quinta-feira, 19 fevereiro , 2026
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Empregos: Há vagas na região!

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Priscila Alano
Tubarão

Tubarão e Imbituba registraram saldo positivo no mês passado no quesito empregos. Foram 185 e 22 novos postos de trabalho, respectivamente. Já em Laguna, os números foram negativos, 61 vagas a menos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

No primeiro quadrimestre de 2010, chegou a 1.475.
O secretário de indústria e comércio da prefeitura de Tubarão, Estener Soratto Silva Júnior, avalia positivamente as estatísticas. “Os números nos mostram que as empresas necessitam de mão-de-obra, e que estão contratando. Há vagas de trabalho no município”, comemora Soratto.

O setor que mais empregou em Tubarão em abril foi o comércio, com 97 contratações. Seguida da indústria de transformação, com 42 postos, e a administração pública, com 38 novas vagas. No primeiro quadrimestre de 2010, destacam-se os setores de serviços, com 673, e a indústria da transformação, com 444 contratações. Ao todo, foram geradas na cidade 1.475 novas vagas desde janeiro.

Em Imbituba, a construção civil tem impulsionado a geração de emprego. Em abril, o setor empregou 25 profissionais a mais. No quadrimestre, este número foi de 142 postos e, nos últimos 12 meses, 252. “Estão em construção no município cerca de dez prédios e outros seis podem ser iniciados ainda este ano. As empresas utilizam mão-de-obra do município”, explica o secretário de desenvolvimento urbano e ambiental da prefeitura de Imbituba, Ramires Ferreira.

Saldo é negativo em Laguna

As informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho não são nada animadoras para Laguna. No mês passado, a cidade registrou um índice negativo de 61 postos de trabalho. Apenas o setor agropecuário admitiu: 14 vagas.

No quadrimestre, o município teve saldo de menos 115. O secretário de desenvolvimento econômico e social da prefeitura de Laguna, Diego Rodrigues Medeiros, explica: os números desanimadores são resultado das demissões ocorridas em função do encerramento da temporada de verão. “Na baixa temporada, o único setor que deve contratar é o pesqueiro”, destaca.

Feincos: Pesquisa será feita para apurar dados

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Priscila Alano
Tubarão

Este ano, uma das metas da sétima edição da Feira da Indústria, Comércio e Serviços (Feincos), em Tubarão, é a realização de negócios durante os cinco dias de evento. Até então não há números que reflitam o giro econômico da feira. Este levantamento será feito agora pela secretaria de indústria e comércio da prefeitura.

O único dado oficial da Feincos é relativo a estimativa de público: cerca de 100 mil pessoas frequentaram a edição de 2009. “Vamos pesquisar o valor de quanto custa fazer a feira, locação de palcos, tendas. Outro levantamento será o incremento econômico, desde a compra de alimentos até o fechamento de negócios”, detalha secretário de indústria e comércio, Estener Soratto Silva Júnior.

Cerca de 40 empreendimentos, de diversos segmentos, irão expor seus produtos durante a Feincos. Algumas empresas comercializarão seus produtos a preço de fábrica. Outras sortearão até viagem para os clientes que adquirem os produtos.
O gerente comercial da Hipper Freios, de Sangão, Marcelo Cardoso, afirma que os produtos da empresa estarão expostos para que o público identifique no dia-a-dia onde podem encontrá-los. “Na feira os clientes também conhecerão as ações sociais promovidas pela empresa”, antecipa Marcelo.

A abertura oficial da Feincos será hoje, às 20 horas. O evento encerra domingo. A programa completa e outras informações sobre a feira estão no site: www.feincos2010.com.br.

Hercílio Luz: Diretor de futebol pede afastamento

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Rafael Andrade
Tubarão

Uma reunião ontem à noite, no Estádio Anibal Torres Costa, em Tubarão, foi decisiva para Clovis Damaceno deixar a diretoria de futebol do Hercílio Luz. O motivo da decisão tomada pelo dirigente: a mudança de planejamento nos trabalhos dos times profissional, juvenil e juniores.

“Fechamos uma nova parceria com empresários da Itália, de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eles se interessaram pela boa infraestrutura do clube e sugeriram uma reforma nos alojamentos e estádio. Em troca, poderíamos trabalhar em parceria na ida de jogadores para Itália”, esclarece o presidente do clube, Vamerson Wiggers.
Vamerson ainda explica que a descendência italiana dos garotos de Tubarão e região foi o carro-chefe para que fosse fechada esta parceria. Não satisfeito, Clovis não concordou com a mudança de planejamento e pediu desligamento do clube.

“Não posso aceitar uma mudança a 75 dias da Divisão Especial do Campeonato Catarinense. Não há tempo hábil para uma mudança drástica”, avalia Clovis. Seis jogadores já estão no Anibal Costa e podem deixar o clube antes mesmo de estrearem, pois serão reavaliados pela diretoria e pelos novos investidores (parceiros).

Vamerson deixa claro que todos os demais nove membros da diretoria aceitaram esta nova fase do clube. “Além disso, os 30 conselheiros do Leão também aprovaram a ideia”, completa Vamerson.
Clovis revela que não deixará o futebol, pelo contrário. “Vou tocar a minha experiência em futebol em outro lugar”, finaliza o ex-dirigente colorado.

Laje da Jagua: Ciclone impede formação de boas ondas

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Jaguaruna

Ainda não foi aberta a ‘caça’ às ondas gigantes da Laje da Jagua. O Mormaii Tow in – evento realizado em memória ao idealizador do evento, Zeca Scheffer, não pôde ocorrer. Ontem, surfistas e meteorologistas monitoraram os gráficos com precisão e decidiu não acionar a luz verde para realização do evento.

O vento forte de ontem, gerado por um ciclone extratropical, atingiu toda costa sul do litoral de Santa Catarina. A ondulação entrou com muita força, porém, a direção do vento – sudeste – atrapalhou a formação das ondas perfeitas.
O período de espera da competição abriu no último dia 1º e termina no dia 30 de julho, portanto, mais dois meses de expectativa para ver quem será a dupla campeã que levará R$ 20 mil.

Na sexta-feira da semana passada, quando o vento não era tão forte, apesar das ondas terem baixado, os tow surfistas da Jaguaruna encararam a investida e aproveitaram para treinar o que restou da grande ressaca.
O cinegrafista Lucas Barnis estava nos últimos treinos e registrou algumas amostras do que está por vir. “É impressionante. As ondas se alinharam com peso suficiente na pedra. Tem que ser corajoso para encarar quase dez metros de onda”, dispara Barnis.

Comércio: Segue a ‘batalha’ em torno do horário

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Carolina Carradore
Tubarão

A velha discussão quanto ao horário de atendimento do comércio volta à tona. Ontem de manhã, representantes do Sindicato dos Comerciários de Tubarão estiveram reunidos com o prefeito Manoel Bertoncini. A categoria reivindica alteração no horário de atendimento em época de Natal e uma maior atenção quanto ao Sábado é o Dia D.

De acordo com a presidenta do sindicato, Elizandra Rodrigues Anselmo, o prefeito ouviu as principais reclamações dos comerciários. A categoria pede que duas semanas sejam o limite trabalho até as 22 horas em época de Natal. A ideia dos lojistas é estender o horário natalino para três semanas. Outra reivindicação é relacionada ao Dia D, quando o comércio fica aberto até as 17 horas de sábado, uma vez por mês.

“Queremos que seja respeitado um sábado por mês de horário diferenciado. O problema é que querem passar para dois sábados, como ocorreu em abril, por exemplo”, frisa Elizandra, que garante: boa parte das empresas de Tubarão não paga hora extra para quem trabalha no Dia D. “São poucos os funcionários que trabalham com comissão e ganham horas extras nesses dias”, lamenta.
O prefeito solicitou que todas as reivindicações sejam documentadas. Ele se propôs a intermediar um acordo entre os sindicatos dos Lojistas e dos Comerciários.

O outro lado

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista (Sindilojas) de Tubarão, José Masiero, garantiu ontem que não há nenhuma intenção dos lojistas em abrir o comércio em horário estendido dois sábados por mês. E assegura que todas as lojas de Tubarão pagam hora extra aos funcionários. Masiero acredita que o prefeito não irá travar o horário do comércio. “Ele quer que a cidade se desenvolva, não vai tomar alguma medida contrário a isso”, assinala.

Indústria de Fosfatados Catarinense: Cresce número de órgãos contra a IFC

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Wagner da Silva
Braço do Norte

A Ong Montanha Viva ganhou mais um aliado na ação movida para impedir a instalação da Indústria de Fosfatados Catarinense (IFC), na comunidade de São Paulo dos Pinheiros, interior de Anitápolis. A comissão da Pastoral da Terra, de Tubarão, entregou um abaixoassinado com mais de seis mil rubricas.

O documento passou a integrar, juntamente com as prefeituras de Rancho Queimado, Braço do Norte e São Ludgero, a parte interessada na ação judicial contrária à exploração de fosfato. Uma cópia do abaixoassinado já havia sido entregue pelo padre Aloisio Heidemann ao deputado Décio Goes (PT), durante a audiência pública realizada em Laguna, no último mês.

“Mais de dez mil pessoas dependem do pescado, das lagoas. Há o risco de afeta nossa fauna e flora e, com isso, a saúde da população de toda a Amurel. Esta exploração não se justifica”, defende padre Aloisio.

Há um ano, a ONG Montanha Viva trava uma disputa judicial com a IFC, o município de Anitápolis, o estado e a Fatma – responsável pela autorização da Licença Ambiental Prévia (LAP), suspensa por uma liminar concedida pela juíza federal substituta Marjôrie Cristina Freiberger Ribeiro da Silvano, em setembro do ano passado.

A decisão da juíza foi baseada na Lei de Proteção da Mata Atlântica, cuja regra não admite a supressão de vegetação secundária em estado avançado de regeneração. O Projeto Anitápolis visa a exploração de jazidas de fosfato por 33 anos no município serrano.

O outro lado
O advogado da IFC, Édis Milare, foi procurado pela equipe do Notisul, mas não retornou às ligações.

Todo dia é dia da leitura

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Um projeto dinâmico e que fará toda a diferença para os estudantes da escola Dite Freitas, a Escola Jovem, em Tubarão, é realizado todos os anos.
‘Todo dia é dia de leitura’ tem o objetivo de incentivar os alunos a lerem e pesquisarem em livros. O professor de sociologia Santos Crozeta Kestring aproveitou o projeto para desenvolver um trabalho super interessante.

Por meio da confecção de cartazes, os estudantes refletiram sobre as diferentes culturais e a sociedade. “Com isso, a escola auxilia na busca pela cultura, pesquisa e leitura continuada. O livro contém, sempre, um aprendizado insubstituível porque mexe com o imaginário”, destaca o professor Santos.

Além disso, a escola possui uma biblioteca invejável, com um acervo enorme de ótimos livros. Mas é pouco frequentada. “O projeto também incentiva neste quesito. A biblioteca é um cantinho pouco valorizado porque a internet toma conta, mas, mesmo no mundo virtual, é preciso ler e conhecer”, ensina o professor.

Diversão faz parte da aprendizagem

A Escola Martinho Alves dos Santos, em Tubarão, oferece aula de dança e música para os alunos como atividade extracurricular. O projeto é mantido pela secretaria estadual de educação, que propõe aos estudantes algumas opções de aulas como dança, música, fanfarra, coral, espanhol e italiano, entre outras. Na escola, esse trabalho é realizado pelo professor Alex Santana. Participe!!!

Amor de mãe é irado

Emoção, suspiros e muitas lágrimas contagiaram a tradicional homenagem ao Dia das Mães do Colégio Dehon, em Tubarão. Elas conferiram apresentações de dança e música preparadas pelos filhotes. Para o diretor José Antonio Matiolla, o evento é o reconhecimento da confiança que cada mãe tem no colégio e em cada um dos colaboradores. “É um momento muito esperado pelas mães”, destaca a diretora adjunta, Gisela Daufenbach Felippe. “Preparamos todos os detalhes com muito amor e dedicação para presenteá-las com o que temos de melhor”, valoriza Gisela.

Sabe o que os astros reservam para você hoje?

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Áries (21/03 a 20/04)
A posição do planeta Vênus indica o desafio de agir com maturidade e responsabilidade nos relacionamentos. Conscientização dos limites, dos conflitos, das estruturas rígidas e das situações estagnadas.

Touro (21/04 a 20/05)
Vênus está em contato com Saturno, indicando que você se dá conta das limitações emocionais e dos relacionamentos. Em questões financeiras e negócios, aja com maturidade, ou poderá ter prejuízos.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
Em seu signo, o planeta Vênus faz aspecto com Saturno, indicando que você tende a estar receoso e se sentindo inadequado. Momento importante em seus relacionamentos, valores pessoais e em família.

Câncer (21/06 a 21/07)
Tendem a estar enfatizadas hoje as imperfeições e dificuldades afetivas e dos relacionamentos. A percepção dos problemas pode estimular a agir de forma diferente do habitual, mas pode acentuar a defensividade.

Leão (22/07 a 22/08)
Ser realista não é o mesmo que ser pessimista, leonino. Cuidado com a tendência a enfatizar as dificuldades. Momento que pede de você muita maturidade, mas também flexibilidade. Cautela.

Virgem (23/08 a 22/09)
Saturno está em contato com Vênus, indicando dificuldades e limitações que pedem atitude madura, virginiano. Não foque a energia nos problemas, mas nas soluções que vem da flexibilidade. Não se aferre ao passado.

Libra (23/09 a 22/10)
Seu regente Vênus está em contato com Saturno, simbolizando o teor de seriedade e responsabilidade do céu de hoje. Você tende a estar focado nas dificuldades, o que pode restringir a possibilidade de soluções concilatórias.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Dificuldades envolvendo entrega emocional, compreensão psicológica e emocional e rigidez de atitude, escorpiano. Relacionamentos e negócios estão hoje sob uma energia tensa, dificultando compartilhar e confiar. Momento importante para reconhecer o que precisa ser conscientizado.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Hoje tende a ser mais dificíl a harmonia dos relacionamentos, já que há a tendência a agir com excessiva cautela. Desafios envolvendo vida pessoal e profissional, bem como os relacionamentos e a carreira.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
O regente capricorniano, Saturno, está em contato desafiador com Vênus, indicando desafios amorosos e nas relações. Possibilidade de atrito com colegas, devido à discordância de opiniões e a teimosia de velhos pensamentos.

Aquário (20/01 a 19/02)
Você tende a refrear e reprimir sentimentos e isso pode causa dificuldade de compartilhar a intimidade, aquariano. Não deixe que a sensação de inadequação oprima a sua capacidade de amar e de se relacionar. Prazer e dever devem ser complementares.

Peixes (20/02 a 20/03)
Questões desafiadoras envolvendo a vida em família e os relacionamentos. Não seja severo ou crítico com as pessoas. Dificuldade de partilhar o que está sentindo, o que pode ampliar a sensação de solidão e de medo.

Mais um excelente aviso da natureza

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Como felizmente não houveram vítimas, tão pouco prejuízo de grande monta (ficou no transtorno de casas e ruas alagadas e trânsito caótico), pode-se dizer que a cheia do rio Tubarão, na última quarta-feira, teve efeito de susto pedagógico.

Foi uma belíssima lição da natureza, para que: a) os céticos acreditem, de uma vez por todas, que outra tragédia como a de 74 é possível, devido ao fenônemo da recorrência e das fortes chuvas que vêm caindo ultimamente, e que são as medidas preventivas e de reação eficiente que farão a diferença – objetivo dos seminários que fazemos (câmara municipal, Area- TB e Defesa Civil), desde 24 de março do ano passado, 35º aniversário da última grande cheia; b) a municipalidade priorize a busca dos recursos para a macrodrenagem da margem esquerda e de outros pontos da margem direita, claramente identificados, que alagam muito antes do rio transbordar e para as próximas etapas da redragagem do rio Tubarão, cujo projeto resultante da batimetria, que apontou 42% de assoreamento, seja viabilizada.

Uma vez que as áreas de bota-fora já estão resolvidas, faltando as licenças ambientais (para as quais o estado é parceiro do município), indispensáveis para alavancar os R$ 80 milhões (já se fala em R$ 50 milhões) para conclusão da obra, ou R$ 20 milhões para as áreas críticas. Priorize também a instalação de sensores ao longo do rio, de Tubarão a Lauro Müller, com o objetivo de monitorar o avanço das águas e transmitir via internet, o que ganharia tempo para as providências; b) as escolas intensifiquem o trabalho com os alunos, os sinos das igrejas soem novamente e que mais lojistas baixem as portas em todos os 24 de março, para que não esqueçamos, ou conhecemos melhor o que aconteceu em 74, e evidemos esforços para que não mais aconteça, como prevê a Lei Municipal nº3289/09; d) os tubaronenses atendam os chamados da Defesa Civil para os necessários treinamentos, e que esta prepare de fato a articulação para o socorro às vítimas e de alojamentos, no caso do rio transbordar; e) as marcas da tragédia de 74 sejam preservadas e divulgadas para roteiros de visitas e estudos; f) o Núcleo de Pesquisas Sobre Desastres Naturais da Unisul possa aprimorar o mapa de risco geotécnico de Tubarão; g) o Ministério Público apresse o termo de ajuste de conduta, já proposto, com a finalidade de conter invasões, que se tornam, inevitavelmente, áreas de risco; h) os tubaronenses, onde quer que estejam, coloquem os seus lixos nas lixeiras para que a prefeitura os recolha adequadamente e não entupam bueiros e valas que facilitam os alagamentos.

Se o susto não serviu, se a lição não foi aprendida, vidas e patrimônios públicos e privados poderão se perder. E não foi por falta de mais um aviso, ou melhor, um excelente aviso da natureza.

Defesa Civil: “Qualquer anúncio levaria a cidade ao pânico”

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Zahyra Mattar
Tubarão

Notisul – Como foi organizada a ação para o episódio desta semana?
Zé Luiz
– Começamos a monitorar, já no começo da semana, as previsões meteorológicas e o volume de chuvas nas cidades da encosta da serra e do Vale do Braço do Norte. Na quarta-feira, às 8 horas, fizemos um histórico das dez últimas horas para saber quanto de água chegaria aqui. Esta cadeia de informação é importante para organizar as ações. Pela manhã, já sabíamos que ao meio-dia teríamos problemas, áreas inevitavelmente ficariam alagadas. A chuva da serra e no Vale leva de oito a dez horas, dependendo da intensidade, para chegar em Tubarão. Às 15 horas, o nível do Rio Tubarão começou a encher e continuou a subir até as 9h30min. A nossa previsão era que o rio chegaria a 5,20 metros acima do normal. Chegou a 5,30 metros.

Notisul – Como você chegou a este valor?
Zé Luiz
– Em 1996, fui presidente do Conselho da Defesa Civil. Naquela época, fiz um mapeamento das cheias em toda a cidade. Com 4 metros, o rio transborda na Madre, chega na estrada. Com 4,50, já atinge a casa das pessoas. Tanto que a Madre foi o primeiro lugar onde agimos. Depois é o Bom Pastor, onde o rio transborda com 4,80 metros. No centro, estabelecemos como nível de alerta total o nível de 5,20 metros. Com 5,50 metros, já temos alagados o São João, Andrino, KM 60 e 63, Guarda-MD, Passagem, Dehon. Na quarta-feira, quando chegou em 5,10 metros, fizemos a primeira reunião para definirmos as ações. Imediatamente, abrimos dois pontos de abrigo temporário – o ginásio Jacob May, na margem esquerda, e o Warmuth Teixeira (do ferroviário), na direita. Temos 16 locais cadastrados. Graças a Deus, não foi preciso utilizá-los.

Notisul – Mas o rio passou do previsto. Não se cogitou fechar as pontes e tirar as pessoas da casa como prevenção?
Zé Luiz
– Este tipo de ação, claro, integra o plano de contingência provisório. Mas qualquer anúncio neste sentido levaria a cidade ao pânico. Além disso, não chovia mais na serra e no Vale. Não havia motivo para tomar qualquer atitude neste sentido. Seria, no mínimo, irresponsável. Se tivéssemos qualquer indício de aumento, aí sim faríamos o alerta emergencial para toda a cidade e fecharíamos o comércio, interditaríamos ruas e pontes.

Notisul – Quais os locais com maiores problemas?
Zé Luiz
– Não vejo o local com maior problema, vejo os problemas que atrapalharam como um todo. Um deles foi o refluxo da água do rio para as áreas mais baixas. Isso ocorreu no Pantanal, Humaitá, Morrotes e no Dehon, por exemplo. A drenagem feita em virtude das obras da BR-101 não foi concluída, o rio subiu e a água começou a voltar pela tubulação e alagar as comunidades. Outra preocupação era com o talude que cerca o Rio Capivari com a fazenda do Revoredo. Em 1996, este talude rompeu e toda a água do Capivari desceu e encheu o Revoredo inteiro. Desta vez, não tivemos problemas.

Notisul – Por que a água demorou tanto para baixar?
Zé Luiz
– O mar estava cheio, o rio estava cheio e não tinha por onde a água escoar. Mas o maior complicador é que na segunda calha do rio existe uma fileira de árvores plantadas. Isto dificulta ainda mais o escoamento da água porque engalha tudo ali. Agora vamos trabalhar para eliminar todas estas árvores. Documentamos tudo para argumentar junto ao Ministério Público.

Notisul – Sua casa alagou?
Zé Luiz
– Alagou. Perdi um monte de coisa. Sofá, geladeira, móveis. Minha família lá alagada e eu aqui, trabalhando. Minha mulher ligava e dizia: “Eu também sou flagelada, socorro!” (risos). Mas faz parte. Não tinha como atendê-los porque não posso preterir uns em detrimentos de outros. A responsabilidade é enorme. É com uma cidade inteira. É uma situação complicada e difícil de lidar. Afinal, é minha família né!?

Notisul – Qual o momento mais difícil?
Zé Luiz
– Foi na tarde de quarta-feira. Às 14 horas, os carros do Bombeiros, da Defesa Civil, PM, Exército e outros órgãos que prestavam socorro não conseguiam ajudar ninguém porque as pontes ficaram interditadas devido ao excesso de veículos. Por isso que batemos na tecla de que as pessoas devem escutar a orientação da Defesa Civil. Não devem sair de casa para ver o rio, nem passar informação não oficial para frente. Os boatos de que uma barreira rompeu em Lauro Müller e a hidrelétrica de Santa Rosa de Lima tinha rompido só deixaram todos desesperados. Um ato completamente irresponsável.

Notisul – Se o rio transbordar no centro, você tem uma noção do prejuízo?
Zé Luiz
– Se o rio transbordar no centro, 80% das áreas baixas alagam. A área central concentra a maior parte do comércio. O prejuízo seria alto. Esta semana houve bastante estragos. Neste momento (manhã de sexta-feira), seis equipes estão na rua para levantar todos os estragos para entregarmos à Defesa Civil Estadual. Na segunda-feira, teremos uma estimativa. Mas já sei que o estrago é grande, mesmo porque Tubarão já estava em situação de emergência desde o dia 5 de abril. Em 38 dias, o que estava ruim ficou pior.

vNotisul – Como você avalia a atuação da sua equipe neste episódio?
Zé Luiz – Boa. Todos aqui têm família, e ninguém arredou o pé um minuto sequer. Mas houve falhas e não posso fechar os olhos. Pelo contrário. Acho bom ver onde erramos para nos organizarmos melhor. Uma destas falhas foi quanto a comunicação. Demoramos para disseminar a informação para a imprensa. O resultado foi aqueles boatos irresponsáveis que deixaram a cidade um caos. Outra coisa que faria diferente é quanto a convocação do grupo de emergência. Chamamos o pessoal em etapas e aprendemos que isso deve ser feito de uma vez só. Também falhamos quanto ao sistema de alerta à população. Com o plano de contingência oficial, que fica pronto em julho, teremos seis sirenes espalhadas em pontos estratégicos da cidade. Mas agora você sabe como é feito este aviso? Pois é, ninguém sabe. Enquanto o plano oficial não fica pronto, o aviso de alerta máximo é feito pelas rádios, pelos sinos das igrejas e sirenes das polícia, da Guarda Municipal e da Defesa Civil.