quinta-feira, 19 fevereiro , 2026
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Copa Santa Catarina: Jogos são adiados por causa da chuva

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Imbituba

O CFZ Imbituba enfrentaria o Joinville ontem à noite, na Arena, no norte do estado, pela Santa Catarina. Mas as fortes chuvas fizeram a Federação Catarinense de Futebol (FCF) adiar toda a rodada do turno da Copa Santa Catarina para hoje.

O Imbituba, do técnico Alexandre Pandóssio, não faz uma boa campanha. Após perder na estreia para o Figueirense, em Florianópolis, a equipe da Amurel foi goleada pela Chapecoense, no Ninho da Águia, por 4 a 0.
Contra o Joinville, o Imbituba apenas cumprirá tabela, pois não mais chances de classificação.

BID 5: Vistoria ficou para a próxima semana

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Priscila Alano
Tubarão

A visita dos técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a Santa Catarina, para finalizar os detalhes do primeiro pacote de obras do 5º financiamento, foi suspensa em função das chuvas. O presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Romualdo França, antecipa que a nova data está pré-agendada para a próxima semana, caso o tempo estabilize.

Em torno de R$ 90 milhões serão investidos em pavimentação de rodovias em várias regiões do estado. O financiamento foi aprovado no mês passado. Na região, duas obras podem ser realizadas. Um delas é a SC-382, entre Pedras Grandes e Orleans, que integra a rodovia Serramar. O outro é a SC-100, a futura Interpraias, no trecho que liga a balsa, em Laguna, até o Camacho, em Jaguaruna, com ramal para o Farol de Santa Marta.

Na rodovia SC-382 serão pavimentados 17 quilômetros. O custo é avaliado em R$ 17 milhões. Já na Interpraias, os 18 quilômetros têm valor previsto de R$ 22 milhões, já com as condicionantes ambientais.

Pesar: Morre o bancário Celso Mendonça

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Carolina Carradore
Tubarão

Morreu ontem o bancário aposentado Celso de Oliveira Mendonça. Esposo da presidenta do Abrigo dos Velhinhos de Tubarão, Shirley Mendonça, ele foi vítima de uma insuficiência cardíaca. O corpo é velado na capela Santa Terezinha. O enterro será hoje, às 9 horas, no cemitério do São Martinho. Antes, haverá uma missa de corpo presente na Catedral.

Professor universitário, maçom, Celso também trabalhou por mais de 30 anos no Banco do Brasil. “Meu pai era uma pessoa honesta, correta e sempre me dizia que toda a pessoa deve deixar saudades quando se for”, recorda com carinho a filha Glads da Rosa Mendonça.

O aposentado Cornélio Vieira Neves, 84, participou da fundação do Rotary Clube Leste, juntamente com Celso, no final da década de 60, e diz que o amigo deixará uma lacuna na entidade. “Fizemos um bom trabalho juntos e ele foi um grande companheiro. Sempre preocupado com as causas sociais”, revela.

Sabe o que os astros reservam para você hoje?

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Áries (21/03 a 20/04)
Dia em que você deve estar ciente dos valores que estão alinhados com o coração. Boa perspectiva para negócios. Ênfase na segurança, na busca de conforto e proteção aos seus. Mas que isso não seja sinônimo de acomodação.

Touro (21/04 a 20/05)
O Sol em seu signo está em contato positivo com a Lua, indicando que você está mais consciente do que valoriza e quer. Bom momento para firmar o que é emocionalmente importante, agindo com base no coração e na sensibilidade.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
Focalize na segurança interior, que independe das circunstâncias externas. Autoestima e confiança são fundamentais. Você quer certezas e garantias, mas deve fluir com os ensinamentos de desapego, geminiano.

Câncer (21/06 a 21/07)
A Lua está em seu signo, em contato com o Sol em Touro, indicando energia afetuosa, sensível, estabilizadora. Maior consciência de suas necessidades emocionais e das pessoas e situações que nutrem os seus sonhos.

Leão (22/07 a 22/08)
Dia em que você tende a estar introspectivo, sensível e focalizado no que lhe pareça um porto seguro em meio aos desafios. Sol e Netuno em contato indicam que você tende a se sentir vulnerável, sensibilizado, melancólico. Atenção com atitudes de fuga.

Virgem (23/08 a 22/09)
O contato astrológico entre Mercúrio e Plutão indica percepção profunda do que ocorre e boas oportunidades financeiras. Uma mudança positiva de mentalidade pode ocorrer e auxiliar em sua evolução emocional. Questões familiares e emocionais em pauta.

Libra (23/09 a 22/10)
Dia em que as questões familiares, afetivas e profissionais estão em primeiro plano e pedem sua atenção carinhosa. O que lhe nutre emocionalmente? É o questionamento que impele à realização.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Relacionamento, afeto, carinho, cuidado e proteção estão hoje enfatizadas. Relações mostram uma nova etapa. Você quer aproximar mais os seus ideais da realidade que vivencia nos relacionamentos e parcerias. Cuidado com a tendência a se iludir.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Nas simples coisas do cotidiano é que você deve focar a energia, respeitando seu ritmo, limites e sentimentos. Dia em que está mais ciente dos recursos com os quais conta para realizar os seus objetivos.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
Novamente, Plutão em seu signo aspecta o planeta Mercúrio indicando o poder das ideias e dos recursos internos. Dia em que o foco está no relacionamento afetivo e nos vínculos familiares.

Aquário (20/01 a 19/02)
Hora de centramento, de buscar o essencial, de ter uma nova referência de desenvolvimento emocional e familiar. Situações importantes envolvendo o lar, a família, a privacidade e o sentimento de segurança e aconchego.

Peixes (20/02 a 20/03)
Romantismo, sensibilidade, criatividade são aspectos atualmente enaltecidos aos nativos de Peixes. Você começa a perceber mais claramente os novos ambientes, pessoas e experiências com que vai materializar objetivos.

Trânsito no Dia D – parte II

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Caro Maciel, guarda municipal.
Quero reiterar o que escrevi na missiva anterior, Dia D, e que talvez não tenha sido assimilada por você.
Nós, cidade de Tubarão, talvez sejamos uma das poucas que têm uma secretaria de segurança e trânsito para nortear os destinos dessas duas áreas no âmbito municipal. Temos também uma secretaria de planejamento e urbanismo, órgãos complementares que estudam o desenvolvimento da cidade.

Portanto, não estou aqui questionando o passado, pois vivemos o presente, e precisamos pensar no futuro. Se não há articulação entre esses órgãos, não será uma simples opinião que resolverá a situação. Talvez a incompetência seja fator reinante nesses domínios, trazendo os problemas ora relatados, e, fazendo com que nós tentemos resolvê-las.

Mas o que me referia, caro Maciel, é a falta de iniciativa da guarda municipal, assistindo a todo o espetáculo que estava acontecendo, sem ter ações que minimizassem o problema. Tanto acredito que seus superiores tenham se conscientizado do problema, que nos horários de “pico”, meio-dia, entardecer, vocês já foram designados a cuidar dos semáforos da Tubalcain Faraco, avenida Marcolino Cabral, minimizando os transtornos ocasionados pelo grande fluxo de veículos.

Parece que nos escondemos sob os problemas do passado e do presente, como o grande número de veículos, de ruas mal planejadas, motoristas despreparados pelo sistema atual de concessão da habilitação, de alagamentos, o excesso de chuvas, e esquecemos do foco principal da minha reclamação: a falta de iniciativa da guarda municipal. Provavelmente, seu superior deveria estar visualizando o problema, e, como grande estrategista, deveria ter destacado seus subordinados para os cruzamentos principais e, manualmente, fazer o fluxo andar melhor, ou outra estratégia melhor que minimizasse o problema.

Preocupa-me é o futuro de nossa cidade, se cada vez que temos problemas, colocamos a culpa no passado. Precisamos ser humildes, reconhecer nossas deficiências e procurar melhorar a cada dia, mesmo que para isso tenhamos que aceitar pequenas sugestões da comunidade. O que acontecerá quando a guarda municipal estiver armada? Estarão preparados para suportar as críticas e sugestões?

Não esqueça, Maciel, que seu papel como funcionário público é servir a comunidade e, para isso, você pode contribuir levando as sugestões aos seus superiores, pois estamos no ano de 2010, onde as relações patrão/empregado devem ser as mais abertas possíveis, contribuindo para o sucesso de toda organização. Acredito que, em momento algum, seus superiores tenham cerceado a iniciativa dos agentes de trânsito. Portanto, presumo que a falta de iniciativa tenha sido de vocês mesmos.
Sempre acreditando que o dever do verdadeiro cidadão é contribuir para o crescimento de toda sociedade é que escreverei sempre no sentido de melhorar a cidade que escolhi para viver e para meus filhos projetarem seu futuro.

Atitudes seguras

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Os voluntários do Programa Paz na Linha, da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), de Tubarão, cumpriram mais uma missão esta semana: conscientizar os alunos da escola Dr. Otto Feuerschuette, de Capivari de Baixo, sobre os cuidados ao se aproximarem da linha férrea.

No município, os trilhos ficam próximos da escola e acompanham o trajeto de muitos alunos até as salas de aula e no retorno para casa. “No dia-a-dia, eles saem desatentos. A palestra foi ótima para que eles passem a adotar cuidados quando passam pela linha férrea”, considera a professora Glaucia Pedroso Venâncio Sangaletti.

A equipe formada por colaboradores e estagiários da ferrovia repassou para aproximadamente 550 estudantes de 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e de 1ª a 3ª séries do ensino médio as medidas de prevenção para evitar acidentes, o respeito com o meio ambiente e aos patrimônios públicos.

Concurso
Além da palestra sobre segurança na linha férrea, os estudantes da escola Dr. Otto Feuerschuette, de Capivari de Baixo, passaram a integrar a lista de participantes do concurso de redação com o tema ‘Os cuidados ao atravessar a linha do trem’, promovido pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC). Quem fizer o melhor trabalho será contemplado com uma bicicleta.

Para a orientadora da escola, Fátima Aparecida Fernandes Gonçalves, o concurso é uma iniciativa que traz excelentes resultados. “A redação é um incentivo a mais. Agora, eles têm um desafio maior: desenvolver um trabalho em cima do que aprenderam. Isso faz com que se aprofundem no tema e reflitam sobre as suas atitudes”, enfatiza a orientadora.

Dia da Língua Nacional

Nesta sexta-feira, é celebrado o Dia da Língua Nacional. Nosso idioma pertence ao grupo das línguas românicas, ou neolatinas, e teve a sua origem no latim falado, levado para a Península Ibérica por volta do século 2 a.c., como consequência das conquistas políticas do império romano.
A língua portuguesa é originária do latim vulgar e chegou ao Brasil ainda no século 16. No entanto, com o fluxo constante de imigrantes, o idioma moderniza-se paralelamente ao de Portugal.

Mesmo com a adoção do idioma de seu colonizador, o Brasil possui modos de escrever e de falar que caracterizam o nosso povo com o passar do tempo. Hoje, a língua portuguesa aqui é bem diferente da de Portugal. Além das variações de país para país, há diferenças de cada região.

Uma palavra aqui em Tubarão pode ter outro significado lá no oeste do estado, ou no norte do país. Isso tudo porque um idioma não é algo estático. Se fosse, ainda falaríamos como em Portugal no século 16, como tempos “d’antes”… Muita coisa mudou e, acredite, cada um de nós contribuiu para que assim fosse!

Você sabia?
Atualmente, o português é um dos idiomas com maior difusão geográfica no mundo. É falado nos cinco continentes. Além de Brasil e Portugal, o português também é o idioma oficial em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Goa, Damão, Malaca e Timor Leste.

Defesa Civil: “Qualquer anúncio levaria a cidade ao pânico”

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Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – Como foi organizada a ação para o episódio desta semana?
Zé Luiz
– Começamos a monitorar, já no começo da semana, as previsões meteorológicas e o volume de chuvas nas cidades da encosta da serra e do Vale do Braço do Norte. Na quarta-feira, às 8 horas, fizemos um histórico das dez últimas horas para saber quanto de água chegaria aqui. Esta cadeia de informação é importante para organizar as ações. Pela manhã, já sabíamos que ao meio-dia teríamos problemas, áreas inevitavelmente ficariam alagadas. A chuva da serra e no Vale leva de oito a dez horas, dependendo da intensidade, para chegar em Tubarão. Às 15 horas, o nível do Rio Tubarão começou a encher e continuou a subir até as 9h30min. A nossa previsão era que o rio chegaria a 5,20 metros acima do normal. Chegou a 5,30 metros.

Notisul – Como você chegou a este valor?
Zé Luiz
– Em 1996, fui presidente do Conselho da Defesa Civil. Naquela época, fiz um mapeamento das cheias em toda a cidade. Com 4 metros, o rio transborda na Madre, chega na estrada. Com 4,50, já atinge a casa das pessoas. Tanto que a Madre foi o primeiro lugar onde agimos. Depois é o Bom Pastor, onde o rio transborda com 4,80 metros. No centro, estabelecemos como nível de alerta total o nível de 5,20 metros. Com 5,50 metros, já temos alagados o São João, Andrino, KM 60 e 63, Guarda-MD, Passagem, Dehon. Na quarta-feira, quando chegou em 5,10 metros, fizemos a primeira reunião para definirmos as ações. Imediatamente, abrimos dois pontos de abrigo temporário – o ginásio Jacob May, na margem esquerda, e o Warmuth Teixeira (do ferroviário), na direita. Temos 16 locais cadastrados. Graças a Deus, não foi preciso utilizá-los.

Notisul – Mas o rio passou do previsto. Não se cogitou fechar as pontes e tirar as pessoas da casa como prevenção?
Zé Luiz
– Este tipo de ação, claro, integra o plano de contingência provisório. Mas qualquer anúncio neste sentido levaria a cidade ao pânico. Além disso, não chovia mais na serra e no Vale. Não havia motivo para tomar qualquer atitude neste sentido. Seria, no mínimo, irresponsável. Se tivéssemos qualquer indício de aumento, aí sim faríamos o alerta emergencial para toda a cidade e fecharíamos o comércio, interditaríamos ruas e pontes.

Notisul – Quais os locais com maiores problemas?
Zé Luiz
– Não vejo o local com maior problema, vejo os problemas que atrapalharam como um todo. Um deles foi o refluxo da água do rio para as áreas mais baixas. Isso ocorreu no Pantanal, Humaitá, Morrotes e no Dehon, por exemplo. A drenagem feita em virtude das obras da BR-101 não foi concluída, o rio subiu e a água começou a voltar pela tubulação e alagar as comunidades. Outra preocupação era com o talude que cerca o Rio Capivari com a fazenda do Revoredo. Em 1996, este talude rompeu e toda a água do Capivari desceu e encheu o Revoredo inteiro. Desta vez, não tivemos problemas.

Notisul – Por que a água demorou tanto para baixar?
Zé Luiz
– O mar estava cheio, o rio estava cheio e não tinha por onde a água escoar. Mas o maior complicador é que na segunda calha do rio existe uma fileira de árvores plantadas. Isto dificulta ainda mais o escoamento da água porque engalha tudo ali. Agora vamos trabalhar para eliminar todas estas árvores. Documentamos tudo para argumentar junto ao Ministério Público.

Notisul – Sua casa alagou?
Zé Luiz
– Alagou. Perdi um monte de coisa. Sofá, geladeira, móveis. Minha família lá alagada e eu aqui, trabalhando. Minha mulher ligava e dizia: “Eu também sou flagelada, socorro!” (risos). Mas faz parte. Não tinha como atendê-los porque não posso preterir uns em detrimentos de outros. A responsabilidade é enorme. É com uma cidade inteira. É uma situação complicada e difícil de lidar. Afinal, é minha família né!?

Notisul – Qual o momento mais difícil?
Zé Luiz
– Foi na tarde de quarta-feira. Às 14 horas, os carros do Bombeiros, da Defesa Civil, PM, Exército e outros órgãos que prestavam socorro não conseguiam ajudar ninguém porque as pontes ficaram interditadas devido ao excesso de veículos. Por isso que batemos na tecla de que as pessoas devem escutar a orientação da Defesa Civil. Não devem sair de casa para ver o rio, nem passar informação não oficial para frente. Os boatos de que uma barreira rompeu em Lauro Müller e a hidrelétrica de Santa Rosa de Lima tinha rompido só deixaram todos desesperados. Um ato completamente irresponsável.

Notisul – Se o rio transbordar no centro, você tem uma noção do prejuízo?
Zé Luiz
– Se o rio transbordar no centro, 80% das áreas baixas alagam. A área central concentra a maior parte do comércio. O prejuízo seria alto. Esta semana houve bastante estragos. Neste momento (manhã de sexta-feira), seis equipes estão na rua para levantar todos os estragos para entregarmos à Defesa Civil Estadual. Na segunda-feira, teremos uma estimativa. Mas já sei que o estrago é grande, mesmo porque Tubarão já estava em situação de emergência desde o dia 5 de abril. Em 38 dias, o que estava ruim ficou pior.

vNotisul – Como você avalia a atuação da sua equipe neste episódio?
Zé Luiz – Boa. Todos aqui têm família, e ninguém arredou o pé um minuto sequer. Mas houve falhas e não posso fechar os olhos. Pelo contrário. Acho bom ver onde erramos para nos organizarmos melhor. Uma destas falhas foi quanto a comunicação. Demoramos para disseminar a informação para a imprensa. O resultado foi aqueles boatos irresponsáveis que deixaram a cidade um caos. Outra coisa que faria diferente é quanto a convocação do grupo de emergência. Chamamos o pessoal em etapas e aprendemos que isso deve ser feito de uma vez só. Também falhamos quanto ao sistema de alerta à população. Com o plano de contingência oficial, que fica pronto em julho, teremos seis sirenes espalhadas em pontos estratégicos da cidade. Mas agora você sabe como é feito este aviso? Pois é, ninguém sabe. Enquanto o plano oficial não fica pronto, o aviso de alerta máximo é feito pelas rádios, pelos sinos das igrejas e sirenes das polícia, da Guarda Municipal e da Defesa Civil.

Novos e velhos estragos… Ainda o mau tempo

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Carolina Carradore
Tubarão

O tempo voltou a castigar a região. Depois da chuva intensa da semana passada, que deixou pelo menos 3.745 pessoas desalojadas no estado, um vendaval causou estragos no litoral.

Laguna foi a cidade da Amurel mais atingida. Ventos de pelo menos 70 por hora causaram deslizamentos no Farol de Santa Marta. Uma família foi retirada de uma residência, que corre sérios riscos de desabamento. No centro da cidade, uma árvore caiu e atingiu uma moradia.

Na localidade de Nova Fazenda, ruas ficaram alagadas e famílias também tiveram que se realocadas.
No bairro Perrixil, inúmeras casas foram destelhadas e oito famílias ficaram desalojadas.

Comunidades
isoladas em Imaruí

Em Imaruí, a chuva forte, acompanhada de rajadas de vento, atingiu principalmente o interior do município. As comunidades de Sertão e Tamboranti estão isoladas desde às 16 horas de ontem, após a queda de duas pontes que ligam as localidades à cidade. No bairro São Tomás e na localidade de Fazenda Rio das Garças, ruas estão alagadas e a linha de ônibus foi suspensa.

Veículos de passeio também foram proibidos de trafegar nesses locais. “Estamos esperando a chuva passar para ver se água abaixa e dê passagem aos veículos”, afirmou, ontem à noite, o secretário de obras da prefeitura, Emérson Bernardo Floriano. No centro de Imaruí, árvores também caíram prejudicando o trânsito.
Segundo o gerente regional da Celesc, Gerson Bittencourt, metade da cidade de Imaruí ficou sem luz por cerca de uma hora. Em Tubarão, alguns pontos da cidade também ficaram sem energia por aproximadamente 90 minutos.

Sem previsão
As estradas danificadas após as chuvas da semana passada ficarão mais alguns dias sem recuperação. Segundo o secretário de obras da prefeitura de Tubarão, Nilton de Campos, a usina de asfalto localizada em Pouso Alto, em Gravatal, não está fabricando o material. As chuvas de ontem também contribuíram para a paralisação das obras da secretaria.

Ciclone extratropical
A frente fria que atingiu o sul do Brasil, associada a um sistema de baixa pressão em superfície, manteve o tempo instável com chuva na maioria das cidades do estado. O ciclone extratropical no oceano causou rajadas de vento de 60 a 70 quilômetros por hora no litoral sul.
Para hoje, a previsão é de chuva na região sul.

Comporta amenizará alagamentos

Uma comporta de drenagem de 250 quilos foi colocada por volta das 21h30min de ontem às margens do Rio Tubarão, próximo à cabeceira da ponte Heriberto Hulse. O processo foi realizado por membros da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, secretaria de obras, com o apoio da empresa Carara Torno e Soldo.
O equipamento antigo havia quebrado e a comporta nova evitará o refluxo das águas do rio nos bairros Dehon, Morrotes e Humaitá.

Prefeitos lutam por recursos

A chuva que atingiu a região na semana passada trouxe prejuízos às prefeituras. Ontem, representantes dos municípios que decretaram situação de emergência – Pedras Grandes, Gravatal, Jaguaruna, Tubarão e Sangão, reuniram-se com o secretário regional, Haroldo Silva, o Dura.

Os prefeitos querem marcar uma reunião com o governador Leonel Pavan. A intenção é que o governo estadual transferira pelo menos R$ 1 milhão para os municípios atingidos. “Preciso consertar pontes, arrumar estradas. Não posso deixar uma comunidade isolada. Vou atender a população. Depois, vejo como pagar”, declarou o prefeito de Gravatal, Rudnei Fernandes.

O diretor da Defesa Civil, José Luiz Tancredo, orientou os prefeitos a encaminharem os documentos necessários à Defesa Civil do estado, para garantir verbas do fundo estadual do órgão.

Envenenamento: Agropecuárias serão fiscalizadas

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Priscila Alano
Tubarão

Os fiscais estaduais agropecuários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) de Tubarão intensificarão a fiscalização nos estabelecimentos agropecuários. Suspeita-se que defensivos agrícolas sejam comercializados de forma fracionada, para o envenenamento de animais domésticos. A denúncia foi levantada pelo vereador Deka May, na sessão da câmara de vereadores de segunda-feira.

O fiscal estadual agropecuário da Cidasc Diego Gimdri confirma que nesta semana a equipe visitará os estabelecimentos agropecuários da cidade para investigar a denúncia e também pretendem realizar ações educativas para que a população não compre o produto fracionado.

“As pessoas correm um alto risco de intoxicação, tanto aqueles que manipulam o produto, dividem em pequenas quantidades, quanto os que compram o veneno. Se isso ocorre, o médico não saberá como medicar o paciente, pois nestes frascos fracionados não as informações necessárias”, salienta Diego. Esses produtos devem ser comercializados mediante apresentação de receituário do engenheiro agrônomo. O estabelecimento que descumprir as orientações pode receber multa de R$ 18 mil e responder a processo crime.

Vandalismo: “São milhões de reais de prejuízo”

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Rafael Andrade
Tubarão

“Em épocas de festejos que reúnem multidões e nos fins de semana, ficamos de plantão. Pois é certo que os vândalos agirão”, lamenta Agenor Cunha, supervisor técnico da RM Infraestrutura, empresa terceirizada pela Oi que executa a manutenção e a reposição de telefones públicos na Amurel. São 15 técnicos espalhados por 15 municípios. O prejuízo de cada aparelho pode chegar a R$ 1,2 mil.

Além do prejuízo financeiro, os usuários dos telefones públicos também sofrem diretamente com a ação dos vândalos. “Já precisei chamar uma ambulância, pois a minha mãe havia desmaiado e fiquei desesperada. O ‘orelhão’ em frente a minha casa não funcionava, pois estava sem o fone, arrancado de forma estúpida. Então, tive que bater na porta de um vizinho para pedir emprestado um celular”, lembra a vendedora Cláudia Rozeng.

Normalmente, os usuários de telefones públicos solicitam a manutenção do aparelho. “É um processo burocrático. Precisamos registrar um boletim de ocorrência para a operadora responsável enviar uma autorização de reposição”, explica Agenor.
Alunos da Escola Estadual Martinho Alves dos Santos, no bairro São Martinho, ficaram por quase duas semanas sem poder utilizar o aparelho público. “Levaram a metade do telefone e algumas peças eletrônicas. Cheguei a guardar o que sobrou pendurado no ‘orelhão’”, denuncia o vigia da escola, Gilson Elias.

Há poucos dias, um telefone público foi amarrado no parachoque de um Fusca, arrancado da base e arrastado por três quilômetros entre os bairros Sertão dos Corrêa e Sertão dos Mendes, em Tubarão.