sexta-feira, 20 fevereiro , 2026
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Comunicado

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Como já é de conhecimento público, reitero a notícia de que estou efetivamente me afastando desde a data de hoje do cargo de diretor de futebol profissional do Hercílio Luz Futebol Clube.

Os fatos que me levaram a tomar tal atitude foram os seguintes:
Em dezembro de 2009, fui procurado por diretores do Hercílio Luz, que me fizeram um convite para ocupar o cargo de diretor de futebol profissional daquela equipe. À época, a diretoria me solicitou a apresentação de um planejamento para ao futebol para o ano de 2010, visando o acesso à 1ª divisão do Estadual, bem como um orçamento, o que de fato apresentei à diretoria, tendo sido o planejamento e o orçamento aprovados.

Aprovado o planejamento e o orçamento, iniciei desde logo os trabalhos.
Dentre os planos, para dar suporte financeiro à equipe, constava a construção de uma empresa voltada à capitação de recursos por meio de investidores locais, cujo projeto da estruturação da empresa ficou a cargo do respeitadíssimo advogado tubaronense Dr. Megálvio Mussi Junior, cuja estrutura legal e o projeto foram elaborados e apresentados a alguns diretores do Hercílio e empresários locais que apoiaram de pronto .

No campo técnico, elaborei uma lista de vários treinadores, preparadores físicos e preparadores de goleiros, uma equipe para cada umas das diversas propostas de planejamento de trabalhos, com orçamento completo.
A melhor proposta, no aspecto técnico e financeiro foi a que propunha contratação de comissão técnica a partir de maio e o início oficial dos trabalhos em 1º de junho, sendo que essa proposta incluía o técnico Edson Belmonte, com quem fui autorizado pela diretoria a efetuar as tratativas e formalizar o acerto, o que de fato ocorreu.

Imediatamente ao acerto com Belmonte, traçamos um plano de marketing para dar visibilidade ao Hercílio Luz, plano esse orientado pela empresa de marketing e propaganda R-Costa, de Tubarão, no que logramos grande êxito, visto que o Hercílio Luz, nesse tempo, passou de equipe de segundo plano para destaque na imprensa regional e estadual, criando-se um consenso de que o Hercílio Luz era a “bola da vez”.

Elaboramos (Clovis, Dudu Gasperim e Belmonte) uma lista de mais de 50 atletas, efetuamos vários contatos até chegarmos a uma lista de 22 atletas, todos de alto nível, tendo feito os acertos financeiros muito abaixo da média de salários para jogadores daquela qualidade e bem dentro do orçamento aprovado pela diretoria.
Pois bem, nesse meio tempo, fui procurado por uma pessoa que se dizia representante de um grupo italiano que queria investir no futebol do Hercílio Luz. Apresentei a pessoa à diretoria e, a partir daí, passaram a realizar reuniões sem a minha presença e sem meu conhecimento, o que me causou estranheza, até que chegarem a um acordo no dia de ontem de modo a passar para aquelas pessoas a direção do futebol do Hercílio Luz.

Aquelas pessoas, que garantia nenhuma ofereceram ao Hercílio Luz quanto aos investimentos prometidos, diferem completamente do meu planejamento técnico, embora o projeto de longo prazo apresentado por aquelas pessoas seja cópia fiel e descarada do trabalho que tínhamos antes apresentado (frise-se: antes, apresentarem o projeto deles para o Hercílio, solicitaram cópia do que eu, o Dr. Megálvio, Belmonte e Dudu Gasperim elaboramos, leram, copiaram e se auto determinaram autores originais, sem pudor algum).

A proposta do novo grupo é desconsiderar todos os acertos com atletas que nós já havíamos firmado, com consentimento da diretoria, diga-se, alterar as datas de início dos trabalhos e contratar novo grupo de jogadores de acordo com o interesse deles, ou seja, desautorizar tudo o que tínhamos planejado e assumido. Como poderia eu continuar como diretor de futebol do Hercílio e quebrar a palavra dada aos atletas que deixaram de acertar contratos com outras equipes em função da obrigação verbal assumida comigo e com o Hercílio? Como continuar em um projeto onde a ação do diretor de futebol teria que passar pelo crive de um seu subordinado? Que fincão teria esse diretor de futebol que nada mais iria decidir? Apenas aplaudir. Que moral teria esse diretor de futebol sem palavras?

Diante dos fatos, não me restou alternativa, senão, sair do projeto e deixar para que eles, “gênios do futebol”, façam o que é melhor para o Hercílio.
Sem mágoas da diretoria, saí, deixando lá grandes amigos, mas lamentando a opção.
Agradeço o apoio da imprensa, dos torcedores, em especial daqueles que torcem pelo futebol de Tubarão, sem cores e sem interesses pessoais e espero que continuem apoiando o futebol de Tubarão, para o bem da cidade e de nossos aficionados pelo futebol.
Saio por ora, mas continuo à disposição do futebol desta querida região, meu berço.

Sabe o que os astros reservam para você hoje?

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Áries (21/03 a 19/04)
O planeta Vênus passa a atuar no setor astrológico relacionado ao lar, à família, à privacidade e à segurança. Você tende a dar maior importância à família e à proteção de quem ama. Quer segurança emocional e aconchego.

Touro (20/04 a 20/05)
A passagem do regente taurino, Vênus, pelo signo de Câncer, estimula um contato mais aconchegante e sentimental. A comunicação se faz agora com gestos carinhosos. O contato com familiares e pessoas em geral está estimulado.

Gêmeos (21/05 a 21/06)
Boas indicações financeiras, com o novo movimento de Vênus. Você quer assegurar-se emocional e materialmente. Tende a valorizar o conforto do lar, o contato com familiares e o que promova a sensação de segurança.

Câncer (22/06 a 22/07)
O planeta Vênus, símbolo astrológico de amor, relacionamentos e valores pessoais passa a atuar em seu signo. Os cancerianos estarão mais sedutores e atrativos, conscientes de sua beleza e fascínio. Bênção afetiva e material.

Leão (23/07 a 22/08)
A passagem do planeta Vênus pelo signo anterior ao seu indica um período de reflexões sobre o amor e a família. Perceberá a necessidade de dar apoio a quem ama e especialmente aos familiares, que precisam de você.

Virgem (23/08 a 22/09)
Importância dos amigos e de se sentir parte de um grupo. Carência com amigos pode suscitar chantagem emocional. Atenção para não projetar inseguranças, agindo infantilmente. A amizade é expressão de amor elevado.

Libra (23/09 a 22/10)
Vênus passa a atuar no alto da mandala astrológica libriana indicando a importância de questões familiares e profissionais. Tende a valorizar mais o aconchego e a segurança das situações conhecidas.

Escorpião (23/10 a 21/11)
O movimento do planeta Vênus pelo signo de Câncer estimula a sensibilidade, imaginação e carinho dos escorpianos. Fase interessante para contatar pessoas distantes geograficamente e emocionalmente próximas.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Momento de reconhecer as transformações de que o amor é capaz. A metamorfose que só o amor pode operar. Importância de mudanças que estão ocorrendo com a família e que derrubam antigas defesas e carências.

Capricórnio (22/12 a 19/01)
Vênus, o planeta do amor, passa a transitar o signo oposto à Capricórnio, indicando o teor emocional dos relacionamentos. Importante resgate de situações envolvendo familiares e relação afetiva. Cuidado com a carência.

Aquário (20/01 a 18/02)
Início de uma importante fase de aprimoramento emocional, com reflexos também na família, no trabalho e na saúde. O trabalho e as atividades cotidianas pedem engajamento emocional, pois caso contrário você perde o interesse.

Peixes (19/02 a 20/03)
Boa nova astrológica aos piscianos: o planeta Vênus passa a atuar no signo de Câncer, estimulando o romantismo. Bom momento para expressar toda a sensibilidade que caracteriza a sua natureza sonhadora e afetuosa.

Defesa Civil: “Qualquer anúncio levaria a cidade ao pânico”

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Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – Como foi organizada a ação para o episódio desta semana?
Zé Luiz
– Começamos a monitorar, já no começo da semana, as previsões meteorológicas e o volume de chuvas nas cidades da encosta da serra e do Vale do Braço do Norte. Na quarta-feira, às 8 horas, fizemos um histórico das dez últimas horas para saber quanto de água chegaria aqui. Esta cadeia de informação é importante para organizar as ações. Pela manhã, já sabíamos que ao meio-dia teríamos problemas, áreas inevitavelmente ficariam alagadas. A chuva da serra e no Vale leva de oito a dez horas, dependendo da intensidade, para chegar em Tubarão. Às 15 horas, o nível do Rio Tubarão começou a encher e continuou a subir até as 9h30min. A nossa previsão era que o rio chegaria a 5,20 metros acima do normal. Chegou a 5,30 metros.

Notisul – Como você chegou a este valor?
Zé Luiz
– Em 1996, fui presidente do Conselho da Defesa Civil. Naquela época, fiz um mapeamento das cheias em toda a cidade. Com 4 metros, o rio transborda na Madre, chega na estrada. Com 4,50, já atinge a casa das pessoas. Tanto que a Madre foi o primeiro lugar onde agimos. Depois é o Bom Pastor, onde o rio transborda com 4,80 metros. No centro, estabelecemos como nível de alerta total o nível de 5,20 metros. Com 5,50 metros, já temos alagados o São João, Andrino, KM 60 e 63, Guarda-MD, Passagem, Dehon. Na quarta-feira, quando chegou em 5,10 metros, fizemos a primeira reunião para definirmos as ações. Imediatamente, abrimos dois pontos de abrigo temporário – o ginásio Jacob May, na margem esquerda, e o Warmuth Teixeira (do ferroviário), na direita. Temos 16 locais cadastrados. Graças a Deus, não foi preciso utilizá-los.

Notisul – Mas o rio passou do previsto. Não se cogitou fechar as pontes e tirar as pessoas da casa como prevenção?
Zé Luiz
– Este tipo de ação, claro, integra o plano de contingência provisório. Mas qualquer anúncio neste sentido levaria a cidade ao pânico. Além disso, não chovia mais na serra e no Vale. Não havia motivo para tomar qualquer atitude neste sentido. Seria, no mínimo, irresponsável. Se tivéssemos qualquer indício de aumento, aí sim faríamos o alerta emergencial para toda a cidade e fecharíamos o comércio, interditaríamos ruas e pontes.

Notisul – Quais os locais com maiores problemas?
Zé Luiz
– Não vejo o local com maior problema, vejo os problemas que atrapalharam como um todo. Um deles foi o refluxo da água do rio para as áreas mais baixas. Isso ocorreu no Pantanal, Humaitá, Morrotes e no Dehon, por exemplo. A drenagem feita em virtude das obras da BR-101 não foi concluída, o rio subiu e a água começou a voltar pela tubulação e alagar as comunidades. Outra preocupação era com o talude que cerca o Rio Capivari com a fazenda do Revoredo. Em 1996, este talude rompeu e toda a água do Capivari desceu e encheu o Revoredo inteiro. Desta vez, não tivemos problemas.

Notisul – Por que a água demorou tanto para baixar?
Zé Luiz
– O mar estava cheio, o rio estava cheio e não tinha por onde a água escoar. Mas o maior complicador é que na segunda calha do rio existe uma fileira de árvores plantadas. Isto dificulta ainda mais o escoamento da água porque engalha tudo ali. Agora vamos trabalhar para eliminar todas estas árvores. Documentamos tudo para argumentar junto ao Ministério Público.

Notisul – Sua casa alagou?
Zé Luiz
– Alagou. Perdi um monte de coisa. Sofá, geladeira, móveis. Minha família lá alagada e eu aqui, trabalhando. Minha mulher ligava e dizia: “Eu também sou flagelada, socorro!” (risos). Mas faz parte. Não tinha como atendê-los porque não posso preterir uns em detrimentos de outros. A responsabilidade é enorme. É com uma cidade inteira. É uma situação complicada e difícil de lidar. Afinal, é minha família né!?

Notisul – Qual o momento mais difícil?
Zé Luiz
– Foi na tarde de quarta-feira. Às 14 horas, os carros do Bombeiros, da Defesa Civil, PM, Exército e outros órgãos que prestavam socorro não conseguiam ajudar ninguém porque as pontes ficaram interditadas devido ao excesso de veículos. Por isso que batemos na tecla de que as pessoas devem escutar a orientação da Defesa Civil. Não devem sair de casa para ver o rio, nem passar informação não oficial para frente. Os boatos de que uma barreira rompeu em Lauro Müller e a hidrelétrica de Santa Rosa de Lima tinha rompido só deixaram todos desesperados. Um ato completamente irresponsável.

Notisul – Se o rio transbordar no centro, você tem uma noção do prejuízo?
Zé Luiz
– Se o rio transbordar no centro, 80% das áreas baixas alagam. A área central concentra a maior parte do comércio. O prejuízo seria alto. Esta semana houve bastante estragos. Neste momento (manhã de sexta-feira), seis equipes estão na rua para levantar todos os estragos para entregarmos à Defesa Civil Estadual. Na segunda-feira, teremos uma estimativa. Mas já sei que o estrago é grande, mesmo porque Tubarão já estava em situação de emergência desde o dia 5 de abril. Em 38 dias, o que estava ruim ficou pior.

vNotisul – Como você avalia a atuação da sua equipe neste episódio?
Zé Luiz – Boa. Todos aqui têm família, e ninguém arredou o pé um minuto sequer. Mas houve falhas e não posso fechar os olhos. Pelo contrário. Acho bom ver onde erramos para nos organizarmos melhor. Uma destas falhas foi quanto a comunicação. Demoramos para disseminar a informação para a imprensa. O resultado foi aqueles boatos irresponsáveis que deixaram a cidade um caos. Outra coisa que faria diferente é quanto a convocação do grupo de emergência. Chamamos o pessoal em etapas e aprendemos que isso deve ser feito de uma vez só. Também falhamos quanto ao sistema de alerta à população. Com o plano de contingência oficial, que fica pronto em julho, teremos seis sirenes espalhadas em pontos estratégicos da cidade. Mas agora você sabe como é feito este aviso? Pois é, ninguém sabe. Enquanto o plano oficial não fica pronto, o aviso de alerta máximo é feito pelas rádios, pelos sinos das igrejas e sirenes das polícia, da Guarda Municipal e da Defesa Civil.

Atitudes seguras

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Os voluntários do Programa Paz na Linha, da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), de Tubarão, cumpriram mais uma missão esta semana: conscientizar os alunos da escola Dr. Otto Feuerschuette, de Capivari de Baixo, sobre os cuidados ao se aproximarem da linha férrea.

No município, os trilhos ficam próximos da escola e acompanham o trajeto de muitos alunos até as salas de aula e no retorno para casa. “No dia-a-dia, eles saem desatentos. A palestra foi ótima para que eles passem a adotar cuidados quando passam pela linha férrea”, considera a professora Glaucia Pedroso Venâncio Sangaletti.

A equipe formada por colaboradores e estagiários da ferrovia repassou para aproximadamente 550 estudantes de 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e de 1ª a 3ª séries do ensino médio as medidas de prevenção para evitar acidentes, o respeito com o meio ambiente e aos patrimônios públicos.

Concurso
Além da palestra sobre segurança na linha férrea, os estudantes da escola Dr. Otto Feuerschuette, de Capivari de Baixo, passaram a integrar a lista de participantes do concurso de redação com o tema ‘Os cuidados ao atravessar a linha do trem’, promovido pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC). Quem fizer o melhor trabalho será contemplado com uma bicicleta.

Para a orientadora da escola, Fátima Aparecida Fernandes Gonçalves, o concurso é uma iniciativa que traz excelentes resultados. “A redação é um incentivo a mais. Agora, eles têm um desafio maior: desenvolver um trabalho em cima do que aprenderam. Isso faz com que se aprofundem no tema e reflitam sobre as suas atitudes”, enfatiza a orientadora.

Dia da Língua Nacional

Nesta sexta-feira, é celebrado o Dia da Língua Nacional. Nosso idioma pertence ao grupo das línguas românicas, ou neolatinas, e teve a sua origem no latim falado, levado para a Península Ibérica por volta do século 2 a.c., como consequência das conquistas políticas do império romano.
A língua portuguesa é originária do latim vulgar e chegou ao Brasil ainda no século 16. No entanto, com o fluxo constante de imigrantes, o idioma moderniza-se paralelamente ao de Portugal.

Mesmo com a adoção do idioma de seu colonizador, o Brasil possui modos de escrever e de falar que caracterizam o nosso povo com o passar do tempo. Hoje, a língua portuguesa aqui é bem diferente da de Portugal. Além das variações de país para país, há diferenças de cada região.

Uma palavra aqui em Tubarão pode ter outro significado lá no oeste do estado, ou no norte do país. Isso tudo porque um idioma não é algo estático. Se fosse, ainda falaríamos como em Portugal no século 16, como tempos “d’antes”… Muita coisa mudou e, acredite, cada um de nós contribuiu para que assim fosse!

Você sabia?
Atualmente, o português é um dos idiomas com maior difusão geográfica no mundo. É falado nos cinco continentes. Além de Brasil e Portugal, o português também é o idioma oficial em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Goa, Damão, Malaca e Timor Leste.

Chuvas: Famílias podem ter que deixar suas casas

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Carolina Carradore
Tubarão

Não só os alagamentos dão dores de cabeça à população em dias de chuva. Em pelo menos 40 pontos de Tubarão, o perigo é ainda maior. Lugares com riscos de deslizamentos, desbarrancamento e rompimento da margem do Rio Tubarão são monitorados pela Defesa Civil há 15 dias. E o diretor da Defesa Civil, José Luiz Tancredo, alerta: se a chuva insistir, há possibilidade de famílias terem que abandonar as suas residências.

Ontem, o Notisul percorreu alguns pontos da cidade acompanhado dos funcionários do órgão Carlito Nandi e Claudinéia Silvestre. Na Estrada Vila Padre Itamar, no bairro Bom Pastor, falta menos de dois metros para a margem do rio chegar até a estrada. Moradores temem que a rua seja “engolida” pelo barranco do rio. O acesso poderá ser interditado. O mesmo ocorre na rua Norbeto Brunato, na Estrada da Guarda (margem direita), Km 60, próximo ao posto de combustíveis Machado. Falta pouco para que a terra deslize, atinja a via e coloque em risco a segurança de motoristas e pedestres.

Pedras serão implodidas na próxima semana
Para amenizar os riscos de deslizamentos, a Defesa Civil implodirá pedras em seis pontos da cidade. As rochas estão em locais de riscos, próximos às estradas, e podem atingir residências e estabelecimentos comerciais.
Pela primeira vez em Tubarão, a Defesa Civil utilizará um produto chamado massa expansiva para desmonte de rochas. O material dispensa o uso de dinamites.

Ruas interditadas
As chuvas desta semana causaram transtorno em alguns pontos da cidade. A ponte de Congonhas está interditada devido às cheias do rio Cubículo. “Mas não há motivo de alarde, esperamos que não alaguem as casas daquela localidade novamente”, tranquiliza o diretor da Defesa Civil, José Luiz Tancredo.

Empresários amargam prejuízos
Os empresários dos bairros Dehon e Humaitá, em Tubarão, ainda contabilizam os prejuízos das cheias da última semana. A maioria ficou com as portas fechas por dois dias, sem poder atender os clientes. O gerente da papelaria Marielle, Gian Della Giustina, conta que foi necessário erguer os móveis e alguns produtos foram inutilizados. “É necessário melhorar a rede de drenagem. Agora, com qualquer chuva, ficamos apreensivos”, desabafa Gian. Com a chuva desta semana, em alguns pontos os clientes já encontram dificuldade para estacionar.

“A casa vai cair em cima da gente”

Toda vez que chove um pouco mais, a família da camareira Fátima da Cunha, 42 anos, entra em uma verdadeira paranóia. Localizada no ponto mais alto da rua Luiz João Minas, no bairro Fábio Silva, a casa fica junto à encosta do morro. O medo maior de Fátima é que a casa que fica acima da sua desça pelo barranco.

“Essa semana, tive sérios problemas digestivos, tamanho era o nervosismo. Se o barranco cair, a casa do vizinho vem abaixo e podemos todos morrer”, alerta.
O mesmo receio tem o vizinho da casa de cima, Pedro Paulo Alexandre, 40 anos. Ele e o irmão moram há 35 anos na residência de madeira, no alto do morro. “Medo da casa descer nós temos, mas o que vamos fazer? Não temos para onde ir”, pontua.

Alagamentos

A chuva foi embora, voltou e há famílias que ainda tentam recuperar-se dos efeitos da enchente da quarta-feira passada. Na casa do caminheiro Valério da Silva, no bairro Pastor, as águas do Rio Tubarão invadiram a residência.
Quem passa pelo local observa um cenário devastador: as roupas estão largadas no muro da casa e o guarda-roupa apodrece ao lado. A geladeira nova também está ao relento, assim como a máquina de lavar. Ele e a esposa ainda estão em viagem fora do estado e foram avisados da enchente por parentes, por telefone.

Bruno nasce no meio da chuva

Por pouco, Rafaela Mendes, 22 anos, não deu à luz ao pequeno Bruno no meio da água que invadia sua casa, próximo às margens do Rio Tubarão, no bairro Bom Pastor. Enquanto o marido levantava os móveis, Rafaela entrava em trabalho de parto. A vizinha teve que enfrentar as ruas alagadas depois que o rio transbordou e a levou de carro até o hospital.

A água estragou comida, roupas da família, enxoval do neném e até fraldas que Rafaela estocava desde o início da gravidez. A família pede auxílio à comunidade com doações de alimentos, roupas de neném e fraldas.

Deslizamentos: Famílias precisam ser retiradas de casa

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A chuva na noite de terça-feira provocou novos deslizamentos em Braço do Norte. A área mais prejudicada é o bairro São Matheus, onde a Defesa Civil sugeriu que cinco famílias deixassem as suas casas. São sete residências, duas delas vazias.
Por volta de 22 horas, os moradores ouviram barulhos. Era o barranco cedendo. Nenhuma casa foi atingida até ontem, por volta das 19 horas, mas a continuidade da chuva pode provocar estragos.

A área foi interditada, mas não isolada. Desta forma, nenhuma família abandonou os imóveis. A moradora Juliana Floriano afirma que não deixará a área enquanto a prefeitura não encontrar uma solução. “Trabalhamos a vida toda para conquistar este espaço, não vamos sair. A própria prefeitura deu aval de moradia quando aprovou a escritura. São eles os responsáveis por dar estrutura e têm o dever de fazer alguma coisa por nós, não nos jogar em qualquer lugar”, desabafa.

A mesma angústia é vivida por Luci Dauferti Ramos. Há menos de um ano, ela e o esposo pagaram toda a documentação necessária, construíram e agora podem ter que abandonar a residência. “Eles aprovaram as licenças, mas nem vieram avaliar o local. Agora, querem que a gente saia. Sairemos somente com uma alternativa”, lamenta.

Prefeitura pede prazo de quatro dias

Os moradores do bairro São Matheus estiveram reunidos ontem à tarde com o prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio, o coordenador da Defesa Civil, Reginaldo de Oliveira, e a secretária de assistência social, Francisca Leonel da Silva. Eles solicitaram quatro dias para avaliar a situação.

Enquanto isso, os moradores serão alojados em casas de parentes, com suporte da administração municipal. Neste tempo, será feita a limpeza da área onde houve o deslizamento e um laudo técnico será elaborado. “Se não houver riscos, vamos liberar as casas. Caso contrário, vamos derrubar as estruturas, mas já com uma alternativa às famílias”, afirma o coordenador da Defesa Civil.

Solução pode demorar

A retirada das famílias do bairro São Matheus preocupa a administração de Braço do Norte, pois o município não possui plano emergencial para abrigar pessoas que residem em áreas de risco.

A secretária de ação social, Francisca Leonel da Silva, a Quinha, relata que o plano de habitação é discutido, mas ainda não há projeção imediata. “A situação é crítica e não há local apropriado para alojar estas pessoas. Elas serão encaminhadas com seus pertences a casas de parentes, até que possamos solucionar o problema definitivamente”, informa.

De acordo com a secretária, várias ações na área de habitação são executadas, mas os resultados podem demorar. “Buscamos recursos no governo federal para vários projetos, mas os mecanismos deixam as pessoas desesperadas em função da demora. Sentimos por isso, mas garantimos que estamos agindo”, destaca.

Feincos: Primeiro show é hoje!

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Tubarão

As portas do Cecontu já estão abertas para receber o público da 7ª Feira da Indústria, Comércio e Serviços (Feincos). A inauguração oficial ocorreu na noite de ontem e são esperadas aproximadamente 100 mil pessoas até domingo.

Os shows iniciam hoje. A atração da noite será o sertanejo universitário de Maria Cecília e Rodolfo, uma das duplas revelações do ano, que cantarão sucessos como Você de Volta, Você não Merece e Os Dias Vão. A Arena de Shows, coberta e com piso emborrachado, é a grande novidade desta edição.

A estimativa é arrecadar R$ 100 mil por noite durante as apresentações e R$ 2 milhões em negócios durante toda a feira. “Esta nova modelagem atrai novos investidores não só da Amurel, como de outras regiões do país”, enfatiza o secretário de indústria e comércio da prefeitura de Tubarão, Estener Soratto Júnior. “A expectativa é a melhor possível, vem ao encontro com as necessidades da região”, acrescenta o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini.

Cerca de 40 empreendimentos, de diversos segmentos, expõem os seus produtos. Algumas empresas comercializam os produtos a preço de fábrica. Outras sortearão até viagem.

Visitação
O pavilhão do Cecontu estará aberto a visitação das 14 às 22 horas.

Semi-Liberdade: Casa provisória inaugura dia 1º

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Rafael Andrade
Tubarão

Como foi acordado no dia 12 de março, na sala de audiências da vara da família, órfãos, infância e juventude, no fórum de Tubarão, um lar provisório para menores infratores terá que ser reaberto no próximo dia 1º. A Casa de Semi-Liberdade já foi locada, no centro de Tubarão, e é preparada para receber os adolescentes.
“Faltam poucos detalhes. Vamos cumprir a exigência do judiciário a tempo. Uma capacitação final de dois dias ocorre no fim do mês para concluir a preparação dos profissionais que atuarão na casa”, explica a coordenadora administrativa da instituição, Adriana da Silva.

O local receberá até 15 adolescentes. Eles terão direito de ir à escola, frequentar cursos profissionalizantes, ir a peças teatrais e eventos esportivos. No entanto, os infratores têm horários rígidos a cumprir.

A Semi-Liberdade atenderá adolescentes do sexo masculino até 17 anos. Nove educadores, uma assistente social, uma psicóloga, um coordenador técnico e um administrativo atuarão na casa. Menores infratores que estão em recuperação por terem praticado atos infracionais de menor impacto social (conduta descrita como crime ou contravenção penal) serão atendidos.

O local provisório funcionará até o dia 30 de novembro e, no dia 1º de dezembro, a Casa de Semi-Liberdade será inaugurada em caráter definitivo, no bairro São João. O local foi escolhido em consenso entre judiciário, executivo e a ONG responsável pela administração, Oficina da Arte Comunitária. O imóvel já pertence ao estado e será reformado e ampliado.

Homicídio: Júri popular é adiado, novamente

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Tubarão

O julgamento de um dos acusados de assassinar o borracheiro Emerson Oliveira Alves, o Pepe, 27 anos, morto há quase três anos, foi novamente adiado. O júri popular estava marcado para ocorrer ontem à tarde e foi transferido para a próxima quarta-feira. Novamente, o advogado e o réu não puderam comparecer.

O motivo: uma barreira com quase dez toneladas de terra caiu sobre a BR-101, no Morro dos Cavalos, em Palhoça. Foram quase 50 quilômetros de congestionamento, inclusive dos carros do jurista e do acusado, além de viaturas da Polícia Militar que escoltavam o réu. Ele retornou à Penitenciária de Florianópolis.

Pepe foi executado com 15 tiros por dois homens que estavam em uma moto, na rua José Venâncio, bairro São João, em Tubarão. Ele conduzia uma Biz quando foi surpreendido pelos assassinos, que fugiram.
O julgamento de ontem estava marcado para ocorrer no último dia 5, mas teve que ser transferido também pelo não comparecimento do advogado do réu.

Abastecimento de água: Nova rede de água será ligada hoje

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Tubarão

Ainda deverá haver algum transtorno, mas a partir de amanhã a comunidade do Passo do Gado já sentirão a melhoria no abastecimento de água. Hoje, será realizada a interligação dos ramais residenciais e comerciais com a nova rede de abastecimento de água implantada entre as ruas Recife e João Adolfo Corrêa até a Manoel Tobias.
Em virtude disto, os moradores que residem neste trecho ficarão sem água, já que o fechamento da rede é necessário para a interligação da tubulação. Com a obra, mais de 60% dos serviços, iniciados em março, estarão concluídos.

Durante este período inicial é possível a ocorrência de água com coloração alterada em virtude da alteração de fluxo na região. A nova rede proporcionará grandes melhorias no abastecimento da região. A atual é antiga e está cheia de incrustações, o que dificulta a vazão da água.

A tubulação agora é de 200 milímetros, em uma extensão de aproximadamente 1,6 quilômetros. A obra, estimada em R$ 380 mil, favorecerá cerca de dois mil moradores. A nova rede deve levar mais algumas semanas para ser concluída. Isto porque ainda falta interligar a esquina da rua Aldo Hülse e repavimentar os trechos recortados.