

A beleza do passado pode ter se esvaído do Rio Tubarão, especialmente na região central da cidade, onde o aspecto (e nem o cheirinho) do Tubarão não é dos melhores, mas ainda é possível reverter a situação.

E o caminho para isso tem nome e apelido: Plano Municipal de Água e Esgoto, o Pmae. Tubarão, a cidade, tornou-se exemplo para Santa Catarina quando confeccionou o seu cronograma de gestão da água, em 2007. Tanto que, hoje, a unanimidade dos municípios catarinense aguarda o desfecho da análise do plano no Tribunal de Contas do Estado (TCE), para, cada qual, concretizar o seu.

A prefeitura de Tubarão lançou a licitação para concessão dos serviços de água e esgoto em março de 2008, mas foi impedida de abrir os envelopes com as propostas das três empresas participantes. Há dois anos, o TCE concedeu liminar e suspendeu o processo.

Agora, falta apenas um ‘passo’ para tudo ser resolvido. A ação já está na ‘mão’ da procuradoria. Basta um parecer para a matéria ir a plenário. “O Pmae é a grande esperança que temos para solucionar os graves problemas que temos em relação à água. É possível que até o fim do mês tenhamos uma resposta mais concreta”, vibra o superintendente geral da Agência Reguladora das Águas de Tubarão, Afonso Furghestti.

Com o processo julgado e a retomada da licitação, o município colocará em prática um dos melhores projetos já pensados às questões ambientais. “Seja a gestão atual ou a próxima, não importa. Com o Pmae, em dez anos, no máximo, teremos um outro rio. E devemos isso às gerações futuras e a nós mesmos”, poetiza Afonso.

Clima: E a chuva não vai embora

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Priscila Alano
Tubarão

A reclamação é geral. As pessoas já não sabem mais o que fazer. As donas de casas e faxineiras não conseguem colocar as casas em ordem. Os órgãos públicos elaboram cronogramas de trabalhos para a recuperação das rodovias, mas, há suspensão em função do mau tempo. E muitas pessoas enfrentam dificuldades para se locomover, inclusive ir trabalhar.

O engenheiro civil Mauro Ingracio, da Defesa Civil de Tubarão, analisa que são necessários pelo menos 15 dias de tempo estável para que o solo encharcado seque e os trabalhos de recuperação nas estradas possam ser iniciados. “A umidade ainda está alta, por isso, nada seca. É normal o mês de maio ser chuvoso. Porém, a precipitação foi além do esperado e atingiu toda a região. Foram muitos os estragos causados pela enxurrada”, explica Mário. A malha viária do município é extensa e os estudos apontam que, para recuperar todos os danos, são necessários de seis meses a um ano de trabalhos intensos.

No relatório elaborado pela Defesa Civil de Tubarão, a cidade teve um prejuízo estimado de R$ 6 milhões. O coordenador do órgão, José Luiz Tancredo, afirma que os técnicos monitoram os recursos que podem ser liberados em Brasília. “Precisamos de recursos externos para recuperar a cidade”, desabafa Tancredo.

Recuperação das SCs
O secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo Silva, o Dura, garante que operações tapa-buracos são realizadas constantemente nas rodovias da região. Porém, na reunião do conselho político empresarial para o desenvolvimento da região, em Braço do Norte, nesta sexta-feira, o presidente da Acivale, Sílvio Bianchini, solicitou que o governo tenha um plano de manutenção constante de rodovias. Bianchini sugeriu no encontro que fosse marcada uma audiência com o Dnit para providenciar a manutenção das rodovias da região, principalmente a SC-438, que liga Braço do Norte a Tubarão.

Mau tempo não colabora com ações
Secretários esperam o tempo estabilizar para reiniciar os trabalhos de recuperação. O secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos, está de olho na previsão do tempo, e espera dar continuidade aos trabalhos emergenciais na próxima semana. “Não conseguimos retirar asfalto e nem saibro das barreiras para fazer a recuperação das estradas. O tempo não tem colaborado”, lamenta Nilton. O secretário destaca que são necessários recursos externos para dar agilidade no cronograma de atividades.

O secretário de desenvolvimento rural da prefeitura, José Antônio De Piere, destaca que os produtores de feijão, arroz e os pecuaristas da cidade amargam prejuízos com as chuvas. Na pecuária, o problema é a pastagem, que está escassa. “Cerca de 10% das culturas deixaram de ser colhidas. A pastagem apodreceu, morreu antes do tempo. Alguns pecuaristas já perderam cabeças de gado”, relata Zezinho, que também espera a chuva cessar para iniciar a recuperação de pontes, pontilhões e vias rurais.

Previsão do tempo é animadora
O climatologista Rafael Marques avalia maio como um mês foi típico de outono, com temperatura amena. Porém, o que chamou a atenção foi a precipitação pluviométrica. A chuva no último mês causou uma série de transtornos para a região. Os valores ultrapassaram a média histórica. A estimativa era de 77 a 110 milímetros de chuva, mas o valor ficou em torno de três a quatro vezes acima do esperado. “O último mês foi o segundo mais chuvoso desde 1940 em algumas localidades”, compara Rafael. Já as previsões climatológicas para os próximos meses sugerem que a chuva e temperatura fiquem dentro da média na região. As temperaturas devem girar entre 12º C e 14º C, e a chuva em torno de 70 milímetros.

Índice pluviométrico de maio
Localidade – Chuva (mm)
Orleans – 318
São João (TB) – 488
Rio do Pouso (TB) – 396
Pedras Grandes – 335
Monte Castelo(TB) – 396
Jaguaruna – 374
Braço do Norte (BN) – 366
São Martinho – 387
Vila Moema (TB) – 358
Grão Pará – 274
Armazém – 362
S. Ludgero – 304
Sta Rosa de Lima – 387
Anitápolis – 330
Pinheiral (BN) – 380

Etapa tubaronense de Motocross: Os melhores já estão aqui

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Tubarão

A etapa tubaronense do Riffel Motocross – Campeonato Catarinense que ocorre neste fim de semana, em Tubarão – deve receber um ótimo público. Mais de dez mil pessoas são aguardadas na pista do Sertão dos Corrêa. Mais de 100 pilotos já confirmaram presença.

O motódromo Nandi Margotti já está pronto para receber os competidores que disputam o título do estadual. “As chuvas que afetaram a região sul nas últimas semanas, atrasaram um pouco os preparativos para o evento. Mas ontem (quinta-feira) conseguimos deixar pronta toda a estrutura da área de pilotos”, antecipa Vanderlei Matos, um dos organizadores da etapa.

A pista não teve grandes modificações em relação a etapa do ano passado. “O traçado é o mesmo. Vamos finalizar todo o trabalho de pista no sábado pela manhã, minutos antes do início das provas”, completa Matos.

Conforme os meteorologistas da região, o clima será de tempo instável, especialmente no sábado, quando a previsão é de chuva. Os ingressos para acompanhar as disputas da segunda fase do Riffel Motocross serão vendidos no local. No sábado, a entrada para as etapas classificatórias custará R$ 10,00. No domingo, quando ocorrem as provas finais, o ingresso custará R$ 13,00.

Agressões no presídio: Inquéritos foram abertos

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Rafael Andrade
Tubarão

A Corregedoria Geral da Polícia Militar de Santa Catarina abriu um inquérito policial nesta sexta-feira para investigar o caso das agressões no Presídio Regional de Tubarão, há uma semana. Os fatos foram divulgados apenas na terça-feira e tiveram repercussão nacional.

Além do procedimento militar, um inquérito civil tenta apurar a culpabilidade dos envolvidos, principalmente do agente penitenciário Carlos Augusto Macedo Mota, que aparece nas imagens gravadas desferindo cotoveladas, socos e pontapés em dois presidiários.

Os detentos Rafael Bento, 24 anos, e Vitor Domingos, 27, tiveram que retornar à Penitenciária Sul, em Criciúma, de onde haviam sido transferidos para Tubarão quando o episódio ocorreu. “Os dois foram separados dos demais 308 presos (até esta sexta-feira à noite) por medidas de segurança. A corregedoria do Departamento de Administração Prisional (Deap) sugeriu o isolamento dos dois”, informa Décio Paquelin, diretor da unidade carcerária tubaronense.

Carlos poderá ser indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal e uso abusivo da profissão. Ele foi afastado, em caráter provisório, por 60 dias. Na gravação ainda são identificados dois policiais militares do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) de Tubarão. “Percebemos, durante a gravação, que os militares foram pegos de surpresa com as agressões do agente. Repudiamos qualquer tipo de ação ou omissão nestes casos. Por isso, foi aberto o inquérito militar para ouvir os envolvidos”, explica o major Giovani Livramento, comandante da 2ª Companhia do Policiamento Ostensivo do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão.

Condenações das ‘vítimas’
Os dois presidiários espancados pelo agente penitenciário Carlos Augusto Macedo Mota há uma semana, já são condenados pela justiça criminal. Rafael Bento, 24 anos, e Vitor Domingos, 27, cumprem as penas na Penitenciária Sul, em Criciúma. Rafael foi condenado por roubo (artigo 157 do Código Penal). Ele pode ficar até cinco anos recluso. Vitor cumpre pena por tráfico de drogas (artigo 12 da Lei 6.368/76) e pode ficar até 15 anos detido em regime fechado.

Obra: Acesso ao bairro Andrino será fechado neste domingo

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Tubarão

O cruzamento entre as ruas Aldo Hülse e João Adolfo Corrêa, esquina da ponte do Andrino, em Tubarão, será interditado neste domingo das 6 às 21 horas. O fechamento é necessário para que a empresa terceirizada pela prefeitura conclua a interligação da rede de água que é implantada na região.

Com os trabalhos a serem realizados neste domingo, restará somente a repavimentação da estrada para a obra ficar concluída. A Guarda Municipal irá fazer a orientação do trânsito no local. O atual sistema da localidade é bastante antigo e os tubos estavam cheios de incrustações.

O resultado é que a passagem da água era dificuldade e, muitas vezes parte da comunidade chegava a ficar sem água, ou então recebia o líquido, mas com pouca pressão. O investimento, de aproximadamente R$ 380 mil, irá beneficiar cerca de 500 residências, mais dois mil moradores, no bairro Passo do Gado e adjacências.

“Muitas famílias ficavam sem água, principalmente em horários de pico. A atual rede está fora dos padrões e compromete o abastecimento. A nova, feita com tubos de 200 milímetros, garantirá maior vazão à água e diminuirá os problemas da região”, garante o superintendente técnico da Agência Geral Reguladora de Tubarão, engenheiro Marcelo Matos.